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iPhone 6 Plus: como é grande esse telefone!

Por
3 anos atrás
9.3

Prós

  • Bateria com boa autonomia
  • Estabilização óptica garante fotos noturnas melhores
  • Tela com grande nitidez

Contras

  • Pegada ruim; carcaça escorregadia
  • Preço alto em comparação com os concorrentes

Durante muito tempo, a Apple peitava a concorrência com o tamanho de tela do iPhone: Steve Jobs defendia que 3,5 polegadas era o tamanho ideal para um smartphone e, durante a apresentação do iPhone 5, Tim Cook afirmava vagarosamente que 4 polegadas era o tamanho máximo que permitia usar o telefone apenas com uma mão.

Anos após as últimas declarações, a tela do novo iPhone cresceu bastante. Ou melhor: dos novos iPhones. Rendendo-se à concorrência, a Apple lançou o iPhone 6 com tela de 4,7 polegadas e o iPhone 6 Plus com uma tela ainda maior, de 5,5 polegadas.

Aproveitei uma viagem para o exterior e atualizei meu iPhone 5s para o gigante iPhone 6 Plus. Será que esse telefone que parece uma televisão de 50 polegadas é bom? Cabe no bolso? Dá pra usá-lo no lugar de uma telha quebrada e me proteger das chuvas de verão? Ele realmente entorta? Essas e outras perguntas serão respondidas nesse review.

Design

Considerando as gerações anteriores, a Apple voltou no tempo ao apresentar os novos iPhones. E isso não é algo negativo: o aparelho remete ao primeiro iPhone, com um formato levemente curvo. O smartphone é muito bonito: a traseira, de alumínio anodizado, traz pequenas listras de um material plástico que são as antenas do telefone, e as bordas são levemente arredondadas, deixando de lado o formato quadradão que foi adotado desde o iPhone 4.

O único porém de todo esse acabamento é a câmera, que apresenta uma protuberância. Isso transparece uma fragilidade para quem pega o telefone pela primeira vez: é inegável a aflição que essa câmera saltada traz ao colocar o aparelho em qualquer superfície. A câmera, que em tese deveria ser protegida de qualquer fatalidade, na verdade está exposta a arranhões e desgastes. Isso tudo pode ser desconsiderado quando se lembra que a câmera é revestida em safira, material mais resistente a riscos, mas a aflição de manter o telefone em uma mesa não é nem um pouco legal.

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Uma novidade que pode estranhar usuários antigos é que o botão liga/desliga agora está presente na lateral do iPhone 6 Plus, não no topo como nos modelos anteriores. De resto, a disposição dos itens no novo iPhone permanece idêntica: na lateral esquerda se encontram os botões de volume e o seletor do modo silencioso; na parte inferior estão o conector de fone de ouvido, conector Lightning, microfone e alto-falante. Logo abaixo da tela, temos o botão Home, que possui o sensor Touch ID.

Pegada

O formato curvo da traseira do novo iPhone desempenha um papel importante em toda a usabilidade do sistema, uma vez que ele permite atingir os cantos laterais da tela com maior facilidade. No caso do iPhone 6 Plus, atingir os cantos com facilidade depende exclusivamente do tamanho da sua mão – portanto, se você tiver mãos pequenas, o modelo menor provavelmente será mais adequado. Eu possuo mãos não muito grandes e sou destro, e depois de alguns dias me acostumando com esse novo tamanho consigo alcançar todas as letras do teclado sem dificuldades.

Atingir os pontos mais altos da tela, no entanto, é algo um pouco problemático. Para discorrer sobre isso, preciso afirmar logo de cara que a pegada do iPhone 6 Plus é ruim. Apesar de bonito, o alumínio anodizado presente na parte traseira e lateral do iPhone é extremamente deslizante, e em um telefone com tela de 5,5 polegadas é normal que você manobre o telefone escorrendo-o pela mão para atingir as áreas mais próximas ao topo.

