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Não tente consertar um Surface Book em casa

Não será nada fácil desmontar e reparar um Surface Book. Resta saber se isso será mesmo necessário.

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No início da computação pessoal, tudo era focado em customização. Os computadores eram projetados para que seus donos pudessem abrir, virar do avesso, trocar as placas internas e plugar todo tipo de periférico revolucionário que por ventura algum maluco do Vale do Silício viesse a inventar.

Esse foi inclusive o motivo de uma das primeiras discussões acaloradas entre os ainda jovens Steve Jobs e Steve Wozniak. Woz queria um produto para os geeks. Jobs queria criar um computador que a pessoa pudesse comprar e usar, sem ter que aprender todos os detalhes de configuração e montagem.

Esse trecho de suas vidas foi muito bem apresentado no filme Steve Jobs. Se você não assistiu ainda, fique aqui com um trailer comentado pelo próprio Woz:

No meio dessa indefinição de estratégias e custos, o PC foi ganhando mercado. Muito mercado. Talvez o mundo não estivesse pronto para o que Jobs estava tentando oferecer, mas o fato é que a gigantesca parcela do mercado era formada por computadores com uma plataforma PC inspirada/copiada da IBM, totalmente personalizável.

E assim o mercado se manteve por muito tempo. Computadores com Windows eram sinônimo de tela az… digo, customização. Quase ninguém entrava numa loja para comprar um computador fechado. Normalmente alguém da família ou um técnico de confiança ajudava na escolha de cada uma das peças, gabinete, placa-mãe, modem, processador, memória e kit multimídia. E montava, na raça. E fazia manutenções periódicas (mentira, só abria quando dava problema, ou quando “tinha vírus”).

Se pararmos para pensar, esses verdadeiros frankensteins funcionavam até que muito bem, dado o contexto. Claro que o Windows ficava maluco com a diversidade de componentes e drivers que existiam dentro destas máquinas, e eventualmente travava. E a Microsoft que levou essa culpa por anos. Acontece.

Ainda existem pessoas hoje em dia que gostam de montar seus próprios computadores, mas isso está cada vez mais raro e virou coisa de geek. De novo. Engraçado como o mundo da tecnologia dá voltas.

Entra em cena o Surface Book

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Finalmente, depois de décadas, a Microsoft possui um produto mais restritivo, difícil de ser aberto ou consertado, com um sistema operacional redondinho e casado com a configuração de hardware. Por um lado, talvez esse seja o fator que vá fazer das telas azuis algo raríssimo e coisa do passado de uma vez por todas. Por outro lado, nunca um produto com Windows se pareceu tanto com um equipamento da Apple.

O pessoal do iFixit, que sempre desmonta computadores e gadgets para definir o grau de dificuldade de manutenção, não perdeu tempo e foi fazer a análise do Surface Book. A conclusão? De 1 a 10, sendo 10 o mais fácil possível, o novo notebook de alta performance da Microsoft recebeu nota 1! O mais difícil possível.

MSSurfaceBook_Nota_tecnoblog_700

Entre outros fatores, a equipe descobriu que:

  • O SSD pode ser substituído, mas o trabalho para chegar até ele é enorme!
  • Existe uma bateria colada ao visor (para quando a gente precisar separá-lo do teclado). Ela pode ser removida, mas é preciso muito tato para não danificar o produto.
  • A mesma coisa vale para a bateria da base, que usa ainda mais cola.
  • O conjunto da tela consiste de um painel de vidro e o visor de LCD, que exigem toda uma complexidade para serem removidos e substituídos.
  • O processador e a memória são soldados à placa-mãe.
  • Um produto adesivo muito forte é usado para manter quase todos os componentes juntos.
  • A maior parte dos componentes está na parte de trás de suas respectivas placas-mãe, o que exige sua remoção para a troca de peças mais simples.

