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Stems é um formato aberto de áudio que deve atrair DJs e entusiastas

Emerson Alecrim Por
4 anos e meio atrás

Há mais espaço para formatos de áudio no mercado? A alemã Native Instruments acredita que sim. Nesta semana, a companhia anunciou um padrão chamado Stems que promete conquistar DJs, produtores musicais e entusiastas do ramo.

Os Stems têm um grande diferencial em relação aos formatos tradicionais: cada arquivo no padrão pode conter até quatro faixas distintas. Uma pode ser dedicada aos graves, outra às vozes, a terceira à percussão e a quarta a instrumentos de sopro, por exemplo.

Stems

É como se houvesse quatro arquivos dentro de um só. A parte que interessa a quem trabalha com música está aí: cada faixa pode ser isolada, substituída, cortada, silenciada, editada e por aí vai.

No momento da reprodução, há outro atrativo: os Stems podem utilizar o padrão de container MP4, portanto, qualquer aplicativo ou equipamento compatível com esse último será capaz de executá-los. Nesse caso, as quatro faixas serão tocadas como uma só e o arquivo receberá a extensão ".stem.mp4".

Para trabalhar com as faixas individualmente, é necessário recorrer a um software que suporte especificamente Stems. Pelo o que se sabe, o Traktor DJ é único deles, sem causar surpresa: trata-se de uma criação da própria Native.

De todo modo, mais opções não devem tardar a aparecer. Os Stems serão lançados como um padrão aberto e gratuito, ou seja, desenvolvedores, empresas e músicos não precisarão pagar licença para usar, implementar ou distribuir o formato.

DJ

Com esse leque de possibilidades, dá para imaginar a flexibilidade que os Stems oferecerão principalmente aos DJs de plantão, sejam eles amadores ou profissionais.

Só que o formato não chega sem polêmica. Em sites e fóruns especializados, há quem acredite que os Stems estimularão o uso não autorizado de material protegido por direitos autorais, ou seja, permitirão a troca ou extração ilegal de faixas inteiras de músicas para a criação de produções derivadas.

Mas convenhamos: coibir a tecnologia não é a melhor maneira de combater o problema.

A Native pretende disponibilizar o formato em junho.

Com informações: The Verge

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