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Google quer o Android Wear funcionando com o iPhone

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4 anos atrás
Nas lojas do mundo em breve

Nas lojas do mundo em breve

Faltam duas semanas para o início das vendas do Apple Watch em alguns países – o Brasil não entra nessa lista. Enquanto o acessório tido como a “combinação perfeita” para o iPhone não chega às lojas, o Google trabalha para conquistar uma fatia deste mercado. Até agora, os smartwatches baseados em Android Wear funcionam exclusivamente em parceria com os aparelhos rodando Android. Isso deve mudar muito em breve.

FaceTime em um LG G Watch R (foto: The Verge)

FaceTime em um LG G Watch R (foto: The Verge)

O Verge publicou imagens que comprovam o funcionamento do Android Wear com o iPhone. Tem um LG G Watch R exibindo uma notificação de chamada do FaceTime. Para quem não acompanhou o mundo tecnológico na última década, o recurso similar ao Skype é exclusivo dos dispositivos da Apple.

Outra foto mostra um Moto 360 com a opção de aceitar uma ligação recebida no smartphone da Apple.

iPhone conversa com um Moto 360 (foto: The Verge)

iPhone conversa com um Moto 360 (foto: The Verge)

Atualmente existem alguns wearables compatíveis com o iOS. A Microsoft, por exemplo, vende a Microsoft Band com um app que roda no iPhone. O Fitbit também, mas em ambos os casos, os acessórios não funcionam com a central de saúde do iPhone (Health App). Eles recorrem a gambiarras e tecnologias proprietárias para fazer a contagem de passos ao longo do dia, por exemplo. Talvez o Pebble seja o melhor exemplo de smartwatch que funciona bem com os celulares da Apple. Tudo leva a crer que a companhia comandada por Tim Cook não liga para a suposta concorrência de um produto lançado no Kickstarter.

O que a Apple tem a ganhar?

Poucas pessoas puseram as mãos no Apple Watch para dizer qual é a experiência de uso. Em sites estrangeiros, percebi que os relatos se resumiam a um produto legal, mas não essencial. Ainda assim, é o primeiro dispositivo completamente novo que a Apple lança desde a morte de Steve Jobs. Ao liberar o funcionamento do Android Wear com o iPhone, eles poderiam mostrar uma possível supremacia do Apple Watch.

Segundo a consultoria CCS Insight, foram vendidos 22 milhões de wearables no ano passado. O número deve subir para 135 milhões em 2018. Ao se mostrar melhor que as opções rondando Android, o Apple Watch poderá abocanhar fatia importante deste novo mercado.

O que a Apple tem a perder?

Agora digamos que o Apple Watch não seja tudo isso que muitos esperam. Neste caso, os consumidores teriam opções mais acessíveis com os dispositivos rodando Android Wear. Ao abrir o iPhone para o Android Wear, a Apple poderia verdadeiramente estar abrindo as pernas para o principal concorrente. Não seria nada bom para eles.