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Pela primeira vez desde 2003, spam representa menos de 50% dos e-mails

Jean Prado Por

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Segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (17) pela Symantec, as mensagens spam representam 49,7% de todos os e-mails enviados. Não parece uma boa notícia, mas não seja pessimista: o valor é o menor registrado desde setembro de 2003.

Apesar de mensagens spam normalmente te fazerem lembrar de ofertas indesejadas, é importante lembrar que muitas também são perigosas, como as de phishing, que são acompanhadas de malwares. A Symantec diz no relatório que 57,6 milhões de novas variantes de malware foram criadas em junho, contra 44,5 milhões em maio.

Os malwares aumentaram, mas o phishing e os spams diminuíram. Em junho, 353 bilhões dos 704 bilhões de e-mails foram classificados como spam, uma porcentagem de 49,7% — ou seja, 1,8 ponto percentual a menos em relação a maio. O setor de mineração é o que mais recebe mensagens fraudulentas: 56,1% dos e-mails recebidos são indesejados.

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Essa queda no número de spams enviados se deve principalmente a empresas como o Google e a Microsoft, como aponta o VentureBeat. Elas e outras companhias de segurança dedicam equipes e robôs com inteligência artificial para perseguir e bloquear botnets e filtrar essas mensagens indesejadas. Não é à toa que menos de 0,1% dos spams chega às caixas de entrada dos usuários no Gmail, segundo números oficiais.

Pelo relatório, também dá para tirar outras conclusões interessantes: em junho de 2009, 6,3 trilhões de e-mails foram enviados (!), contra 704 bilhões em junho de 2015. É uma queda impressionante, que provavelmente se deve ao crescimento das redes sociais, muitas que nem pedem mais e-mail, como WhatsApp, Telegram e desde hoje, o Facebook Messenger.

Fora do trabalho, você ainda usa e-mail?

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