Se você já tentou comprar livros importados no Brasil, sabe que essa não é, necessariamente, uma tarefa agradável: via de regra, essas publicações são caras, muito caras. Mas a Amazon decidiu atacar o problema: desde o último sábado (25), é possível adquirir livros estrangeiros na versão brasileira da loja com preços próximos aos de títulos nacionais.

Segundo a companhia, mais de 100 mil livros físicos importados passaram a ser oferecidos com base na política de preços mais baixos. Até então, esse acervo era composto por cerca de 10 mil obras.

A ampliação livrará os consumidores que precisam de obras importadas de ter que recorrer à Amazon norte-americana. A vantagem disso é que o comprador não terá que pagar IOF por conta da cobrança em dólar ou arcar com fretes internacionais.

Nesse ponto, a Amazon ressalta outra vantagem da decisão: comprando na loja brasileira, o consumidor tem frete gratuito em pedidos com valor acima de R$ 69 caso resida em algum estado do sul ou sudeste e R$ 99 se morar nas demais regiões.

Livros - prateleira

De acordo com Daniel Mazini, gerente geral para livros impressos da Amazon no Brasil, a iniciativa é especialmente importante na nossa atual fase econômica, em que o valor do dólar oscila bastante: “o preço que o cliente vê na hora da compra é o preço que aparecerá na fatura do cartão de crédito”, explica.

Em muitos casos, as diferenças nos preços são realmente gritantes. O livro The Legend of Zelda – Hyrule Historia, por exemplo, sai por R$ 75 na Amazon. Na Livraria Cultura, a mesma obra custa R$ 147,70; na Saraiva, R$ 105,10.

Eventualmente, os preços dos livros importados poderão ficar ainda mais atraentes. Ao Estadão, Mazini explicou que, assim como os demais produtos comercializados pela Amazon, os 100 mil títulos que fazem parte da iniciativa terão seus preços revisados regularmente.

O objetivo, presumivelmente, é manter a competitividade. Convém mesmo adotar essa postura, afinal, a concorrência não deve ficar parada. O Submarino, por exemplo, há um bom tempo costuma oferecer determinadas obras com preços atraentes. Por lá, o livro mencionado anteriormente, The Legend of Zelda – Hyrule Historia, pode ser encontrado por R$ 79,90, valor bem próximo ao cobrado pela Amazon.

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Paula
Boa iniciativa para as pessoas que gostam de ler o livro físico, curtir a capa, cheiro de livro novo. Vamos ver se os preços serão competitivos. Na Livraria Alves Dias os livros digitais tem um preço acessível. www.livrariaalvesdias.xyz
Tiago Celestino
Estratégia bem interessante da Amazon, o que vai fazer as livrarias que estão aqui no país há um bom tempo, pelo menos mudar de alguma forma o plano de negócio.
Ademar Abiko Jr.
Tem também a questão de escala. A Cultura é peixe pequeno comparado com as concorrentes.
RenaldoFreire
Parabéns Amazon!
felipecn
O Submarino pode praticar uma margem menor nos livros e ganhar em outros produtos. O Ponto Frio estava fazendo isso há um tempo, os livros tinham descontos muito bons - pra ganhar mercado é uma tática bem usada.
shaolinmaru
Eu diria que as duas coisas. A parte de meter a mão seria pelo menos por parte da Cultura, pois comprando na Amazon US o livro sai a uns R$ 100 (considerando o dólar a R$ 3,10). Não sei se a Amazon teria uma forma de direcionar parte dos estoques US pra cá (e até se seria permitido legalmente), pois só assim pra conseguir um preço tão baixo se preju. @Pedro Maich o Submarino pode baixar o preço no livro e subir em outros itens pra compensar.
Jairo ☠️

Excelente ação pro ativa, finalmente , go go amazon.

jairo
Excelente ação pro ativa, finalmente , go go amazon.
Pedro Maich
Se a Submarino, como dito na reportagem, vende com preço mais acessível eu imagino que as outras livrarias ou não sabem importar produtos ou tão querendo enriquecer ainda mais.
Ricardo - Vaz Lobo
A diferença tão louca me leva a encruzilhada: ou as livrarias estão metendo a mão no sobrepreço ou é dumping killer-store da Amazon.