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Não tente consertar um Surface Book em casa

Não será nada fácil desmontar e reparar um Surface Book. Resta saber se isso será mesmo necessário.

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No início da computação pessoal, tudo era focado em customização. Os computadores eram projetados para que seus donos pudessem abrir, virar do avesso, trocar as placas internas e plugar todo tipo de periférico revolucionário que por ventura algum maluco do Vale do Silício viesse a inventar.

Esse foi inclusive o motivo de uma das primeiras discussões acaloradas entre os ainda jovens Steve Jobs e Steve Wozniak. Woz queria um produto para os geeks. Jobs queria criar um computador que a pessoa pudesse comprar e usar, sem ter que aprender todos os detalhes de configuração e montagem.

Esse trecho de suas vidas foi muito bem apresentado no filme Steve Jobs. Se você não assistiu ainda, fique aqui com um trailer comentado pelo próprio Woz:

No meio dessa indefinição de estratégias e custos, o PC foi ganhando mercado. Muito mercado. Talvez o mundo não estivesse pronto para o que Jobs estava tentando oferecer, mas o fato é que a gigantesca parcela do mercado era formada por computadores com uma plataforma PC inspirada/copiada da IBM, totalmente personalizável.

E assim o mercado se manteve por muito tempo. Computadores com Windows eram sinônimo de tela az... digo, customização. Quase ninguém entrava numa loja para comprar um computador fechado. Normalmente alguém da família ou um técnico de confiança ajudava na escolha de cada uma das peças, gabinete, placa-mãe, modem, processador, memória e kit multimídia. E montava, na raça. E fazia manutenções periódicas (mentira, só abria quando dava problema, ou quando "tinha vírus").

Se pararmos para pensar, esses verdadeiros frankensteins funcionavam até que muito bem, dado o contexto. Claro que o Windows ficava maluco com a diversidade de componentes e drivers que existiam dentro destas máquinas, e eventualmente travava. E a Microsoft que levou essa culpa por anos. Acontece.

Ainda existem pessoas hoje em dia que gostam de montar seus próprios computadores, mas isso está cada vez mais raro e virou coisa de geek. De novo. Engraçado como o mundo da tecnologia dá voltas.

Entra em cena o Surface Book

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Finalmente, depois de décadas, a Microsoft possui um produto mais restritivo, difícil de ser aberto ou consertado, com um sistema operacional redondinho e casado com a configuração de hardware. Por um lado, talvez esse seja o fator que vá fazer das telas azuis algo raríssimo e coisa do passado de uma vez por todas. Por outro lado, nunca um produto com Windows se pareceu tanto com um equipamento da Apple.

O pessoal do iFixit, que sempre desmonta computadores e gadgets para definir o grau de dificuldade de manutenção, não perdeu tempo e foi fazer a análise do Surface Book. A conclusão? De 1 a 10, sendo 10 o mais fácil possível, o novo notebook de alta performance da Microsoft recebeu nota 1! O mais difícil possível.

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Entre outros fatores, a equipe descobriu que:

  • O SSD pode ser substituído, mas o trabalho para chegar até ele é enorme!
  • Existe uma bateria colada ao visor (para quando a gente precisar separá-lo do teclado). Ela pode ser removida, mas é preciso muito tato para não danificar o produto.
  • A mesma coisa vale para a bateria da base, que usa ainda mais cola.
  • O conjunto da tela consiste de um painel de vidro e o visor de LCD, que exigem toda uma complexidade para serem removidos e substituídos.
  • O processador e a memória são soldados à placa-mãe.
  • Um produto adesivo muito forte é usado para manter quase todos os componentes juntos.
  • A maior parte dos componentes está na parte de trás de suas respectivas placas-mãe, o que exige sua remoção para a troca de peças mais simples.

Curiosidade: o Surface Book usa a mesma memória do seu primo menos abastado, o Surface Pro 4. E o trackpad foi feito pela Synaptics, conhecida pela qualidade de suas superfícies capacitivas.

Confira como ficou o Surface Book depois de ser completamente desmontado:

MSSurfaceBook_desmontado_tecnoblog_700

O geek de tecnologia que habita meu ser está bem incomodado e espera de verdade que a Microsoft faça uma melhoria nas próximas versões, que permita um procedimento de abertura menos complexo. Ou pelo menos o upgrade de SSD.