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Acontece que escorrer o iPhone 6 Plus pela mão é uma tarefa bem arriscada. Logo nos primeiros dois dias, quase deixei o telefone cair no chão pela falta de atrito entre o aparelho e minha mão. Por mais que você não goste, utilizar uma capa protetora é algo que considero obrigatório para quem quer utilizar um iPhone 6 Plus. Com capa protetora, a pegada do iPhone melhora consideravelmente e traz mais confiabilidade para usá-lo em movimento.

Considero esse problema da pegada algo bem grave – afinal de contas, antes de usar um telefone você precisa pelo menos segurá-lo. Apesar de tudo isso, me acostumei com o tamanho da tela e fico com um certo nervosismo quando utilizo telefones menores: em poucos dias, até meu antigo Nexus 4 que tem uma senhora tela de 4,7 polegadas se tornou “minúsculo”.

De resto, não tive problemas para carregá-lo no meu bolso; como o iPhone 6 Plus é bem fino, ele faz pouco volume no bolso e não chama tanta atenção.

Ah, um detalhe importante: meu telefone não entortou e mantive-o no bolso frontal enquanto estava sentado diversas vezes. É claro que se você forçar o aparelho ele irá entortar, mas isso aconteceria com quase todo smartphone.

Tela

Além de ostentar em tamanho, a tela do iPhone 6 Plus ostenta em nitidez. Usei por alguns momentos um iPhone 6, e a tela do 6 Plus parecia sensivelmente mais nítida. A resolução de 1920×1080 pixels se encaixa muito bem nas 5,5 polegadas desse smartphone, que tem uma densidade de 401 pixels por polegada. Assim como nos iPhones desde o iPhone 4 e na maioria dos smartphones topo de linha atuais, é quase impossível enxergar pixels a olho nu.

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O fato da tela ser grande implica maior produtividade no telefone. Com mais espaço, a leitura de textos passou a ser melhor que no meu antigo iPhone 5s e a visualização de imagens se tornou algo mais próxima do real, sendo mais fácil observar detalhes. Combinando tamanha definição e tamanho de tela, alguns aplicativos chamam atenção: visualizar fotos no Instagram se torna uma tarefa mais agradável, bem como navegar na web. Para algumas ações, o iPhone 6 Plus acaba substituindo meu iPad mini: é um formato mais cômodo para utilizar em trânsito e ele sempre está no meu bolso.

O brilho da tela é bem forte, o que torna confortável usar o iPhone 6 Plus sob a luz do sol. No entanto, até o brilho mínimo é forte o suficiente para que eu evite utilizar o celular em ambientes mais escuros, principalmente logo após acordar. Pelo menos o sensor de luminosidade funciona de forma satisfatória.

É importante notar que o vidro da tela, que possui proteção Gorilla Glass, é levemente arredondado nos cantos. Isso pode parecer bobagem, mas ajuda consideravelmente na hora de executar gestos que envolvem os cantos da tela. Vale lembrar que o Gorilla Glass, por enquanto, protege contra arranhões, não quedas — dado o número de casos em que a tela do iPhone 6 Plus quebrou com uma queda simples, tratei logo de aplicar uma película protetora de vidro.

Software

teste

Pouco atrás, falei mal da pegada e da dificuldade de atingir os pontos mais altos da tela. Foi um recurso de software que ajudou a Apple a melhorar a usabilidade do iPhone 6 Plus: com um duplo toque no botão Home, a parte superior da tela se desloca até onde seu polegar consegue alcançar. A função, chamada Alcançabilidade, é extremamente útil, embora nem sempre seja prático usá-la em situações mais corridas.

Com um novo tamanho de tela, o sistema operacional também foi adaptado. A tela inicial agora suporta até 24 ícones, mais os quatro que são fixos na barra inferior. Para agradar todos os padrões de vista, a Apple incluiu o Display Zoom, no qual é possível escolher entre o tamanho padrão e o ampliado. O proprietário de um novo iPhone 6 Plus poderá escolher isso logo na primeira vez que liga o telefone.

