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Blitab é um tablet que exibe conteúdo em braille

Tecnologia permite que cegos possam navegar por arquivos e páginas da web em um tablet especial

Jean Prado Por

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Uma startup chamada Blitab criou uma tecnologia que permite aos cegos consumirem conteúdo usando um tablet especial, por meio do sistema braille. Os deficientes visuais já podem usar os recursos de acessibilidade das plataformas móveis, mas o objetivo do novo dispositivo é ajudar na alfabetização em braile.

O display do tablet que leva o mesmo nome da empresa é feito de um líquido especial que sintetiza o conteúdo do texto para braille. Assim, a partir de pequenas bolhas na tela, cegos podem navegar pela web, assim como por arquivos, livros, gráficos e até mapas.

O Blitab não possui conexão móvel ou Wi-Fi, mas tem uma entrada USB e outra para cabo de rede. Dessa forma, os usuários podem converter conteúdo oriundo de pendrives, páginas da web e tags NFC.

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O cofundador da startup, Slavi Slavev, informou ao IBTimes UK que a tecnologia é “revolucionária” e que, antes desse lançamento, outros dispositivos geravam conteúdo de apenas uma linha (como o U2 MINI). O Blitab, por sua vez, se parece mais com um tablet convencional, com todo o espaço frontal dedicado à tela.

A empresa publicou um vídeo sobre o tablet em setembro do ano passado, mas só apresentou o protótipo nesta sexta-feira (26) na conferência Hello Tomorrow, em Paris.

Infelizmente, o Blitab não é muito acessível. Ainda em desenvolvimento, o tablet custará cerca de 2.500 euros (aproximadamente R$ 8,8 mil) e a previsão da empresa é leva-lo ao mercado em setembro de 2016.

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Leonardo Caldas
Obrigado pelos esclarecimentos. Há uma série de nichos e necessidades específicas para os quais acabamos não atentando com tanta frequência.
Jairo ☠️

Bom e esclarecedor comentário , lamentável e vergonhoso que o país taxe estes gadgets.

jairo
Bom e esclarecedor comentário , lamentável e vergonhoso que o país taxe estes gadgets.
Fausto Almeida
Parabéns à vc pelo brilhante comentário. Enriqueceu o post e atentou para o vergonhoso fato do nosso querido país tributar dispositivos/ tecnologias assistivas.
Jonas S. Marques
Bem, sou cego e trabalho em uma empresa que vende esse tipo de equipamento e software no Brasil. Em primeiro lugar o Tablet me parece um intermediário entre "Muito Útil" e "pra que?". Já existem dispositivos de virtualização Braille, os quais chamammos de braille display ou linha braille. O menor deles ainda é bem pouco portátil, pesa cerca de 250 G. Mas possui conectividade Bluetooth 4.0, USB e pode ser conectado em computadores com leitores de tela rodando sistemas Windows, Linux, Mac e em Android nos sistemas mobile. E é aí que entra o principal ponto fraco desse tablet. Ele parece só mais um display braille em si do que um tablet, e não tem o mesmo alcance de plataformas já consolidadas. Linhas Braille custam a partir de 1500 euros, então não vejo muita vantagem no dispositivo propriamente dito. PS: Braille não é uma linguagem e não se traduz conteúdo para braille. Braille é apenas uma outra sintetização para a grafia em tinta. Existem braille para vários padrões de idioma, diferentemente das linguagens de sinais que são idiomas proprietários. A Libra por exemplo é a linguagem de sinais proprietária do Brasil e pela forma de construção e organização das frases é um idioma praticamente diferente. PS2: O por enquanto em relação ao preço do equipamento não vai mudar. Tecnologias assistivas são realmente muito caras e pelo público pouco abrangente acabam custando mais mesmo pelo tipo de pesquisa que requerem e pelo retorno que dão. Em países mais desenvolvidos o governo subsidia grande parte do valor e aí o deficiente consegue obter o equipamento. Aqui os equipamentos são taxados em impostos tanto de hardware como computadores quanto de software, o que faz um leitor de telas que é vendido nos Estados Unidos a US$850 chegar aqui a R$5950. De qualquer forma parabéns pelo artigo.