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O relógio atômico mais preciso do mundo atrasa "só" a cada 15 bilhões de anos

Emerson Alecrim Por
4 anos e meio atrás

O relógio atômico mais preciso do mundo acaba de ficar mais... preciso. De acordo com o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês), o equipamento precisa agora de 15 bilhões de anos para atrasar um mísero segundo. Só para você ter ideia do que isso representa, a idade da Terra é estimada em pouco mais de 4,5 bilhões de anos.

Estamos diante de um novo recorde. O anterior, pertencente ao mesmo relógio, foi alcançado em 2014 e já era capaz de nos deixar de queixos caídos: um segundo de atraso a cada 5 bilhões de anos.

Além de ter ficado três vezes mais preciso, agora o relógio é 50% mais estável, segundo os pesquisadores. O "truque" para tamanha proeza é o uso de estrôncio. Átomos desse elemento químico são confinados em uma câmera de vácuo e estimulados com laser. O resultado é que os átomos vibram de maneira intensa, mas regular. Como o estrôncio é bem pouco suscetível a ruídos, o processo ocorre sem intercorrências que causam atrasos.

Essa "bagunça" toda aí é o relógio

Essa "bagunça" toda aí é o relógio

Tem mais: o relógio consegue operar devidamente mesmo em temperatura ambiente. Como o calor é um dos fatores que podem interferir na estimulação dos átomos, muitas vezes as medições têm que ser feitas em temperaturas extremamente baixas.

O relógio é capaz ainda de ajudar na detecção precisa das discretíssimas variações na passagem do tempo em altitudes diferentes, fenômeno descrito na teoria da relatividade de Albert Einstein.

É claro que os cientistas do NIST não bateram os recordes apenas por vaidade. Relógios atômicos têm uma série de aplicações. Sistemas de satélites, por exemplo, utilizam esse tipo de tecnologia para medir precisamente diferenças de tempo para não haver erro na localização de receptores.

Com o nível de precisão atual, os cientistas esperam que o relógio auxilie na realização de experimentos ainda mais avançados sobre física quântica e em medições mais precisas do formato da Terra, por exemplo.

Com informações: The Guardian

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