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MIT cria etiqueta NFC que avisa se um alimento está estragado

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5 anos atrás

Comprar alimentos requer grande atenção. Mesmo dentro do prazo de validade, determinados itens podem estragar se não forem armazenados corretamente. Como nem sempre é fácil identificar produtos nestas condições, pesquisadores do MIT criaram uma tecnologia que utiliza o seu smartphone para te ajudar nesta tarefa.

A “magia” acontece a partir de um sensor que detecta a presença de gases ou partículas que, isoladamente, sugerem deterioração do alimento, como peróxido de hidrogênio, amoníaco gasoso e cicloexanona.

Mas este sensor não é nenhum dispositivo altamente sofisticado: trata-se, essencialmente, de uma etiqueta (ou tag) NFC modificada. Os circuitos destes componentes receberam minúsculas incisões que, posteriormente, foram preenchidas com nanotubos de carbono com a ajuda de um lápis especial.

Tag NFC

Esta alteração faz com que, em situações normais, os circuitos permaneçam “abertos”. Mas, na presença de partículas que sugerem deterioração do alimento, os nanotubos se ligam a elas acionando a sua capacidade de conduzir corrente elétrica.

Na prática, é como se as partículas fizessem os nanotubos fecharem o circuito. Desta forma, a etiqueta NFC passa a funcionar normalmente e, portanto, pode ser lida por qualquer dispositivo compatível com a tecnologia, especialmente smartphones.

Assim, na prateleira de um mercado, o usuário teria apenas que aproximar o celular do produto. Na presença de um gás que indique algo de errado, a etiqueta NFC dará o alerta.

Na verdade, é improvável que a tecnologia fique à disposição do usuário desta forma. É mais fácil supermercados, distribuidores e afins utilizarem estes sensores como sistemas de monitoramento. Tags poderiam ser distribuídas (várias são necessárias, pois cada etiqueta funciona com apenas um tipo específico de substância) em prateleiras para serem conferidas de tempos em tempos por funcionários.

O professor John D. MacArthur, um dos líderes do projeto, destaca que tags NFC são dispositivos de fabricação simples e que não exigem alimentação elétrica constante (dispensam até mesmo baterias), portanto, sua utilização para este fim requer baixo investimento.

A partir daí, a ideia pode ser expandida para outras aplicações. Funcionários de uma fábrica poderiam utilizar crachás equipados com estas tags NFC, por exemplo. Na presença de substâncias que indicam a existência de um vazamento químico ou algo do tipo, a etiqueta entra em funcionamento, acionando um alarme.

Nos testes, a tecnologia funcionou tão bem que os pesquisadores já se preparam para a próxima etapa: patentear a ideia.

Com informações: MIT News

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