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Canais do YouTube: ou aceitam o novo modelo de assinatura, ou terão os vídeos bloqueados

Paulo Higa Por
4 anos e meio atrás

O YouTube enviou emails aos criadores de conteúdo na quarta-feira (8) para avisar sobre uma atualização nos termos de serviço que entrará em vigor em junho. Entre as mudanças estão o novo modelo de assinatura: por uma taxa mensal, você poderá eliminar as propagandas dos vídeos do YouTube. Mas como ficam os canais que já recebem pelo modelo atual?

Segundo o The Verge, não há opção: todos deverão aceitar o novo modelo de negócio — o que faz bastante sentido, afinal, se existissem exceções, seria difícil lançar o serviço. Mas há uma informação nova: de acordo com a publicação, quem não aceitar as novas regras terá todos os vídeos marcados como privados. É a mesma estratégia (não muito amigável) que o Google usou antes de lançar o YouTube Music Key.

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Pelo novo modelo, o YouTube pagará aos criadores de conteúdo 55% das receitas líquidas decorrentes de assinaturas dos usuários. Os canais receberão de acordo com a quantidade de horas que os usuários gastam assistindo aos seus conteúdos. Ainda não é possível saber se o valor será maior ou menor que o recebido hoje pelos canais do YouTube.

Além das novas regras de pagamento, é esperado que os assinantes ganhem recursos adicionais. De acordo com a Bloomberg, é provável que o Google lance uma função de assistir a vídeos offline; assim, você não precisará gastar seu plano de dados quando estiver longe do Wi-Fi — bastará salvar o vídeo em cache. O The Verge acrescenta que os canais poderão limitar determinados vídeos apenas para assinantes.

Por enquanto, o YouTube preferiu não comentar ou confirmar os detalhes do novo serviço por assinatura.

Os novos termos do YouTube deverão ser aceitos pelos criadores de conteúdo até o dia 15 de junho. Segundo as publicações, o serviço por assinatura do YouTube será lançado nos próximos meses, até o final do ano, e custará em torno de US$ 10 por mês.

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