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Com RideWith, Google começa a se aventurar em serviços de carona

Emerson Alecrim Por

Polêmicos ou não, os apps para caronas e compartilhamento de carros estão caindo no gosto de muita gente, tanto que até o Google decidiu desbravar o segmento: nesta segunda-feira (6), a companhia começou a testar em Tel Aviv, a segunda maior cidade de Israel, um serviço do tipo chamado RideWith.

A novidade está sendo desenvolvida pela equipe responsável pelo Waze, serviço pertencente ao Google desde 2013. O Waze fornece mapas, rotas e outros dados necessários para viabilizar a ideia.

É inevitável comparar o novo serviço com o Uber, mas ambos são semelhantes somente até certo ponto. No RideWith, o usuário só pode realizar duas caronas por dia — algo no estilo "ida e volta" — e receber uma pequena compensação para cobertura de custos, com 15% do total ficando com o Google. O valor, a ser pago com cartão de crédito, é definido pelo aplicativo com base em estimativas de consumo de combustível e em índices de desgaste do veículo.

Outra limitação: o usuário só consegue oferecer carona a partir da região em que está, ou seja, não é possível se locomover a um bairro vizinho para buscar o passageiro, por exemplo.

RideWith

"O RideWith é um experimento na região de Tel Aviv que não compete com o Uber"

Como dá para notar, o Google aposta no aproveitamento de lugares vagos no carro para viabilizar a ideia, e não na obtenção de lucro pelo motorista. Essas medidas não deixam a empresa totalmente imune a complicações com governos ou organizações que representam taxistas, mas se problemas aparecerem, nenhum deles deve ser próximo do que o Uber enfrenta em vários países (inclusive no Brasil).

Mesmo assim, o Google fez questão de ressaltar que o seu serviço é diferente: "o RideWith é um experimento na região de Tel Aviv que não compete com o Uber. Trata-se de uma plataforma criada para que motoristas se ajudem em horários de pico", disse um porta-voz.

O Google também informou que os testes serão ampliados, mas para outras localidades de Israel. Por enquanto, a empresa não tem planos de expandir o RideWith para outros países. Mas, levando em conta que a parceria com o Uber está esfriando (o Uber adquiriu a tecnologia de mapas do Bing na semana passada, só para começar), podemos esperar algo para um futuro próximo.

Com informações: WSJ.comHaaretz

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Pedro Henrique Saldanha
São sim Emerson! Uso muito pra conseguir caronas pra minha cidade. Vivo em uma cidade universitária então existem muitas pessoas oferecendo.
Manoel Guedes
O Uber sem ser o black só precisa enviar o documento do carro com menos de 5 anos, não precisa ser de luxo.. além da carteira de motorista
Emerson Alecrim
Esses grupos são muito interessantes, praticamente toda cidade do interior tem pelo menos um.
Carlos E. Backes
Até onde sei, motoristas do Uber passam por crivos.. não é qq um, não é qq carro, ...
Carlos E. Backes
Mto parecido com o Lyft que existe nos EUAs... Torcendo para o Lyft tb entrar na briga por aqui... qto mais, melhor!!!!
Pedro Henrique Saldanha
Ainda continuam mais eficientes os grupos de carona no facebook, e não precisam dar 15% pra Google.
ochateador
"Desenvolvimento do app" + "depender menos das receitas de publicidades".
Manoel Guedes
O mesmo problema do Uber, então basta as pessoas aceitar a carona de conhecidos... Pensando bem, se conheço a pessoa porque motivo eu irei ceder 15% pro Google?
Supersonic
O maior problema esta na segurança, pelo que entendi, qualquer um pode oferecer carona, assim como qualquer um pode pedir carona.