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Gear S2: o bonito smartwatch redondo da Samsung com Tizen e aro giratório

Relógio tem duas versões: Gear S2, com uma pegada mais esportiva e Gear S2 classic, mais robusto

Jean Prado Por

A Samsung apresentou nesta quarta-feira (7), em São Paulo, o Gear S2, um smartwatch com tela circular e aro giratório. Diferente do que estamos acostumados, ele não roda Android Wear: a empresa optou por colocar o sistema operacional Tizen.

O que muda, exatamente? O principal aspecto para o consumidor final é que, por ora, donos de iPhone não poderão comprar o Gear S2 e esperar alguma integração. Ao contrário do Android Wear, que recentemente ganhou suporte ao iOS, a Samsung não sinalizou que pretende fazer o mesmo.

De resto, a experiência de uso é bastante similar a um smartwatch com Android Wear. O Gear S2 também tem suporte para notificações e funciona com qualquer Android com versão 4.4 ou superior com mais de 1,5 GB de RAM.

Um dos mostradores customizados para o relógio. São vários estilos. (Foto: Paulo Higa)

Um dos mostradores customizados para o relógio. São vários estilos. (Foto: Paulo Higa)

No Brasil, a Samsung optou por trazer dois modelos: o Gear S2 básico, mais esportivo, que custa R$ 1.899; e o Gear S2 classic, para quem gosta do visual de um relógio de verdade, por causa do acabamento preto e pulseira de couro legítimo (e tem R$ 2.099 para desembolsar).

É importante que nenhum desses modelos seja confundido com o Galaxy Gear S ou com o Galaxy Gear 2: nenhum tem relação com o que a Samsung apresentou hoje, apesar do nome extremamente similar.

Quais as novidades?

Desta vez, a Samsung decidiu aderir ao design redondo, semelhante a um relógio comum. A catraca giratória que acompanha alguns relógios também está presente no Gear S2: é possível rodá-la para navegar nos menus e a interface do relógio, em vez de precisar tocar na tela para realizar qualquer tarefa.

Durante os meus testes, pude me acostumar rapidamente com essa forma de navegação, que ao longo do sistema é bem intuitiva. Ao girar a catraca na tela inicial, é possível navegar por widgets como tempo, sensor de batimentos cardíacos e outro menu com as opções de configurações, aplicativos, Buddy (contatos preferidos) e S Voice, para comandos de voz.

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Os aplicativos do Gear S2 não necessariamente ficam presos ao seu smartphone. Você pode, por exemplo, colocar algumas músicas na memória interna do relógio e sair para correr ouvindo-as sem seu smartphone (se você tiver um fone de ouvido Bluetooth, é claro).

Outros apps incluem o Nike+ Running, que sincorniza com seu smartphone, S Health e até o Here Maps. Neste último, apesar da navegação se dar principalmente pelo toque na tela, o zoom é feito pelo aro giratório, o que facilita demais a navegação. Seria muito ruim ter que fazer o gesto de pinça nessa tela de 1,2 polegada.

Se você tiver um carro da BMW compatível com o Gear S2, também será possível localizar o veículo, abrir a porta, interromper o carregamento da bateria e até mesmo ligá-lo remotamente. É só instalar o aplicativo da fabricante e parear com o seu veículo.

Por esse menu, também é possível ver os aplicativos recentes. Nessa tela, há três páginas de apps. (Foto: Paulo Higa)

Por esse menu, também é possível ver os aplicativos recentes. Nessa tela, há três páginas de apps. (Foto: Paulo Higa)

Pelo que testei, o Tizen embutido no Gear S2 é bem polido, com uma experiência de uso suave. Não tive nenhum problema com engasgos na interface, por exemplo. Também achei interessante ter a liberdade de poder desprender o relógio do celular, apesar de Roberto Soboll, diretor sênior de dispositivos móveis da Samsung no Brasil, ter apresentado o Gear S2 como uma "extensão do smartphone".

