Início » Aplicativos e Software » Navegadores da Microsoft terão suporte ao asm.js, da Mozilla

Navegadores da Microsoft terão suporte ao asm.js, da Mozilla

Por
4 anos e meio atrás

A administração de Satya Nadella continua promovendo mudanças impactantes na Microsoft. Nesta semana, a companhia anunciou uma parceria com a Mozilla para adicionar suporte ao asm.js no Internet Explorer e, principalmente, no futuro navegador do Windows 10, o Spartan. A iniciativa indica que a empresa está cada vez mais disposta a abraçar padrões abertos.

O asm.js pode ser entendido como um subconjunto do JavaScript focado em performance. O padrão possibilita, por exemplo, a “transformação” de código em C ou C++ em JavaScript mantendo o desempenho em níveis próximos ao que a aplicação tem quando executada de maneira nativa.

No Firefox, o primeiro navegador a ter suporte ao asm.js (a partir da versão 22), o tempo de execução é apenas uma vez e meia maior em relação ao mesmo aplicativo rodando nativamente.

Windows 10 - Spartan

Projeto Spartan

Com os navegadores de internet respondendo cada vez mais pela execução de jogos, sistemas gráficos e outras aplicações complexas, o asm.js vem atraindo um número crescente de desenvolvedores. O suporte ao padrão da Mozilla pela Microsoft é uma iniciativa sensata, portanto.

O time responsável pelo Chakra, motor de JavaScript do Internet Explorer e do Spartan, destaca dois atributos para reforçar a decisão. O primeiro, um tanto óbvio, é a expectativa de melhorias na execução de código em JavaScript. O segundo é a interoperabilidade entre plataformas e navegadores que o asm.js pode promover.

A última característica é, provavelmente, a mais importante. A Microsoft sempre estimulou o desenvolvimento de software nativo para o Windows. A decisão de suportar o asm.js não significa o fim dessa prática, mas sugere que, na atual fase, a companhia entende que aplicativos web se tornaram tão relevantes que não tratá-los com a devida atenção implica em perda de espaço no mercado, justamente um dos problemas que o Spartan terá que combater.

Com informações: TechCrunch