Modo normal e modo ampliado

Modo normal e modo ampliado

Como a resolução de tela é diferente dos iPhones antigos, os aplicativos devem passar por uma adaptação para aproveitarem o novo tamanho de tela. Quase todos os meus aplicativos de uso recorrente já estão adaptados, mas existem alguns patinhos feios que ficam esticados com a nova resolução, como Authy, Waze e Itaú.

Para o iPhone 6 Plus, a Apple implementou um modo paisagem em seus aplicativos nativos. É a primeira vez que é possível rotacionar a tela logo no menu de aplicativos. Alguns ficam ainda mais interessantes nesse modo: o Safari, por exemplo, fica como na versão para iPad, com o menu de abas superior. No resto dos aplicativos, a maioria fica dividido ao meio quando o telefone está na horizontal, exibindo mais informações na tela.

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Um dos recursos mais legais no novo iPhone é o sistema de pagamentos Apple Pay. Por enquanto, o serviço está disponível apenas nos Estados Unidos, mas pude experimentar no iPhone de um amigo que possui conta bancária americana. É bem simples: logo ao ligar o iPhone pela primeira vez, você informa os dados do seu cartão de crédito e confirma a vinculação do Apple Pay com seu banco. Isso varia de banco para banco.

A liberação é instantânea, e a forma de usar também – basta aproximar o iPhone no leitor de NFC da máquina de cartões, colocar seu dedo no leitor biométrico e pronto. Na função débito, é possível que a loja exija que você digite a senha para confirmar a transação. Mesmo com a conta bancária sendo americana, foi possível utilizar o Apple Pay para pagamentos aqui no Brasil: as transações foram realizadas com sucesso nos terminais da Rede, mas não foi possível pagar em terminais Cielo. Creio que seja uma simples questão de configuração ou ativação por parte da própria Cielo.

No mais, não houve muitas mudanças no sistema operacional. Se você nunca mexeu em algum dispositivo da Apple mas está interessado nesse novo iPhone, recomendo a leitura do review completo do iOS 8 que fiz logo quando foi lançado.

Desempenho e bateria

Tecnicamente falando, o iPhone 6 Plus possui um processador A8 dual-core de 1,4 GHz e 1 GB de RAM. De acordo com a Apple, ele tem performance 25% superior em CPU, 50% superior em gráficos e gasta a metade de energia em relação ao processador A7. Quando comparado com smartphones topo de linha de outras plataformas, o número de núcleos e o clock parecem baixos, mas na prática o A8 entrega um poder de processamento igual ou em alguns casos superior ao de chips quad-core de quase 3 GHz dos concorrentes.

Conforme disse anteriormente, o iOS 8 roda de forma bem fluida no iPhone 6 Plus. No entanto, ao contrário do que muitos propagam por aí, o iOS não está imune a travamentos. Não é algo frequente, mas volta e meia algum aplicativo (inclusive os nativos, como o Safari) simplesmente fecha. Isso já foi objeto de estudo em versões passadas do iOS, quando foi detectado que aplicativos travam mais nos iPhones que em smartphones Android. Como o iOS não informa nada quando o aplicativo trava, o usuário simplesmente abre o aplicativo novamente e não se sente tão prejudicado quanto um usuário padrão de Android, que normalmente precisa encarar mensagens como “O aplicativo parou” e fica psicologicamente mais afetado.

Posso ter pegado pesado quanto a travamentos por aqui, mas o desempenho está muito melhor do que o que tinha no iPhone 5s com iOS 7. O iOS 8 melhorou e muito nesse sentido, ainda que esses pequenos congelamentos aconteçam. Por favor, não confunda essas travadinhas de aplicativos com a fluidez do sistema operacional: tudo é muito rápido e não há demora na hora de iniciar novas tarefas.

Além de melhorias no processamento, o iPhone 6 Plus recebeu melhorias nos rádios de comunicação: foi adicionado suporte a Wi-Fi 802.11ac (até 433 Mb/s) e LTE Advanced (150 Mb/s). A melhor mudança, no entanto, foi a bateria: finalmente temos um iPhone com boa autonomia.