Mas no fundo eu me pergunto: vivemos numa época na qual as empresas simplesmente substituem computadores inteiros quando eles apresentam defeito, seja por novos modelos, seja por unidades remodeladas (os chamados refurbished). Será que o grau de dificuldade de conserto vai impactar na decisão dos prováveis consumidores?

Eu sou o Toad (Matheus Gonçalves). Talvez alguns me conheçam desse mundo maluco da tecnologia, e a partir de hoje tenho o prazer de escrever para vocês aqui no Tecnoblog. Forte abraço!

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Matheus Gonçalves
Mais um excelente comentário. Concordo que a idéia é que os computadores sejam e serão cada vez menos "reparáveis", mesmo para geeks. E que nos resta os Arduinos e Raspberries, e isso já é diversão garantida hahahhahaha Sobre a vizinhança, a maioria lá sabe dialogar na boa. Alguns infelizmente não possuem a paciência que outros têm, questão de personalidade. Goato muito deles, mas entendo o que você tá falando. Mas vamos olhar em frente agora. Tecnoblog.net FTW! =)
Vagner Abreu
Entendi, obrigado Marcos :D No caso do "Geek interior" (que também possuo esta alma, admito), noto que equipamentos customizáveis estão virando nicho. Antigamente era até mais fácil de customizar "equipamentos comuns" pois na verdade era comum usar peças customizadas para fazer equipamentos comuns. Você colocou isso no texto (e admito que preciso rele-lo. Li muito rápido e não peguei algumas coisas.). Na analogia da Ferrari, o Geek é o "entusiasta automotivo" (o pessoal costuma chamar de "gearhead", mas tenho ficado implicado com este termo...). Da mesma forma que um geek gosta de mexer no computador para deixa-lo do jeito mais pessoal, o entusiasta de automóveis mexe no carro para deixa-lo mais pessoal também. Só que da mesma forma que computadores estão se tornando menos reparáveis, carros estão indo ao mesmo caminho. Como citei, para mexer em carros atuais hoje, recheados de circuitos eletrônicos, precisa-se de conhecimento de eletrônica e informática. Quem quer performance, tem que se especializar em "ECUs" (a central de dados do veículo, onde é possível também programa-lo para ajustar parâmetros do motor e assim ter o rendimento desejavel - mais economia ou mais potência). E isso requer mais ferramentas e mais gastos de aprendizagem. Não é como mexer em um motor de Fusca, como dizem no meio. O entusiasta vira mecânico aí. Em comparação, é uma diferença entre mexer com um AIO HP com processador soldado na placa, e um Pentium 4 antigo com gabinete ATX. No caso da troca de rodas, tem que se pensar também se você queria mesmo trocar a roda do carro. Ferraris tem desenho de roda junto ao design do carro. Trocar a roda de uma Ferrari, para muitos, é "heresia". Além do fato que é um custo gigante e como já falado, não é plug-n-play. Só troco as rodas de uma Ferrari por outra equivalente, de tamanho similar. Lembrando que há diferenças de tamanho entre rodas dianteiras e traseiras. No caso do Surface, fica a mesma questão: precisa trocar mesmo o SSD? Será que há opções melhores de SSD ou o que já tem no mesmo atende? Não compensa usar um armazenamento externo? O "geek interior" quer o desafio de desmontar e trocar o SSD - a única coisa modificável no equipamento.Mas a vezes este "geek interior" não pode ser escutado senão a gente como geek enlouqece. A não ser que ache outra forma de satisfazer ele. :) Para isso, hoje temos arduinos, Raspberry, pcs antigos, etc... :) Se analisar, os antigos geeks que tinham o desafio de no fim de semana desmontar e montar o pc, hoje viraram técnicos em eletrônica, informática, programadores... eles só vão querer um equipamento de reparabilidade fácil se for para comprar em lote e servir uma empresa, ou que o preço seja barato o suficiente para em caso de necessidade de troca, que já descarte o antigo sem remorsos. E estes mesmos antigos geeks são o que hoje implicam com aqueles que estão entrando no mundo da informática e fazendo o mesmo caminho deles: desmontando pcs, fuçando e trocando peças. Enfim. Bem, lembremos também que as vezes boas almas fazem alguns brinquedinhos reparáveis e customizáveis para geeks. Daqui a pouco aparece algum notebook modular para brincar =) . PS: quanto a má educação, se me permite um comentário, sugiro conversar com os vizinhos do MB - o pessoal de lá que ensina a essa garotada ser assim, mal educada com quem não pensa igual a eles. ;)