Curiosidade: o Surface Book usa a mesma memória do seu primo menos abastado, o Surface Pro 4. E o trackpad foi feito pela Synaptics, conhecida pela qualidade de suas superfícies capacitivas.

Confira como ficou o Surface Book depois de ser completamente desmontado:

MSSurfaceBook_desmontado_tecnoblog_700

O geek de tecnologia que habita meu ser está bem incomodado e espera de verdade que a Microsoft faça uma melhoria nas próximas versões, que permita um procedimento de abertura menos complexo. Ou pelo menos o upgrade de SSD.

Mas no fundo eu me pergunto: vivemos numa época na qual as empresas simplesmente substituem computadores inteiros quando eles apresentam defeito, seja por novos modelos, seja por unidades remodeladas (os chamados refurbished). Será que o grau de dificuldade de conserto vai impactar na decisão dos prováveis consumidores?

Eu sou o Toad (Matheus Gonçalves). Talvez alguns me conheçam desse mundo maluco da tecnologia, e a partir de hoje tenho o prazer de escrever para vocês aqui no Tecnoblog. Forte abraço!

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Matheus Gonçalves
Mais um excelente comentário. Concordo que a idéia é que os computadores sejam e serão cada vez menos "reparáveis", mesmo para geeks. E que nos resta os Arduinos e Raspberries, e isso já é diversão garantida hahahhahaha Sobre a vizinhança, a maioria lá sabe dialogar na boa. Alguns infelizmente não possuem a paciência que outros têm, questão de personalidade. Goato muito deles, mas entendo o que você tá falando. Mas vamos olhar em frente agora. Tecnoblog.net FTW! =)
Vagner Abreu
Entendi, obrigado Marcos :D No caso do "Geek interior" (que também possuo esta alma, admito), noto que equipamentos customizáveis estão virando nicho. Antigamente era até mais fácil de customizar "equipamentos comuns" pois na verdade era comum usar peças customizadas para fazer equipamentos comuns. Você colocou isso no texto (e admito que preciso rele-lo. Li muito rápido e não peguei algumas coisas.). Na analogia da Ferrari, o Geek é o "entusiasta automotivo" (o pessoal costuma chamar de "gearhead", mas tenho ficado implicado com este termo...). Da mesma forma que um geek gosta de mexer no computador para deixa-lo do jeito mais pessoal, o entusiasta de automóveis mexe no carro para deixa-lo mais pessoal também. Só que da mesma forma que computadores estão se tornando menos reparáveis, carros estão indo ao mesmo caminho. Como citei, para mexer em carros atuais hoje, recheados de circuitos eletrônicos, precisa-se de conhecimento de eletrônica e informática. Quem quer performance, tem que se especializar em "ECUs" (a central de dados do veículo, onde é possível também programa-lo para ajustar parâmetros do motor e assim ter o rendimento desejavel - mais economia ou mais potência). E isso requer mais ferramentas e mais gastos de aprendizagem. Não é como mexer em um motor de Fusca, como dizem no meio. O entusiasta vira mecânico aí. Em comparação, é uma diferença entre mexer com um AIO HP com processador soldado na placa, e um Pentium 4 antigo com gabinete ATX. No caso da troca de rodas, tem que se pensar também se você queria mesmo trocar a roda do carro. Ferraris tem desenho de roda junto ao design do carro. Trocar a roda de uma Ferrari, para muitos, é "heresia". Além do fato que é um custo gigante e como já falado, não é plug-n-play. Só troco as rodas de uma Ferrari por outra equivalente, de tamanho similar. Lembrando que há diferenças de tamanho entre rodas dianteiras e traseiras. No caso do Surface, fica a mesma questão: precisa trocar mesmo o SSD? Será que há opções melhores de SSD ou o que já tem no mesmo atende? Não compensa usar um armazenamento externo? O "geek interior" quer o desafio de desmontar e trocar o SSD - a única coisa modificável no equipamento.Mas a vezes este "geek interior" não pode ser escutado senão a gente como geek enlouqece. A não ser que ache outra forma de satisfazer ele. :) Para isso, hoje temos arduinos, Raspberry, pcs antigos, etc... :) Se analisar, os antigos geeks que tinham o desafio de no fim de semana desmontar e montar o pc, hoje viraram técnicos em eletrônica, informática, programadores... eles só vão querer um equipamento de reparabilidade fácil se for para comprar em lote e servir uma empresa, ou que o preço seja barato o suficiente para em caso de necessidade de troca, que já descarte o antigo sem remorsos. E estes mesmos antigos geeks são o que hoje implicam com aqueles que estão entrando no mundo da informática e fazendo o mesmo caminho deles: desmontando pcs, fuçando e trocando peças. Enfim. Bem, lembremos também que as vezes boas almas fazem alguns brinquedinhos reparáveis e customizáveis para geeks. Daqui a pouco aparece algum notebook modular para brincar =) . PS: quanto a má educação, se me permite um comentário, sugiro conversar com os vizinhos do MB - o pessoal de lá que ensina a essa garotada ser assim, mal educada com quem não pensa igual a eles. ;)
