A Amazon anunciou seu mirabolante plano de fazer entregas usando drones no final de 2013, mas teve que desacelerar o projeto. Era isso ou desobedecer a lei. Mas agora os testes podem começar: a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) finalmente autorizou a ideia. Ao menos em parte.

Amazon Prime Air

Chamado de Prime Air, o projeto é uma daquelas invenções que a Amazon vez ou outra experimenta para fazer entregas mais rápidas. Segundo a companhia, os drones do programa podem transportar cargas com até 2,26 quilos, limite que atende bem às necessidades da empresa, pois 86% das compras na loja estão dentro desse peso.

Como os drones não pegam trânsito e conseguem transportar só um pacote por vez (a aeronave só faz distribuição “expressa”, portanto), a entrega pode levar apenas algumas horas após a compra. Se o cliente estiver dentro de um raio de até 16 quilômetros do centro de distribuição, o pedido pode chegar em apenas 30 minutos!

Tudo isso funciona bem, mas na teoria. Antes de aderir à ideia, a Amazon precisa fazer testes para descobrir como evitar acidentes ou entregas no endereço errado, por exemplo. Quando a fase de experimentos chegou, veio a decepção: a FAA proíbe o uso de drones para fins comerciais desde 2007.

Para não enterrar de vez o Prime Air, a Amazon fez testes com os drones na Inglaterra e na Índia. Mas é mesmo o território norte-americano que interessa, afinal, o programa foi criado para ser implementado primeiramente ali.

Depois de várias medidas, que incluiu uma carta aberta à FAA (PDF), a Amazon finalmente conseguiu um certificado experimental que autoriza os testes nos Estados Unidos.

Mas há condições: os drones não podem voar em alturas superiores a 400 pés (pouco mais de 120 metros), os testes só podem ser feitos durante o dia sob condições satisfatórias de visibilidade e o “piloto” da aeronave, devidamente licenciado, não deve perdê-la de vista em nenhum momento.

Mas este ainda não é um final feliz. Se o Prime Air se mostrar viável, a Amazon terá que brigar para fazer uso comercial dos drones. O certificado que a FAA concedeu serve apenas para “pesquisa, desenvolvimento e treinamento”.

Com informações: CNET

Comentários

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Vagner "Ligeiro" Abreu
Imagino que no caso, todo drone teria que ter uma câmera para monitorar seu voo e repassar a central. Salvo engano, geralmente drones de uso específico e que precisam de atenção são assim.
Caio Alexandre
Tudo que eu penso quando vejo drones é no Submarino e o drone falhado da Campus Party. Nesse vídeo, mais especificamente aos 21:55min. :P https://www.youtube.com/watch?v=R4BY-L7KlOk
Emerson Alecrim
Eu já fico imaginando o drone caindo e todo apontando o dedo pro piloto :P
Higo Ferreira
O piloto não pode perdê-la de vista? Na utilização normal, a máquina será autônoma, não? Se for pro piloto ir andando no meio da rua olhando pro drone, ele mesmo q faça a entrega! Rsrs... Tô aqui imaginando o cara andando no meio da rua e olhando pra cima. O que vai ter de piloto caindo dentro de bueiro... Rsrsrsrs...
Emerson Alecrim
Que eu saiba, a Amazon não liberou essa informação, mas esse é um fator que também é mensurável nos testes. Variações de peso da carga e voos contra o vento, por exemplo, são aspectos que influenciam na autonomia.
Thiago
Qual será a autonomia desses drones?