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Grande Firewall Chinês já está em ação

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10 anos atrás

O Google esperava que o governo chinês não respondesse à decisão da empresa de desviar todo e qualquer acesso feito por chineses ao site de buscas local para o Google de Hong Kong (Google.com.hk). No entanto, Pequim - como toda boa ditadura - já está a postos para defender a ideologia que há décadas domina o país de 1,5 bilhão de habitantes.

De acordo com o jornal New York Times, dirigentes da China ficaram furiosos ao tomar conhecimento da posição do Google, que claramente desafia as ordens de Pequim. O governo chinês foi obrigado a pensar no que fazer com os milhões de usuários que eram direcionados do Google chinês para o de Hong Kong, onde a censura a sites de consulta populares como a própria busca do Google, o Google Notícias e o Google Imagens não sofre qualquer tipo de restrição.

Por fim, o Grande Firewall da China, que passou a cuidar das requisições como aquelas sobre o massacre da Praça da Paz Celestial - link inacessível em território chinês -, está mais ativo do que nunca. Isso significa que, por mais que a autocensura do Google esteja desabilitada, os chineses continuam sem conseguir acessar aquilo que a ditadura não quer que acessem.

Antes o Google submetia-se aos desejos de Pequim. Agora, o governo do país faz o bloqueio sozinho.

Antes o Google submetia-se aos desejos de Pequim. Atualmente, o governo do país faz o bloqueio sozinho.

Antes disso, era o Google quem lidava com termos como "tiananmen", sobre assuntos delicados. Quando um chinês acessava o Google.cn e buscava por algo assim, tinha como resultado uma busca capada, sem aquilo que era desinteressante para o governo.

Agora, o internauta chinês que entra no Google, ainda que o de Hong Kong, para tentar ler algo sobre a Praça da Paz Celestial, tem a conexão entre ele e o site de consulta interrompida.