ShareRoller

É legal notar que, em várias partes do mundo, as bicicletas estão ganhando cada vez mais adeptos. Não é para menos: elas não emitem poluentes, nos fazem praticar atividade física, são um modo de transporte barato e por aí vai. Como se não bastasse, têm muita gente querendo melhorar a experiência de uso das bikes. Projetos como Revolights Eclipse e SmartHalo são exemplos desse movimento. Agora há mais um: o ShareRoller, um motor elétrico compacto que transforma bicicletas convencionais em motorizadas.

Bicicletas elétricas ou motorizadas existem há um tempão. Elas dão aquela forcinha na hora de subir ladeiras, mas não são muito populares por serem caras. O ShareRoller, que está em campanha de financiamento no Indiegogo, também não é um dispositivo barato. O seu preço pode acabar sendo equivalente ou superior ao de uma bicicleta elétrica “normal” disponível no mercado. Mas os idealizadores do projeto apontam algumas vantagens.

Para começar, o ShareRoller pode ser instalado em praticamente qualquer bicicleta, como já dito. Além disso, o motor é compatível com patinetes de vários tipos. Qual o truque? A ideia é bem simples, na verdade: a invenção tem um rolamento que fica o tempo todo em contato com a roda frontal da bicicleta ou do patinete. O motor aciona o rolamento para fazer a roda girar, simples assim.

ShareRoller

Confesso que esse modo de funcionamento, apesar de engenhoso, me trouxe alguns questionamentos, por exemplo: será que não há risco de giros em falso, o que poderia causar acidentes? O rolamento não acelera o desgaste do pneu? Bom, as demonstrações, obviamente, sugerem apenas praticidade. Eu torço para que realmente não haja problemas.

Outro benefício apontado é que o motor é de fácil instalação e remoção. Assim, você pode transferí-lo de uma bicicleta para outra rapidamente. Por ser compacto, você também pode transportar o dispositivo com facilidade. Assim, se a sua bike for roubada enquanto você estiver no mercado, por exemplo, ao menos o motor estará a salvo.

ShareRollerTem mais: o ShareRoller tem um aplicativo para Android e iOS. Com a ferramenta, você pode verificar o nível de carga da bateria, ajustar configurações (como velocidade máxima), acessar estatísticas dos trajetos percorridos (velocidade média, distância, etc.), entre outros. O equipamento também oferece LEDs para aumentar a segurança do ciclista.

Apesar de ter entrado em campanha recentemente, o ShareRoller já está em sua terceira versão. Nesta, o motor pode proporcionar velocidade de até 45 km/h e autonomia que vai de 12 a 89 quilômetros. Tudo depende da bateria escolhida. Há três modelos: com 110, 220 e 400 Wh (watt-hora).

As baterias são intercambiáveis. Quem anda bastante de bicicleta pode, portanto, adquirir unidades adicionais para não ficar sem energia. O tempo de recarga varia entre 1,5 e 2,5 horas, de acordo com a capacidade da bateria. Um detalhe curioso (e bem-vindo) é que você também pode usar o ShareRoller para recarregar o seu smartphone.

Por que é legal? Com o ShareRoller, praticamente qualquer tipo de bicicleta ou patinete pode se tornar elétrica rapidamente. Além disso, as baterias intercambiáveis facilitam a vida de quem precisa de bastante autonomia.

Por que é inovador? O dispositivo é baseado em um mecanismo simples, mas que pode ser adaptado em rodas de diferentes tamanhos. Assim, dá para utilizar a mesma unidade em bicicletas bem diferentes.

Por que é vanguarda? Na verdade, não é, não completamente. Engenhocas para motorizar bicicletas são uma ideia antiga até. Mas o ShareRoller leva vantagem pela praticidade e por prometer compatibilidade com uma variedade muito ampla de bicicletas — e, de quebra, patinetes.

Vale o investimento? Ah, depende. O projeto é muito interessante, mas não é barato. O kit mais em conta, com bateria de 110 Wh, sai por US$ 649; o mais caro, com bateria de 400 Wh, por US$ 948. Com esses valores, o ShareRoller valerá a pena para quem sabe que realmente se beneficiará da possibilidade de transferir o motor de uma bicicleta para outra. Do contrário, talvez seja mais negócio comprar uma bike motorizada “normal”.

