Início » Ciência » Mais uma promessa do grafeno: lâmpadas que duram mais e gastam menos

Mais uma promessa do grafeno: lâmpadas que duram mais e gastam menos

Por
4 anos atrás

O grafeno tem nos deixado cheios de expectativas. Já sabemos que suas propriedades são assombrosas o suficiente para revolucionar vários segmentos da indústria, mas ainda não encontramos produtos comerciais feitos com o material. Felizmente, isso está prestes a mudar: uma lâmpada de LED baseada em grafeno deve chegar ao mercado nos próximos meses.

É o que afirma a Universidade de Manchester, no Reino Unido. O dispositivo foi desenvolvido pela Graphene Lighting PLC, uma empresa com fortes laços com a instituição – um de seus diretores é o professor Colin Bailey, vice-reitor da universidade.

Mas o que a lâmpada tem de tão especial? Por fora, a novidade lembra uma lâmpada incandescente comum. Mas, dentro, há um diodo emissor de luz (o LED em si) que é todo revestido de grafeno. O material faz a lâmpada durar mais e gastar menos energia que as opções em LED disponíveis hoje.

Embora sem detalhar a “mágica”, a Graphene explica que o grafeno é muito eficiente na condução de eletricidade e calor. Essas características fazem a lâmpada consumir cerca de 10% menos energia e resistir mais tempo, embora a empresa não tenha especificado quanto.

Lâmpada de LED com grafeno

A melhor parte é que o preço não deve agredir o bolso: a Graphene afirma que o produto custará aproximadamente 15 libras, ou seja, pouco mais de US$ 20.

O grafeno nos faz suspeitar que os custos de produção serão altos, mas a companhia garante que é o contrário: a fabricação das lâmpadas de grafeno é mais barata. Por conta disso, o início da produção é esperado para breve. A empresa está na fase de acertar os detalhes finais.

O professor Bailey até já comemora: “a lâmpada mostra que os produtos de grafeno estão se tornando realidade apenas pouco mais de uma década depois que o material foi isolado pela primeira vez, um tempo muito curto em termos científicos”.

Não é mero acaso que a Universidade de Manchester esteja envolvida. O feito citado pelo professor Bailey foi realizado em 2004 por dois pesquisadores da instituição: Sir Andre Geim e Sir Kostya Novoselov, ambos agraciados com o Prêmio Nobel de Física de 2010.

Muito mais invenções devem vir por aí: a universidade esperar inaugurar um centro de pesquisa em 2017 que promete acelerar a chegada ao mercado de produtos feitos de grafeno. Entre eles devem estar baterias com mais autonomia e chips ainda mais compactos que os atuais.

Com informações: BBC

Mais sobre: , ,