No entanto, notei que em algumas áreas do software a Samsung não viu saída a não ser colocar elementos pouco intuitivos para um relógio. Para digitar uma mensagem de texto, se o usuário for muito persistente, é possível usar um teclado preditivo no padrão 3x4 (!) e a senha do Wi-Fi é digitada da mesma maneira. Em algumas seções, há até um seletor de emojis pelo aro giratório, uma função um tanto quanto engraçada.

O máximo de personalização que você vai conseguir fazer no Gear S2 é mudar os mostradores (ou seja, faces) do relógio a partir da Samsung Store ou de algumas que vêm embutidas. Também é possível adicionar alguns widgets na tela inicial, conforme você instala mais aplicativos compatíveis, mas nada além disso.

O acabamento melhorou?

E como é o Gear S2 por fora? O modelo esportivo até que é bonito, na medida do possível. A pulseira é de plástico e não pode ser removida; a caixa tem um acabamento de aço inoxidável e o aro giratório fica um pouco camuflado, mas sua rotação é muito suave. No Gear S2 classic, esse aro é dentado e fica muito mais visível, dando um acabamento mais robusto ao relógio.

Na lateral direita, o Gear S2 tem dois botões: o de cima serve como um botão de voltar, para alternar entre as telas do sistema, e o de baixo serve como um botão de início. Com ele, é possível acessar a tela inicial de qualquer lugar do relógio; se você pressioná-lo duas vezes, o menu de aplicativos aparece para você escolher qual deles quer abrir.

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Nessa mesma lateral também há o botão de microfone, que não é muito preciso em ambientes barulhentos (como o salão do evento de apresentação), mas se você aproximar o relógio da boca e falar alto, o problema é resolvido. Testei os comandos de voz do smartwatch abrindo o S Voice e falei "weather" para obter a previsão do tempo — funcionou bem.

Na parte inferior do relógio, que entra em contato com o pulso, há um sensor de batimentos cardíacos e outras informações importantes, como modelo, versão e certificações.

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No Gear S2 classic, a pulseira é de couro e você pode trocá-la tanto por alguma oferecida pela própria Samsung, quanto por outra disponível no mercado, desde que ela seja de 20 mm. O relógio também é um pouco menor e mais leve que o Gear S2 básico, mas não senti tanta diferença na prática.

Pelos poucos minutos que fiquei com o Gear S2 no pulso, percebi que ele tem um tamanho semelhante ao Apple Watch de 42 mm, mas não se engane: por ser redondo, acho que ele se encaixou melhor no meu pulso, que é mais fino que a média.

Se você é do tipo de pessoa que gosta de especificações, lá vai: o Gear S2 tem 4 GB de memória interna, sendo que na versão de demonstração apenas 2 GB estavam disponíveis para o usuário, 512 MB de RAM e uma tela Super AMOLED de 1,2 polegada com resolução de 360x360 pixels.

O processador dentro dele é um Exynos 3250 com dois núcleos a 1 GHz. Ele tem suporte a Wi-Fi 802.11 b/g/n, Bluetooth 4.1 e NFC, para ser usado com o Samsung Pay, que chega em breve ao Brasil. Tomar banho ou suar durante uma corrida com o Gear S2 também não será problema, uma vez que ele tem certificação IP68.

Além do sensor de batimentos cardíacos, o Gear S2 tem acelerômetro, giroscópio, luz ambiente e barômetro — mas não há GPS, então sua localização deve ser estimada pela rede.

Na prática, esses sensores ajudam bastante a economizar bateria no relógio: o Gear S2 percebe quando seu pulso está levantado e a tela está de frente para o seu rosto. Se você desviar o pulso ou ficar muito tempo parado, o display apaga. Também há a opção de deixar a tela sempre ativa, mas a bateria acaba bem mais rápido.

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Gear S2 classic, um modelo mais caro e mais robusto. Tem a cara de um relógio comum, basicamente.

As duas versões do relógio têm bateria de 250 mAh, inclusive. Isso significa que a bateria do relógio deve durar "de dois a três dias" fora da tomada, segundo a Samsung. Se você for ficar por muito tempo sem carregá-lo, também é possível ativar o modo de economia de energia, que basicamente transforma seu smartwatch em um dumbwatch. A tela fica em preto e branco, o desempenho é limitado e todas as funções menos chamadas, mensagens e notificações são desativadas.