Adriano Garcez
Acho que o único problema é com a dificuldade de troca do SSD, como bem pontuou no texto, e também de memória. De qualquer forma, é o preço a se pagar para usar o que deve ser, provavelmente, o Windows para usuário final mais responsivo já feito. PS: Por um segundo, achei que estava no Meio Bit. Bem vindo à casa, @toadgeek:disqus. Espero ler textos seus com mais frequência.
Matheus Gonçalves
Opa, e aí Vagner, beleza? Então, na analogia, é um especialista em rodas de Ferraris, com know how e ferramentas pra isso. Um geek. Não um dono de Ferrari normal. Esse é o ponto que talvez vocês não estejam entendendo (e tá no texto, inclusive): não são pessoas normais que vão querer fazer isso. Querer abrir computadores se tornou coisa de geek, de novo. E por mais que o geek dentro de mim queira ter um computador com alto nível de reparabilidade, deixo claro que não é assim que o mercado funciona, que existe um motivo do computador ser assim. Isso impede o geek de querer abrir o computador? Não. Se o geek souber, ele vai abrir? Vai. Vai ser fácil? Não. Ele pode querer que pelo menos o SSD seja mais acessível? Ele pode querer o que ele quiser. Repito que acredito que qualquer engenheiro da empresa poderia ter feito um design no qual pelo menos o SSD estivesse mais a mão, como são outros notebooks, recentes inclusive. Da Apple, inclusive. Mas como eu achei que tinha ficado evidente no texto, é bem provável que isso sequer seja necessário, e sequer faça parte dos planos da empresa. Valeu pelo seu comentário e principalmente por conseguir discordar sem se babaca. Ponto pra você, tá bem raro hoje em dia.
Marco Pacheco
Quando eu digo para os meu amigos que comprar Apple aqui na Europa é sinônimo de economia eles acham que é zueira minha. Mas é exatamente isso que você disse: os celulares top de linha tem preço equivalente. No meu trabalho, praticamente todo mundo usa Apple e os motivos são: robustez do sistema, mais difícil de fazer cagada (o windows faz cagada sozinho, no linux se mexes errado vc caga tudo, no MacOS dificilmente vc conseguirá cagar o sistema), boa durabilidade (o normal é a galera comprar um notebook da Apple e usar por 3 a 4 anos, repare que o AppleCare são 3 anos de cobertura) e, ainda tem o adicional que é a única marca que tem bom valor de revenda de usados no mercado. E, por fim, a Apple construiu um ecossistema que funciona! Celular + Tablet + MP3 player + Desktop + Notebook + Relógio + TV + Backup + ... Nenhuma outra empresa conseguiu fazer isso. O Google tá tentando como chromebook+ AndroidWear+ChromeCast mas tá longe ainda! A Microsoft tentou várias vezes e nunca conseguiu, vamos ver agora com o Win 10 e ainda sim estará longe de integrar tudo.Claro que uns gostam, outros não! Eu já tive minha época de querer customizar tudo, recompilar kernel do linux a cada update ou upgrade, fazer root no Android, quebrar a cabeça para configurar rede de casa (no Brasil tenho um NAS que funciona como media storage e transmite a media por streaming para as smarts tvs, tablets, computadores e celulares, impressora de rede, etc... ). Hoje minha onda é economizar tempo para utilizá-lo em outras coisas. É bom demais comprar um computador, tirar da caixa , colocar a senha do wi-fi (e o apple id) e tudo funciona, com direito à acessar seus arquivos nas nuvens. O que percebo é que a galera faz muito mimimi quando se diz que gosta da Apple. Que quem compra Apple é burro... Lei do Capitalismo: o dinheiro é meu e eu gasto onde quiser! O mais curioso é que não vejo ninguém reclamando se alguém comprar um perfume de 500 reais (e é daí pra cima...), se compra um mizuno/asics/nike