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Galaxy S6 tem problema de RAM e sensores de câmera diferentes

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4 anos e meio atrás

Lançamento mais importante do ano para a Samsung, o Galaxy S6 e seu irmão premium S6 Edge apresentam um grave problema relacionado ao gerenciamento da memória. A própria fabricante reconheceu a falha em uma mensagem publicada na página oficial para o Reino Unido. Tudo leva a crer que a falha está relacionada com o Android 5.0.2, versão incluída no smartphone e que já está desatualizada.

A história é a seguinte: o Lollipop possui um memory leak, quando a própria plataforma mantém dados de apps na memória mesmo quando eles já não mais em uso. Isso faz com que cada nova instância passe a utilizar mais uma fatia de RAM, até que o sistema perde desempenho por causa do uso intenso. Eu relatei esta experiência no review do Galaxy S6 Edge. Comigo demorou alguns dias para que o sistema ficasse lento, no que chamei de "maldição do Android". Mesmo com um app de gerenciamento da memória que em tese deveria limpar a RAM, o smartphone continuava com desempenho ruim.

Limpar tudo: diga aonde você vai que eu vou varrendo (Foto: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Limpar tudo: diga aonde você vai que eu vou varrendo (Foto: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Ao Tecnoblog, a Samsung brasileira também se manifestou sobre o caso: "Esta situação não está relacionada com a gestão da memória RAM. Nosso Galaxy S6 foi construído com um algoritmo de memória que otimiza a velocidade de aplicação e capacidade de processamento para uma experiência única de uso." A companhia também foi consultada sobre planos de atualizar o Android, o que poderia atenuar a falha. Ela prometeu dar uma resposta futuramente.

Enquanto isso, a nota do S6 Edge no nosso review foi revisada levando em consideração este fator oficializado pela Samsung do Reino Unido. Vale lembrar que a bateria também permanece em reavaliação enquanto nós executamos novos testes com outro dispositivo fornecido pela fabricante. A ideia é confirmar a autonomia de bateria de pouco mais que 6 horas vai com um novo sample.

Existem duas maneiras de atenuar a situação da memória: fechando todos os apps a partir da central de multitarefa ou dando um reboot no dispositivo. No entanto, vamos combinar que nenhum usuário deveria se preocupar com este tipo de gerenciamento. Muito menos abrir um aplicativo próprio da Samsung para limpar a memória. Por isso que eu costumo dizer que o sistema do robôzinho continua com seus engasgos.

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Ainda falando de S6, veio à tona nesta quarta-feira (6) que a câmera de 16 megapixels (fantástica, por sinal) utiliza sensores óticos produzidos por fornecedores diferentes. Alguns lotes têm o sensor Sony IMX240, enquanto outros saem da fábrica com o Samsung ISOCELL. A Sammy diz que isso não é exatamente um problema porque o resultado final é bastante similar.

SamMobile montou um comparativo e chegou à conclusão de que as imagens com o sensor da Sony são mais vibrantes e quentes, com maior profundidade, em ambientes bastante iluminados. Já o sensor ISOCELL têm performance melhor em condições de pouca luz. Por fim, o IMX240 gera arquivos finais mais leves do que o ISOCELL.

O receio aqui era de que as fotos finais com os sensores diferentes fossem muito destoantes. Num passado recente, a Samsung chegou a produzir smartphones com processadores diferentes, dependendo do país. Isso levou à fúria dos consumidores em mercados que recebiam as unidades de Galaxy S III com chip dual-core em vez de quad-core. Em contrapartida, o modelo americano tinha 2 GB de RAM, contra 1 GB encontrado em outros países.

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