De qualquer forma, é bem simples recarregar o Gear S2 com a base de carregamento sem fio que vem com o aparelho. Estranhamente, durante o carregamento, pelo menos na versão de demonstração, não havia nenhum indicador que o relógio estava carregando — nem um modo dock, que mostra apenas o relógio, por exemplo.

Se você está pronto para desembolsar R$ 1.899 por um relógio, o Gear S2 chega ao Brasil no início de novembro. O modelo básico (ou esportivo) vem nas cores prata e cinza, enquanto o Gear S2 classic (R$ 2.099) estará disponível apenas na cor preta, com uma pulseira de couro.

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Comentários

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Piero Lourenço
Nunca mais compro software próprio da Samsung (Tizen)... meu Gear FIT não sincroniza mais... não sou o único... vários relatos na Net... e ninguem da samsung resolve... Vai comprar relógio ? Prefira o Android Wear
Vitor
Sim, eu não neguei isso...
Keaton
Bom, que eu saiba só a Samsung usa essa coisa... lol Não vejo produtos não-Samsung usando o Tizen.
Vitor
Se for o novo Moto 360, acho que vale mais a pena por conta do Android Wear...
Vitor
Não, era de outra forma... Aqui uma notícia de 22 de julho deste ano (logo, não pode ser a MiBand 'tradicional') sobre a nova versão: http://www.tudocelular.com/xiaomi/noticias/n58146/xiaomi-mi-band-1s-22-julho.html
Vitor
O Android é desenvolvido pela Google e foi uma ideia da Google. A Open Handset Alliance atua apenas na área dos padrões que o Android utiliza. Já o Tizen é desenvolvido pela Linux Fundation com ajuda da Samsung, Panasonic e Intel, logo não faz o menor sentido dizer que é desenvolvido pela Samsung.
Vitor
Quem? Não sei. Mas mesmo assim, não é da Samsung. Aliás, outras gigantes estão por trás, como a Intel.
Alex Panceri
A minha maior duvida é: Compro o Moto 360 ou compro o Gear S2
Keaton
Só curiosidade... quem, além da Samsung, usa isso? o.o
R0gério
Pensei que na versão básica também se pudesse trocar as pulseiras. Gostei do smartwatch, mas está bastante caro. Não paguei isso nem por smartphone até hoje.
Mends
Calma ae jovem, deve ser com o mesmo habito que temos falar que o Android é do google...
joaofla123
Por esse preço é melhor eu colocar uma pulseira no meu smartphone
Danilo
Pelo que me informaram, a versão atual da MiBand não tem sensor de batimentos cardíacos. Medição de sono deve ser pelo acelerômetro.
Anakin
a MiBand atual tem não? Ele faz aquela medição de sono como? achei que era por batimentos cardíacos.
Rafael
O mais bonito que achei até agora nesse mundo dos smartwatchs. Só não vejo motivo para ter o preço de um smartphone Top. (talvez por ser novidade? não ter ainda um volume de vendas massivo?) Quando baixar para menos de quinhentão, eu começo a PENSAR se vale a pena ou não.
Vitor
Espera a nova versão ser lançada. Pelo que parece virá com um sensor importante que falta na versão atual... Não tenho certeza, mas acho que é o de batimentos cardíacos.
Vitor
PORQUE VOCÊS FICAM FALANDO QUE O TIZEN É DA SAMSUNG? Ele não é open-source e desenvolvido pela Linux Fundation com APOIO da Samsung e DE VÁRIAS OUTRAS EMPRESAS?
Anakin
Eu gostei mto da Microsoft Band, mas ainda é caro demais pra mim e nem sei se tem integração com Android. Eu estou esperando a Xiaomi começar a vender a MiBand que eu vou comprar, meu foco em ter é só monitorar atividades físicas.
Cizenando G de Lima Junior
Não que eu seja rico, mas é um fato que o preço comparado ao Apple Watch (principal concorrente) é bem menor. Fora isto, gostei mesmo! :)
Anakin
vejo comentários igual ao seu e me sinto mto pobre :( haha
Cizenando G de Lima Junior
Gostei, ainda mais pelo preço.