Você leu no início do texto que eu comprei esse iPhone durante uma viagem. Pegar o aparelho foi a primeira coisa que fiz quando cheguei ao meu destino, e desde então venho usando como meu smartphone principal. No primeiro dia achei estranho que não havia usado minha bateria externa portátil, até me deparar que a bateria do iPhone 6 Plus estava tão boa que ela aguentou o que eu chamo de dia de turista.

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Quando estou viajando, sempre estou conectado à rede móvel, seja ela 3G ou LTE. Como a AT&T em Nova York é muito ruim, o celular ficava alternando frequentemente entre as redes. Usei o GPS várias vezes para traçar rotas de metrô, abri o Skype para fazer ligações e me comunicava por WhatsApp e Telegram pelo menos uma vez a cada meia hora. Além disso, usei e abusei da câmera e filmava algumas vezes também. No dia em que monitorei meu uso, tirei o aparelho da tomada às 11h da manhã e retornei à minha hospedagem quase às 2h da madrugada ainda com 19% de bateria.

Em um dia normal, verifiquei email, redes sociais e mensagens pelo menos uma vez a cada hora, ouvi música no Spotify conectado ao carro por Bluetooth por pelo menos uma hora, assisti a dois vídeos de 7 minutos no YouTube e realizei cinco chamadas de voz com duração média de 3 minutos cada. Com meu iPhone 5s antigo, era obrigado a utilizar a bateria externa portátil pelo menos uma vez por dia; no iPhone 6 Plus, terminei o dia com 52% de carga.

Desde meu primeiro smartphone com conexão de internet móvel ativa por 100% do tempo, o iPhone 6 Plus é o primeiro smartphone a suportar toda a minha rotina sem pedir arrego para a tomada. Com uma tela desse tamanho e uma bateria de 2.915 mAh, finalmente estou satisfeito com a bateria do meu smartphone — e meu bolso acabou ficando mais leve, já que dispensei a bateria portátil.

Câmera

Desde o iPhone 4s, a câmera do iPhone sempre teve resolução de 8 megapixels. Isso não é diferente no iPhone 6 Plus, mas a evolução nas fotos se torna mais um exemplo concreto para acabar com o mito dos megapixels.

Uma das novidades da câmera é o novo processador de sinal de imagem presente no A8. Além de permitir que a câmera filme a 240 fps, ele trouxe melhorias no foco automático, deixando o processo bem mais rápido.

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Uma grande vantagem do iPhone 6 Plus em relação ao iPhone 6 é a presença do estabilizador óptico, que faz bastante diferença em ambientes com baixa luminosidade (como em festas, baladas e cenas noturnas). Para entender como ele funciona, vamos antes a uma pequena explicação sobre fotografia.

Toda câmera possui um obturador. Ele se mantém fechado e abre apenas quando você aciona o disparador da câmera, levando através das lentes a cena a ser fotografada diretamente ao sensor, que registra e transforma a foto em um arquivo digital. No entanto, para tirar uma foto adequada, o tempo (exposição) que esse obturador ficará aberto varia. Em uma cena com muita luz, é necessário que a exposição seja curta, ou seja, o obturador abre e fecha em frações de segundo. Em uma cena com baixa iluminação, ocorre o contrário: é necessário que o obturador se mantenha aberto por mais tempo para conseguir captar satisfatoriamente todos os elementos da cena.

Portanto, para fotos com baixa iluminação é necessário que a exposição seja um pouco mais longa. O maior problema de fazer uma média/longa exposição em um celular, câmera compacta ou até mesmo DSLR é que, por mais que você evite, sua mão fará pequenos movimentos que acontecem inclusive durante o momento em que o obturador estiver aberto. Nesse caso, o ideal é que você mantenha o dispositivo em um tripé ou superfície para então tirar a foto, mas nem sempre isso é possível.

O que o estabilizador faz é corrigir esses pequenos movimentos feitos por sua mão durante uma média exposição. Isso resulta em fotos noturnas com menos borrões e fantasmas e deixa a cena mais fiel ao que está sendo visto. Somando isso com a baixíssima presença de ruídos, as fotos nesses ambientes são significativamente melhores no iPhone 6 Plus.

