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Galaxy Note 5 e S6 Edge+: uma olhada de perto nos smartphones de tela grande da Samsung

Novos flagships da Samsung têm displays de 5,7 polegadas, 4 GB de RAM e acabamento em vidro e metal

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4 anos atrás

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Era regra: todo mês de setembro, a Samsung organizava um evento em Berlim, durante a IFA, para apresentar uma nova geração do Galaxy Note. Desta vez, no entanto, a linha de smartphones de tela grande da sul-coreana ganhou um evento próprio e dois novos integrantes: Galaxy Note 5 e Galaxy S6 Edge+. Fui a Nova York conferir os aparelhos de perto e conto minhas impressões nos próximos parágrafos.

Galaxy Note 5 e Galaxy S6 Edge+ podem ser considerados quase irmãos. Ou primos. Eles compartilham a mesma combinação de hardware, o que é ótimo: ambos possuem o processador octa-core Exynos 7420, que já se mostrou absurdamente poderoso no Galaxy S6, além de 4 GB de RAM e telas Super AMOLED de 5,7 polegadas com resolução de 2560×1440 pixels. As diferenças ficam por conta da caneta S Pen e da curvatura nas laterais do visor.

Mas a mudança mais notável é o design. Agora, temos o mesmo acabamento do Galaxy S6, que foi um divisor de águas na Samsung, sempre criticada por adotar materiais “baratos” nos topos de linha. Na nova geração, sai o plástico, entram o vidro na traseira e o alumínio nas bordas. E isso é muito importante para smartphones que serão caros no Brasil — a empresa ainda não revela os preços, mas… são versões mais caras de um smartphone que já é caro.

Galaxy S6 Edge+: ainda é um smartphone de 5,7 polegadas, mas a pegada continua ok

Galaxy S6 Edge+: ainda é um smartphone de 5,7 polegadas, mas a pegada continua ok

Galaxy S6 Edge+: traseira de vidro

Galaxy S6 Edge+: traseira de vidro

Galaxy S6 Edge+: aplicativos da Microsoft pré-instalados (e 100 GB de espaço no OneDrive)

Galaxy S6 Edge+: aplicativos da Microsoft pré-instalados (e 100 GB de espaço no OneDrive)

Galaxy Note 5: agora é só apertar para a S Pen sair

Galaxy Note 5: agora é só apertar para a S Pen sair

Galaxy Note 5: a parte de baixo da S Pen agora é apertável (mas não tem nenhuma função)

Galaxy Note 5: a parte de baixo da S Pen agora é apertável (mas não tem nenhuma função)

A reformulação no design também fez muito bem para a ergonomia. No final das contas, ainda estamos falando de smartphones de 5,7 polegadas, mas eles estão muito mais gostosos de segurar. No Galaxy Note 5, há duas curvinhas na traseira, onde a palma da mão encaixa, além de bordas em volta da tela mais finas. Já no Galaxy S6 Edge+, o próprio formato do display já torna o aparelho mais estreito e confortável.

Galaxy Note 5: curvinhas na traseira, yay!

Galaxy Note 5: curvinhas na traseira, yay!

Galaxy S6 Edge+: com a tela curvada, a largura fica em 75,8 mm

Galaxy S6 Edge+: com a tela curvada, a largura fica em 75,8 mm

Só que isso não veio sem perdas: assim como aconteceu no Galaxy S6, a Samsung removeu a possibilidade de expandir o armazenamento interno. Confesso que os 32 GB da versão mais básica já me atendem, mas quem carrega muitos arquivos precisará depender de serviços baseados em nuvem (que nem sempre agradam) ou de acessórios de terceiros, como HDs externos sem fio.

A bateria também diminuiu: foi de 3.220 mAh (no Galaxy Note 4) para 3.000 mAh (nos novos aparelhos), o que faz diferença para um aparelho voltado para consumo de conteúdo. Pelo menos o carregamento é absurdamente rápido — são 90 minutos de 0% a 100% pelo cabo e 120 minutos usando o carregador sem fio. É a primeira vez que o carregamento wireless me parece uma opção cômoda; no G3, por exemplo, uma carga completa demorava mais de 4 horas, um grande inconveniente.

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Quanto ao resto do hardware, já sabemos o que esperar. A câmera é basicamente a mesma que equipa o Galaxy S6 (e considerada por muitos como a melhor câmera de smartphone da atualidade, inclusive este que vos escreve), a tela é extremamente brilhante e vibrante (mas sem exagerar na saturação, como acontecia nos AMOLEDs antigos) e o processador Exynos 7420 é o mais rápido que temos hoje.

Os novos smartphones da Samsung, portanto, juntam o que a tecnologia tem de melhor atualmente. Resta saber se eles serão competitivos.

Paulo Higa viajou para Nova York a convite da Samsung.