de 1mil reais (e tem mais caros). É tão ridículo quanto. Veja só: - pow cara, você é muito burro! Comprou Channel n. 5 por 600 reais num vidrinho de 100 ml?? Burrão. Eu prefiro comprar Jequiti. Muito melhor e dá para comprar 50 litros com esse dinheiro. - Meu kichute que é foda. tem travão pra jogar futebol na lama, o cadarço dá 8 voltas em torno do tornozelo e custa bem menos que esse teu nike. Você é um esbanjador, burro que não sabe gastar o teu dinheiro. As comparações foram grotescas pra galera entender que cada um compra aquilo que lhe apetece, que satisfaz suas necessidades e que está dentro de seu poder aquisitivo. Simples assim e sem discussão!
Bruno Marques Caldeira
Perfeito cara! Aqui na Europa, Apple não tem o apelo de status que possui no Brasil. É claro que muita gente ainda compra por status, mas os preços são muito parecidos. Precisava comprar um ultrabook para minha esposa, mas ela não se acostuma com Apple. Todos os ultrabooks top de linha das outras marcas eram mais caro que o Macbook Air. Todos os celulares top de linha das outras marcas são o mesmo preço ou mais caros que o iPhone. Acabei comprando um Yoga 2 de 11" que o touch parou de funcionar em 1 mês e o touchpad buga 1 vez por dia.
Vagner Abreu
Licença para entrar nesta conversa. :) Tirando a chatisse do Lissandro ao te chamar de burro (a personalidade dele é assim, já notei isso - isso vale para muitos que participam dos comentários daqui), tendo a concordar com ele no quesito de reparabilidade e explico o porque. Basta prestar atenção nos tipos de equipamento que são vendidos no mercado e o foco deles. Equipamentos para usuários comuns tendem a serem menos costumizaveis que equipamentos empresariais. Uma série de notebooks para clientes comuns da HP pode por exemplo ter acesso apenas a no máximo trocar o HD. Notebooks empresariais tem acesso fácil a placa mãe, permitindo um reparo mais fácil e eficiente. Para "pessoas comuns", aquela que vai na loja e compra o pc, realmente o Lissandro tem razão - não são todos que querem a possibilidade de modificações por conta própria. Eles usam o computador assim como usam uma televisão ou DVD player - é um equipamento de uso simples. O design de computadores hoje, sejam comuns, All-in-One e Notebooks, para consumidores comuns, é voltado a praticidade de uso. Reparabilidade é voltado para o suporte, e ao que noto, este está mais difícil. Boa parte dos equipamentos de informática requerem conhecimento de eletrônica pura para reparar - não só manutenção de hardware básico. Como já explicado pelo Lissandro também, boa parte das peças são soldadas, não são mais encaixadas. Trocar o SSD ou a memória muitas vezes nem é possível - elas estão integradas à placa mãe. Soma o fato que as fabricantes tentam reduzir custos produzindo "System-on-a-chip" com tudo integrado. Se queima algo na placa que seja fora do comum e não há peça de reposição, não há reparo. Vai para os "recondicionados". Para as empresas, elas tem em mente que o custo de reparo não compensa mais para o usuário comum. O mesmo quer um equipamento que não falhe, seja seguro e prático. Com o ponto que também há a questão da guarda de documentos "na nuvem" (lembrei-me da propaganda do Chromebook no Will it Blend, onde Tom jogava um note no Blendtec, e em seguida tirava outro Chromebook com seus arquivos salvos), é considerado que equipamentos de consumidor comuns hoje, é "usar e jogar fora depois". Apenas equipamentos empresariais ou desenhados para entusiastas (Como equipamentos gamers) tem projetos votados para reparo e customização. Na analogia colocada, esqueceu de um detalhe. Ferraris pedem rodas exclusivas projetadas para o carro. Não é ir com uma chave de rodas, tirar a roda e colocar outra diferente. Enquanto isso, um carro popular pode colocar uma roda de outro carro sem tantos problemas. São projetos diferentes, voltados a públicos diferentes. Com a diferença que veículos antigos tem possibilidade maior de reparo por pessoas comuns, enquanto que veículos novos requerem conhecimentos de eletrônica e informática.