Adriano Garcez
Acho que o único problema é com a dificuldade de troca do SSD, como bem pontuou no texto, e também de memória. De qualquer forma, é o preço a se pagar para usar o que deve ser, provavelmente, o Windows para usuário final mais responsivo já feito. PS: Por um segundo, achei que estava no Meio Bit. Bem vindo à casa, @toadgeek:disqus. Espero ler textos seus com mais frequência.
Matheus Gonçalves
Opa, e aí Vagner, beleza? Então, na analogia, é um especialista em rodas de Ferraris, com know how e ferramentas pra isso. Um geek. Não um dono de Ferrari normal. Esse é o ponto que talvez vocês não estejam entendendo (e tá no texto, inclusive): não são pessoas normais que vão querer fazer isso. Querer abrir computadores se tornou coisa de geek, de novo. E por mais que o geek dentro de mim queira ter um computador com alto nível de reparabilidade, deixo claro que não é assim que o mercado funciona, que existe um motivo do computador ser assim. Isso impede o geek de querer abrir o computador? Não. Se o geek souber, ele vai abrir? Vai. Vai ser fácil? Não. Ele pode querer que pelo menos o SSD seja mais acessível? Ele pode querer o que ele quiser. Repito que acredito que qualquer engenheiro da empresa poderia ter feito um design no qual pelo menos o SSD estivesse mais a mão, como são outros notebooks, recentes inclusive. Da Apple, inclusive. Mas como eu achei que tinha ficado evidente no texto, é bem provável que isso sequer seja necessário, e sequer faça parte dos planos da empresa. Valeu pelo seu comentário e principalmente por conseguir discordar sem se babaca. Ponto pra você, tá bem raro hoje em dia.
Marco Pacheco
Quando eu digo para os meu amigos que comprar Apple aqui na Europa é sinônimo de economia eles acham que é zueira minha. Mas é exatamente isso que você disse: os celulares top de linha tem preço equivalente. No meu trabalho, praticamente todo mundo usa Apple e os motivos são: robustez do sistema, mais difícil de fazer cagada (o windows faz cagada sozinho, no linux se mexes errado vc caga tudo, no MacOS dificilmente vc conseguirá cagar o sistema), boa durabilidade (o normal é a galera comprar um notebook da Apple e usar por 3 a 4 anos, repare que o AppleCare são 3 anos de cobertura) e, ainda tem o adicional que é a única marca que tem bom valor de revenda de usados no mercado. E, por fim, a Apple construiu um ecossistema que funciona! Celular + Tablet + MP3 player + Desktop + Notebook + Relógio + TV + Backup + ... Nenhuma outra empresa conseguiu fazer isso. O Google tá tentando como chromebook+ AndroidWear+ChromeCast mas tá longe ainda! A Microsoft tentou várias vezes e nunca conseguiu, vamos ver agora com o Win 10 e ainda sim estará longe de integrar tudo.Claro que uns gostam, outros não! Eu já tive minha época de querer customizar tudo, recompilar kernel do linux a cada update ou upgrade, fazer root no Android, quebrar a cabeça para configurar rede de casa (no Brasil tenho um NAS que funciona como media storage e transmite a media por streaming para as smarts tvs, tablets, computadores e celulares, impressora de rede, etc... ). Hoje minha onda é economizar tempo para utilizá-lo em outras coisas. É bom demais comprar um computador, tirar da caixa , colocar a senha do wi-fi (e o apple id) e tudo funciona, com direito à acessar seus arquivos nas nuvens. O que percebo é que a galera faz muito mimimi quando se diz que gosta da Apple. Que quem compra Apple é burro... Lei do Capitalismo: o dinheiro é meu e eu gasto onde quiser! O mais curioso é que não vejo ninguém reclamando se alguém comprar um perfume de 500 reais (e é daí pra cima...), se compra um mizuno/asics/nike de 1mil reais (e tem mais caros). É tão ridículo quanto. Veja só: - pow cara, você é muito burro! Comprou Channel n. 5 por 600 reais num vidrinho de 100 ml?? Burrão. Eu prefiro comprar Jequiti. Muito melhor e dá para comprar 50 litros com esse dinheiro. - Meu kichute que é foda. tem travão pra jogar futebol na lama, o cadarço dá 8 voltas em torno do tornozelo e custa bem menos que esse teu nike. Você é um esbanjador, burro que não sabe gastar o teu dinheiro. As comparações foram grotescas pra galera entender que cada um compra aquilo que lhe apetece, que satisfaz suas necessidades e que está dentro de seu poder aquisitivo. Simples assim e sem discussão!
Bruno

