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Firefox OS: não adianta ser barato se não for bom

Paulo Higa Por

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Preço é importante, mas não é tudo. Foi o que a Mozilla percebeu após o Firefox OS não ter se tornado exatamente um sucesso. Lançado em 2013, o sistema operacional móvel queria ser uma alternativa de baixíssimo custo para os milhões de usuários que não podiam comprar um smartphone Android ou iOS. A ideia era construir uma plataforma leve, que rodasse bem mesmo em combinações de hardware limitadas.

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Não deu certo. Tanto é que Chris Beard, CEO da Mozilla, anunciou que o projeto Firefox OS será remodelado: “Vamos nos concentrar em esforços que proporcionem uma melhor experiência ao usuário, em vez de focar apenas no custo”.

Embora alguns smartphones mais poderosos tenham sido lançados, como o KDDI Fx0, a linha era composta especialmente por produtos acessíveis: um dos orgulhos da Mozilla era ter mostrado um protótipo de smartphone de apenas 25 dólares.

Aliás, Beard bate muito na tecla da qualidade: “Vamos assegurar que os produtos que desenvolvemos sejam oportunos, tecnicamente excelentes e de alta qualidade. Para que nossos produtos sejam ótimos e amados pelas pessoas, eles precisam estar onde e quando as pessoas os esperam, e devem atender ou exceder as expectativas em termos de desempenho e confiabilidade, em todas as faixas de preço. Devemos ter como objetivo a criação de produtos que nos orgulhamos.”

Um dos primeiros smartphones com Firefox OS a chegar ao Brasil foi o Alcatel One Touch Fire, que custava apenas 179 reais. Por esse preço, não dava para exigir muito da tela ou câmera, mas o aparelho apresentava bastante lentidão mesmo em tarefas simples, o que acabava com a principal vantagem da Mozilla em relação às outras plataformas — na época, não existiam Androids decentes de baixo custo e os Lumias de entrada não eram tão absurdamente baratos como hoje.

Para resolver o principal problema de qualquer plataforma nova, a Mozilla planeja adicionar o suporte para aplicativos do Android. Isso ainda precisa ser estudado e também exige um hardware mais poderoso, portanto, não deve chegar aos aparelhos atuais. O Firefox OS 2.2, que roda nos smartphones de baixo custo, será mantido como uma versão de longo tempo de suporte, recebendo apenas atualizações de segurança e estabilidade.

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A Mozilla também estudará novos segmentos para incluir o Firefox OS, como o mercado de internet das coisas e dispositivos conectados — gravamos um Tecnocast sobre o assunto. O panda-vermelho já traçou seu caminho fora dos smartphones: no início do ano, a Panasonic lançou o CX700, primeira Smart TV com Firefox OS.

Há espaço para mais um sistema operacional móvel no mercado?

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