Vitor Mikaelson
Só a parte do teclado basicamente que é diferente *de verdade* > GPU.
Matheus Gonçalves
Com uma base e um teclado de laptop, com GPU de laptop, com vários itens exclusivos de laptops, entende? Eu entendo as similaridades, mas a engenharia é diferente de várias formas.
Vitor Mikaelson
Mais ou menos. Ele tem a mesma memória, processador (e praticamente todo o restante) do Surface Pro 4. Basicamente é um Surface Pro 4 mais fino (o clipboard - por causa da bateria) e com um tamanho maior.
Vitor Mikaelson
Mas a comparação dele é com o Macbook Pro, não Air. Quem se compara com o Air, é o Surface Pro, que é mais barato ainda.
Matheus Gonçalves
Pô Daniel, não faz assim, cara. O texto foi feito dessa forma pra contextualizar o fato de que a Microsoft está fechando seus produtos, a exemplo do que a Apple faz há décadas. E mostro na sequência os motivos pelos quais ela está certa em fazer isso. Assim a gente oferece um texto com muito mais conteúdo, rico em referências e que mostra um ponto de vista diferente do que se vê em outros sites. =) Foram 4 parágrafos só sobre essa introdução. O vídeo está no meio desta contextualização. O restante eu falei do produto da Microsoft. Mais 11 parágrafos. Mais que o dobro. Acho que você tá sendo um pouco injusto na sua análise.
Daniel Cobalto
O post é sobre um produto da Microsoft... metade do texto é sobre a Apple, o vídeo no meio do texto é sobre um filme de Steve Jobs. Depois você fala mal no twitter e tá sendo birrento.
Leonardo Ribeiro
Na minha opinião a Microsoft deveria ter seguido o exemplo da Apple com o Macbook, deveria ter aproveitado ao máximo o espaço interno para colocar bateria, nas fotos é visível o desperdício de espaço com simplesmente, nada.
Matheus Gonçalves
A quem interessar possa, ao contrário de tablets, as ferramentas para abrir o laptop Surface Book são bem comuns e estão no link original do iFixit, assim qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento pode tentar se quiser: https://www.ifixit.com/Teardown/Microsoft+Surface+Book+Teardown/51972
Matheus Gonçalves
Era isso que eu estava falando desde o começo, e você não tava entendendo. Mas relaxa, cara. Você tá certo.
Lissandro
"desde que eu tenha as ferramentas pra isso" ISSO RAPAZ, APRENDEU!!!!!! Você não tem as ferramentas pra trocar os componentes do tablet, por isso é tão difícil. Eu já troquei processador soldado na placa-mãe e não é nada difícil, só que precisa das ferramentas certas. Uma pessoa geralmente não possui as ferramentas necessárias para isso, por isso se torna impossível, mas é só ter as ferramentas pra desfazer o BGA que fica facílimo. Trocar os componentes do Surface Book é tão fácil ou difícil quanto qualquer outro tablet, desde que você tenha as ferramentas pra isso.
Matheus Gonçalves
Se eu sou engenheiro mecânico com anos de experiência em rodas de Ferraris e quiser trocar uma roda da minha Ferrari, eu deveria ser capaz de fazer isso na minha garagem, desde que eu tenha as ferramentas pra isso, sem precisar levar o carro para uma autorizada. Estamos falando das rodas (SSD), não do motor ou outra peça fundamental do carro (processador). Mas relaxa, cara. Você tá certo.
Lissandro
não sou eu que decido, são as empresas que decidem o que você deve ou não fazer com os produtos. Se você quiser comprar uma ferrari e joga-la de um penhasco o problema é seu, mas ela não foi feita pra isso.
Matheus Gonçalves
Ele é um Laptop, e não é porque está no nome. Ele é um laptop por definição. Que tem uma tela removível, mas o hardware em seu corpo é de um laptop. Sobre alguém querer trocar algum componente: cara, nem eu e nem você somos ninguém pra estabelecer o que outras pessoas podem ou não podem querer fazer com seus computadores. Isso é de uma arrogância assustadora. E isso deixa evidente que essa discussão não tem razão de existir. Eu sou burro, você é inteligente e sabe o que outras pessoas podem ou não podem fazer. ¯_(?)_/¯
Lissandro