Perfeito cara! Aqui na Europa, Apple não tem o apelo de status que possui no Brasil. É claro que muita gente ainda compra por status, mas os preços são muito parecidos. Precisava comprar um ultrabook para minha esposa, mas ela não se acostuma com Apple. Todos os ultrabooks top de linha das outras marcas eram mais caro que o Macbook Air. Todos os celulares top de linha das outras marcas são o mesmo preço ou mais caros que o iPhone. Acabei comprando um Yoga 2 de 11" que o touch parou de funcionar em 1 mês e o touchpad buga 1 vez por dia.

Bruno Marques Caldeira
Perfeito cara! Aqui na Europa, Apple não tem o apelo de status que possui no Brasil. É claro que muita gente ainda compra por status, mas os preços são muito parecidos. Precisava comprar um ultrabook para minha esposa, mas ela não se acostuma com Apple. Todos os ultrabooks top de linha das outras marcas eram mais caro que o Macbook Air. Todos os celulares top de linha das outras marcas são o mesmo preço ou mais caros que o iPhone. Acabei comprando um Yoga 2 de 11" que o touch parou de funcionar em 1 mês e o touchpad buga 1 vez por dia.
Vagner Abreu
Licença para entrar nesta conversa. :) Tirando a chatisse do Lissandro ao te chamar de burro (a personalidade dele é assim, já notei isso - isso vale para muitos que participam dos comentários daqui), tendo a concordar com ele no quesito de reparabilidade e explico o porque. Basta prestar atenção nos tipos de equipamento que são vendidos no mercado e o foco deles. Equipamentos para usuários comuns tendem a serem menos costumizaveis que equipamentos empresariais. Uma série de notebooks para clientes comuns da HP pode por exemplo ter acesso apenas a no máximo trocar o HD. Notebooks empresariais tem acesso fácil a placa mãe, permitindo um reparo mais fácil e eficiente. Para "pessoas comuns", aquela que vai na loja e compra o pc, realmente o Lissandro tem razão - não são todos que querem a possibilidade de modificações por conta própria. Eles usam o computador assim como usam uma televisão ou DVD player - é um equipamento de uso simples. O design de computadores hoje, sejam comuns, All-in-One e Notebooks, para consumidores comuns, é voltado a praticidade de uso. Reparabilidade é voltado para o suporte, e ao que noto, este está mais difícil. Boa parte dos equipamentos de informática requerem conhecimento de eletrônica pura para reparar - não só manutenção de hardware básico. Como já explicado pelo Lissandro também, boa parte das peças são soldadas, não são mais encaixadas. Trocar o SSD ou a memória muitas vezes nem é possível - elas estão integradas à placa mãe. Soma o fato que as fabricantes tentam reduzir custos produzindo "System-on-a-chip" com tudo integrado. Se queima algo na placa que seja fora do comum e não há peça de reposição, não há reparo. Vai para os "recondicionados". Para as