A despeito dos preço poucos convidativos (pelo menos para nós aqui no Brasil), a campanha já conseguiu superar a meta de US$ 50 mil. Os envios dos kits estão previstos para maio de 2016.

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Randeval

O modo recarga só acaba dando certo para aproveitar descidas. Porque pedalar e carregar o motor ao mesmo tempo é bem difícil porque o pedal acaba ficando bem pesado por causa do esforço extra pra recarregar. É aquela história de que nada é de graça nesse mundo. Ou seja, para converter energia muscular em elétrica, o pedal fica bem pesado, não é como rodar com ele livre. É como se ele estivesse travado. Claro que dependo do tamanho do dínamo. Eu vi isso numa feira de ciências onde tinha que girar uma manivela para movimentar um trenzinho elétrico. Eu esperava que seria fácil, que nada maior suadeira. E eu consegui rodar melhor que os outros porque pratico esportes.

BassVix
Alguém tem que dar as caras num projeto assim...mas tá caro, heim?! Acho que o modelo de negócio dele é ao invés de pensarem na quantidade e se consolidarem no mercado querem ganhar o máximo possível prevendo que outros surgirão e abocanharão o filão que descobriram.
Tales Cembraneli Dantas
Poderia fazer isso apenas nas descidas, mas dava pra colocar um sensor de inclinação dentro dele e fazer esta troca de consumo/geração automaticamente heim...
Tales Cembraneli Dantas
Fiquei em dúvida quanto ao freio...
Roberto Correia
prefiro esse: https://www.youtube.com/watch?v=5We8eqUGya8 é mais compacto e segundo o vídeo tem uma autonomia bem semelhante! (só que é bem mais caro um kit completo) e não tenho certeza, mas esse ai da matéria, segundo as leis de transito aqui do Brasil, não poderia circular livremente nas ruas (tá certo que ninguém fiscaliza)! pelo que lembre, as unicas bicicletas eletricas permitidas são as com pedal assistido (ou seja, o motor é acionado somente com pedaladas.. não pode ter acelerador no guidão - a lei é bem confusa nesse aspecto ainda).
Keaton
950$ Poxa... cerca de 4000 reais ... é o que custa uma bicicleta motorizada no brasil... lol
X-Tudãoᴳᴼᵀ

Já vi acho que nesses kickstarters um motor pequeno serve em qualquer bicicleta mas tem poucos minutos de autonomia com a idéia de ser usado só nas subidas.

Supersonic
Já vi acho que nesses kickstarters um motor pequeno serve em qualquer bicicleta mas tem poucos minutos de autonomia com a idéia de ser usado só nas subidas.
PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

Sim sim, só não sei se dá pra fazer as duas coisas no mesmo ponto. A bike elétrica gera energia num ponto (pedais com dínamo) e consome em outro ponto (roda traseira com motor elétrico)

PPKX XD
Sim sim, só não sei se dá pra fazer as duas coisas no mesmo ponto. A bike elétrica gera energia num ponto (pedais com dínamo) e consome em outro ponto (roda traseira com motor elétrico)
Fabiano

Então.. minha dúvida/comentário foi em já ter o dínamo nesse aparelho. Seria bem lega e útil

Chicken Little
Então.. minha dúvida/comentário foi em já ter o dínamo nesse aparelho. Seria bem lega e útil
Anakin
Então, ouvi um podcast do B9, não lembro qual deles já recebeu a Vela e o cara curtiu pra caramba, ai que fui lembrar da bicicleta e realmente ela é linda, mesmo que ela não faça o trabalho todo sozinha, mas o motor é imperceptível, muito legal.
PPKX XD ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

As bikes elétricas atuais tem isso, é legal, mas ali você teria que colocar um dínamo junto ao motor, à essa rodinha que gira o pneu, não sei se dá.

PPKX XD
As bikes elétricas atuais tem isso, é legal, mas ali você teria que colocar um dínamo junto ao motor, à essa rodinha que gira o pneu, não sei se dá.
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