Como já disse, o Surface Book é um tablet, mesmo tendo "book" no nome :) " para quem, por ventura, quiser trocá-lo.". É ai que tá. Não é pra alguém sequer querer trocar algum componente. É pra você usar da forma como ele veio pra você. "a, mas se estragar?". Daí não é pra você, nerd/geek, abrir o produto e trocar só porque acha que você deveria poder fazer isso. É pra você mandar pra uma assistência pra que eles, lá, que têm as ferramentas necessárias pra fazer facilmente o que pra você seria difícil. A, pode acreditar que o design vai vir ainda mais otimizado nos futuros aparelhos, e ainda mais difícil de você conseguir trocar qualquer coisa.
Matheus Gonçalves
Não, cara. Entendi porque é que você se confundiu então. O geek dentro de mim estava querendo pegar um notebook (Surface Book) e encontrar nele componentes de um notebook. Afinal ele é um notebook, não um tablet. Estamos falando do Surface Book, não do Surface Pro. Tá no título do texto. A idéia de um notebook fino é a de um notebook fino. De um tablet, é um tablet. Ninguém tá falando que alguém vai montar um notebook desses peça por peça e não sei de onde você tirou isso. A ideia é: se um geek quiser desmontar, ele vai desmontar. E se ele quiser esperar que pelo menos os componentes mais "trocáveis" estejam fáceis de serem acessados, ele tem esse direito. Não vejo problema algum em uma pessoa esperar um design ainda mais otimizado para os futuros aparelhos. "Ah, mas esse é o preço a pagar pra ter produtos cada vez mais finos e mais leves" - talvez seja. Mas eu aposto que um engenheiro pode projetar o mesmo computador com um SSD de acesso significantemente melhor para quem, por ventura, quiser trocá-lo. PS: pela última vez, não precisa chamar ninguém de burro pra provar seu ponto.
Lissandro
O "geek dentro de você" estava querendo pegar um tablet e encontrar nele componentes de notebook, ou pior ainda, de desktop. É burrice. Um Macbook, um notebook qualquer (especialmente ultrabooks) e principalmente um tablet, não foram FEITOS pra terem suas peças facilmente trocadas simplesmente porque um notebook qualquer não foi feito pra você montar peça por peça. Foi feito pra você usa-lo da forma como ele veio. Você querer fuçar e trocar não muda o propósito do produto. Tenta pegar um MacBook Retina e trocar alguma peça. Só tenta. A ideia de um notebook fino e basicamente a mesma de um tablet, eles têm que ser o mais fino possível, e isso só é possível tendo os componentes soldados. Repito: o "geek dentro de você" estava querendo pegar um tablet e encontrar nele componentes de notebook, ou pior ainda, de desktop.
Marco Pacheco
Se não me engano o Ubuntu é de 2005. Eu tinha até pouco tempo os CD's do Ubuntu 5.04, na época que mandavam pelo correio. O primeiro que usei foi Debian, depois fui pro Red Hat. Depois que a Red Hat manteve só o que era a versão enterprise, fui para o Fedora Core (usei o 1, 2, 3, 4, 5. Depois 14 e atualmente o 19). Pelo caminho foi experimentando outros, como o Ubuntu que tinha no desktop de casa, mandrake, suse (tinha uma caixa com 10 cds ou dvds), e vários outros sabores que instalava só para experimentar.
Eduardo Alvim
(...) nessa época fui apresentado formalmente ao Win 95 e a suite office da M$. Como eu não precisava da maioria das coisas, e queria estabilidade e confiabilidade, mantive-me no linux (debian, mandrake, red hat, fedora, ubuntu, suse...) por um tempo. Em 1998 (...) O Ubuntu é de 2004, não?
Feripe Hatsune
Você pegou a época da antiga Telesp Celular, esse geração nunca vai esquecer o que é ter uma linha para chamar de sua. Você teve os dois sistemas e viu a diferença gritante entre os 2. Isso porque você não é um leigo como a maioria, vc já conhece as paradas, já sabe como cada uma funciona. Agora imagina um leigo que sabe só básico. É a realidade que vejo por aqui.
Matheus Gonçalves