empresas, elas tem em mente que o custo de reparo não compensa mais para o usuário comum. O mesmo quer um equipamento que não falhe, seja seguro e prático. Com o ponto que também há a questão da guarda de documentos "na nuvem" (lembrei-me da propaganda do Chromebook no Will it Blend, onde Tom jogava um note no Blendtec, e em seguida tirava outro Chromebook com seus arquivos salvos), é considerado que equipamentos de consumidor comuns hoje, é "usar e jogar fora depois". Apenas equipamentos empresariais ou desenhados para entusiastas (Como equipamentos gamers) tem projetos votados para reparo e customização. Na analogia colocada, esqueceu de um detalhe. Ferraris pedem rodas exclusivas projetadas para o carro. Não é ir com uma chave de rodas, tirar a roda e colocar outra diferente. Enquanto isso, um carro popular pode colocar uma roda de outro carro sem tantos problemas. São projetos diferentes, voltados a públicos diferentes. Com a diferença que veículos antigos tem possibilidade maior de reparo por pessoas comuns, enquanto que veículos novos requerem conhecimentos de eletrônica e informática.
Vitor Mikaelson
Só a parte do teclado basicamente que é diferente *de verdade* > GPU.
Matheus Gonçalves
Com uma base e um teclado de laptop, com GPU de laptop, com vários itens exclusivos de laptops, entende? Eu entendo as similaridades, mas a engenharia é diferente de várias formas.
Vitor Mikaelson
Mais ou menos. Ele tem a mesma memória, processador (e praticamente todo o restante) do Surface Pro 4. Basicamente é um Surface Pro 4 mais fino (o clipboard - por causa da bateria) e com um tamanho maior.
Vitor Mikaelson
Mas a comparação dele é com o Macbook Pro, não Air. Quem se compara com o Air, é o Surface Pro, que é mais barato ainda.
Matheus Gonçalves
Pô Daniel, não faz assim, cara. O texto foi feito dessa forma pra contextualizar o fato de que a Microsoft está fechando seus produtos, a exemplo do que a Apple faz há décadas. E mostro na sequência os motivos pelos quais ela está certa em fazer isso. Assim a gente oferece um texto com muito mais conteúdo, rico em referências e que mostra um ponto de vista diferente do que se vê em outros sites. =) Foram 4 parágrafos só sobre essa introdução. O vídeo está no meio desta contextualização. O restante eu falei do produto da Microsoft. Mais 11 parágrafos. Mais que o dobro. Acho que você tá sendo um pouco injusto na sua análise.
Cobalto

O post é sobre um produto da Microsoft... metade do texto é sobre a Apple, o vídeo no meio do texto é sobre um filme de Steve Jobs.

Depois você fala mal no twitter e tá sendo birrento.

Daniel Cobalto
O post é sobre um produto da Microsoft... metade do texto é sobre a Apple, o vídeo no meio do texto é sobre um filme de Steve Jobs. Depois você fala mal no twitter e tá sendo birrento.
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