Abaixo, veja uma comparação entre uma foto tirada com um iPhone 5s e a outra com o 6 Plus. As fotos foram feitas no mesmo lugar, sem nenhum ajuste específico.

Foto tirada com iPhone 5s

Foto tirada com iPhone 5s

Foto tirada com o iPhone 6 Plus

Foto tirada com o iPhone 6 Plus

O iPhone também possui uma câmera frontal, e nessa moda de selfies é normal que as pessoas utilizem mais essa câmera. No entanto, não houve melhorias nesse quesito. Na verdade, até piorou: a opção de HDR, que existia no iPhone 5s, simplesmente sumiu no iPhone 6 Plus. Não tenho desprendimento social suficiente para postar uma selfie minha aqui, então, o que posso dizer é: a câmera faz fotos razoáveis e tem qualidade muito boa para chamadas de vídeo.

Na parte de vídeo, não mudou muita coisa também: a câmera continua filmando em resolução Full HD, mas agora chega a 60 quadros por segundo. O modo de filmagem em câmera lenta ganhou melhorias, captando imagens a 240 fps. Veja um vídeo de teste feito com a câmera do iPhone 6 Plus:

Multimídia

Apesar de ouvir músicas pelo Spotify, existe um verdadeiro iPod dentro de um iPhone, e quem mantém uma biblioteca de músicas grande certamente será bem servido. Acompanham o produto os fones de ouvido EarPods. É um fone relativamente bom, que se encaixa bem na minha orelha e já traz controle de volume e microfone embutidos. Como o conector de fone de ouvido é no padrão P2 (3,5 mm), você pode utilizar o fone de sua preferência.

Se você quer aproveitar o tamanhão dessa tela para assistir a vídeos, pode se frustrar um pouco. É que o reprodutor nativo suporta apenas vídeos H.264 e MPEG-4, deixando de lado formatos e codecs populares, como MKV e XviD. Para reproduzir esses arquivos, você pode convertê-los no seu computador para um formato compatível ou encontrar algum reprodutor de vídeo na App Store com suporte a outros formatos, como o VLC.

Conclusão

Estou usando o iPhone 6 Plus como meu smartphone principal há pouco mais de uma semana. Desconsiderando o quesito tamanho de tela, o smartphone não é muito diferente do meu antigo iPhone 5s, mas a autonomia maior e a melhoria na câmera foram suficientes para eleger o iPhone 6 Plus como o melhor smartphone que já passou pelas minhas mãos. Sempre tive preferências por telas grandes, e o processo de adaptação não foi complexo.

Pelo tamanho, é inegável que o iPhone 6 Plus chame muita atenção. Sempre existem os curiosos acerca do tamanho, outros ficam vendo a tela de longe e, de certa forma, bisbilhotando o que você está fazendo. Isso se agrava quando você atende uma ligação: todo mundo sabe que você está utilizando um iPhone 6 Plus.

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Mesmo com todos esses poréns, considero que o upgrade valeu a pena, dadas as condições de compra. O problema é o preço no Brasil: por aqui, ele é vendido a partir de R$ 3.599 e chega a R$ 4.399 na versão de 128 GB. Ok, o aparelho é bom, mas no final das contas ele é apenas um smartphone. Você ainda pode tentar conseguir algum desconto em planos pós-pagos de operadoras, mas a redução de preço nem sempre é grande.

Do ponto de vista do custo-benefício, é difícil de recomendar a compra de um iPhone 6 Plus. Eu não teria coragem de pagar mais de três mil reais enquanto existem outras opções igualmente boas, como o belíssimo Moto Maxx, por um preço muito mais em conta. Se você tem como trazer o aparelho do exterior, já é uma conversa um pouco diferente: mesmo com a alta do dólar, o iPhone 6 Plus passa a ser uma ótima opção.

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Notas Individuais

Design
9
Tela
10
Câmera
10
Desempenho
9
Software
9
Bateria
10
Conectividade
8