Cara, primeiro que não existe a menor necessidade de chamar alguém de burro. Via de regra, isso denota que você não esteja enxergando alguma nuance. Tome cuidado com isso. Por exemplo, eu citei o geek dentro de mim pois isso é um caráter de exceção. Mesmo que os produtos não sejam feitos para essa finalidade, o geek quer mexer, quer fuçar, quer personalizar. Mesmo sabendo que não deveria. Não é questão de ser burro, é de ser aficionado por alguma coisa. Tendo o conhecimento técnico, o que me impede de fazer exatamente o que o iFixit fez e abrir o computador? Nada, certo? Sobre gente "normal" ir comprando seus computadores aos poucos com a ajuda de um técnico: o fato de você nunca ter visto isso não significa que nunca tenha acontecido, certo? E se você acha que um Mac não foi feito para que peças não fossem trocadas, você nunca descobriu que um SSD pode dar nova vida ao computador e quão simples é a tarefa em alguns modelos da maçã. Procure a cacetada de tutoriais online e veja como é simples e como sua visão sobre o assunto está equivocada. No mais, obrigado pelo comentário.
Matheus Gonçalves
Muito obrigado, Ramon!
Marco Pacheco
É a mesma realidade na Europa. Galera compra apple e usa por anos fazendo pequenos upgrades. Todavia, não dá para fazer isso MacBookAir...
Marco Pacheco
Fui na loja ver um desses e era mais caro que o MacBook Air. Conclusão: comprei Apple.
Marco Pacheco
Felipe et al. eu já passei por diversos sistemas operativos: iniciei na metade dos anos 80 com um Comodore Amiga e adorava aquilo. Fazia coisas inimagináveis para a época! Depois fui pro MSX e odiava! Parei com os computareodes e iniciei nos videogames lá pelos anos 91 ou 92. Usei raras vezes o win 3.11 e vi o lançamento do win 95 numa bienal do Livro no Rio de Janeiro. Na época eu não me surpreendi: parecia uma cópia deslavada do ComodoreOS. Depois disso voltei para os computadores com o Debian/Linux e nessa época fui apresentado formalmente ao Win 95 e a suite office da M$. Como eu não precisava da maioria das coisas, e queria estabilidade e confiabilidade, mantive-me no linux (debian, mandrake, red hat, fedora, ubuntu, suse...) por um tempo. Em 1998 eu compro um PC e passo a conviver com Linux e Win 98. Depois disso experimentei win 2k, me, xp, 7, 8, 8.1 e linux.. sempre ;) Por volta de 1999 comprei meu 1o celular, um bendito tijolo da LG. Vendi uns 6 meses depois por conta do custo da telefonia celular. Quando o cenário melhorou, comprei um Siemens SL45i, o bendito telefone que rodava java, foi o 1o com essa capacidade. Era legal. Dava para programas umas besteirinhas nele. Usar o IR como controle remoto. Mas o melhor é que o bichinho era duro na queda! A quantidade de tombo que levou e sobreviveu! Quando começou a era dos espertofones, era tudo tão bizarro que eu realmente não sentia vontade de ter, a não ser a curiosidade. Mas aí a Apple lança o 1o iPhone! Aquilo sim era algo legal e revolucionário. Eu morava na Europa nessa época e não tinha dinheiro para comprar um. A solução foi comprar um iPod Touch e usava-o para organizar a vida e um celular comum para as ligações. Meu iPod Touch me acompanhou por alguns anos. Mas chegou um momento que precisei de 2 linhas de celular e tinha que carregar 3 dispositivo. Part então para os dual sim. O primeiro só fazia o básico. Depois a Samsung lançou o Galaxy Dual e migrei de vez para o mundo Android e aposentei o iPod. Confesso que estava bem habituado com iOS e estranhei muito o Android. Especialmente a falta de apps no in?cio. Já estava habituado com os gestos, com a sensibilidade da tela, com a organização etc. Sem grana para comprar um iPhone, tinha que me adaptar bem ao meu Android. Na minha lista de prioridades, investir muita grana em algo que pode cair do seu bolso ou ser furtado é um investimento de alto risco que eu nunca quis fazer (fiz na época do SL45i, que desvalorizou 75% em 3 meses, quando lançaram os primeiros celulares com câmera de 0.3Mpx). Meu último Android sobreviveu até semana passada, quando caiu do meu casaco sem eu perceber. Era um sony T2 Ultra Dual, tão bem configurado para minhas necessidades, que poucas vezes tive problemas com os 8Gb de espaço interno. Com a perda do celular, tinha que comprar outro. Acontece que um dos sim cards era