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Após pressão, Apple cede: artistas serão pagos mesmo durante período de degustação do Music

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4 anos atrás

O Apple Music, que deverá custar US$ 4,99 por mês no Brasil, tem um período de degustação de três meses. Durante o trial, como a Apple não recebe nada dos usuários, não há retorno algum aos artistas pelas músicas. Para compensar todo esse tempo sem pagamento, a empresa repassaria 71,5% do valor das assinaturas às gravadoras ― fora dos EUA, a porcentagem sobe para 73%.

Mesmo que o valor seja mais alto que o repassado pelo Spotify (cerca de 70%), não compensaria aos artistas, principalmente independentes, oferecerem suas músicas “de graça” durante três meses. Foi justamente isso que a artista Taylor Swift indagou no domingo (21) em uma carta aberta à Apple: “é [uma atitude] chocante, desconcertante e estranha à essa empresa generosa e historicamente progressiva”.

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Swift também comentou que a indústria musical não está “pedindo iPhones de graça”, portanto, não deveria exigir que os artistas oferecessem música sem compensação. Ainda na carta, a artista afirmou que não falava só por ela, mas sim em nome de vários artistas, escritores e produtores de seu círculo social que têm medo de enfrentar a Apple publicamente por respeito e admiração.

No mesmo dia, Eddy Cue, vice-presidente sênior de internet e serviços, atendeu à solicitação da Taylor Swift e vai mudar a política de pagamento do Apple Music. Agora, o serviço pagará aos artistas por streaming inclusive durante o período de degustação de três meses.

A porcentagem de repasse do valor da assinatura, no entanto, continuará a mesma. Sem uma versão grátis com anúncios, como faz o Spotify, é mais vantajoso para os artistas preferirem o Apple Music. Não é à toa que a própria Taylor Swift, que retirou seu acervo do Spotify há uns meses e não iria disponibilizar seu novo álbum “1989” no serviço da Apple, se disse “aliviada”.

O serviço de streaming da Apple está programado para ser lançado em mais de 100 países, incluindo o Brasil, no dia 30 de junho. Quem tem dispositivos com iOS, OS X ou Windows poderá usá-lo logo de cara. Uma versão para Android chega até o final do ano.

Com informações: Re/code.