brasileiro e o outro europeu. Como o sim card da TIM Brasil eu não tenho como recuperar por agora, só preciso de um sim card no celular (mentira isso, precisaria de 2: um suiço e um francês, já que moro na fronteira dos dois países). Mas enfim, na prática, eu só usava o sim card francês pois é pós-pago. Achei uma boa promoção e resolvi tirar o escorpião do bolso e comprei um iPhone. A esposa já havia comprado um MacBook Air 3 semanas atrás (e acreditem se quiser, um macbook air sai mais barato que as opções similares da acer, hp, asus, etc...). Como os preços entre os flagships por aqui são bem próximos, não tem essa de status. Para quem é cliente pós-pago esses top de linha podem sair muito barato de acordo com o plano e o tempo de fidelidade. A interface do iOS é tão intuitiva que em pouquíssimo tempo estava tudo configurado para atender minhas necessidades básicas. Sério, é fácil demais de usar. O que me tomou mais tempo foi o Mail. Não é bom para gerenciar minha conta pessoal do gmail, pois ele não separa as promoções e social da principal. Isso deixa tudo bagunçado. A solução foi baixar o app do gmail e configurar duas contas lá e deixar o Mail com a 3a conta. A coisa aqui em casa está caminhando para aproveitarmos ao máximo a integração do sistema Apple. Mas isso é algo bem particular. Eu pro exemplo usei o NFC do meu antigo celular apenas 1 vez para transferir arquivo. O bluetooth usei exatamente 3 vezes para arquivos, as demais eram para o fone de ouvido. No fim mandar foto era mais rápido pelo whatsapp, email ou compartilhar pelo PlayMemories. Sobre passar música, o meu sincroniza automaticamente em todos os iDevices. O mesmo com os app e com os arquivos através do compartilhamento familiar isso fica ainda mais fácil. Minha esposa adorou ligar o MacBook e tudo funcionar em pouquíssimo tempo. Nada de instalar uma penca de aplicações para o computador começar a ser funcional e produtivo. Enfim, cada qual sabe daquilo que lhe apetece: uns dão 10% pra igreja (que poderia virar um iphone em 12 meses), outros investem em carro, outros no som do carro, outrosna decoração da casa. Vamos deixar de ser cri-cri com o coleguinha, pois no fundo no fundo, quase tudo o que fazemos é por nosso bem estar pessoal e isso pode incluir uma pitada de status quo também.
Ramon Gonzalez
bem-vindo Toad!
Petter
Acredito que o problema não seja querer abrir, mas sim precisar abrir para reparo.
Petter
Bateria, HD e memória são itens que sempre precisam ser trocados, seja por defeito ou para expansão, é realmente uma voadora nas costas tudo ser na base da Superbonder.
Leonardo de Pádua
Não só geeks montam o próprio PC, Gamers precisam personalizar pois o mercado oferece poucas soluções com bom custo-benefício. No caso do Surface Book é um ótimo dispositivo pena que a Microsoft não deu indícios de um lançamento do aparelho aqui no Brasil.
Thiago
Quem, em sã consciência, vai querer abrir um notebook/tablet de 1700 dólares? Quando você compra o Surface Book, você não está comprando uma placa mãe, uma placa de vídeo, uma bateria, etc., você está comprando um conjunto... Se fosse meu e desse problema, automaticamente esse problema seria transferido pra Microsoft... Mas acompanhando o histórico de qualidade dos produtos de hardware da MS, não vejo isso como sendo algo corriqueiro.
Leonardo Stringary
Concordo,em uma época onde as pessoas só se preocupam com redes sociais,basta que o equipamento seja rapido e " bonitinho " como minha irmã diz. =)
Ai meus caroços
Não entendi a surpresa. A parte de cima (que tem a maior parte dos componentes) tem 7,7 mm de espessura.
Keaton
Não tinha notado o autor, mas vi que o texto estava escrito de maneira diferente dos demais... de qualquer jeito, é sempre bom ver o Tecnoblog recrutando mais pessoal competente. =)
Bruno Sanzio
Gostei muito do surface book, bem que podia chegar por um preço abaixo dos MacBooks Pro ... Imagine um Macbook Retina ( Não o Pro ou Air ) que transforme a sua tela em um Ipad Pro ? Sem duvidas uma perfeição. Mas como rodar o IOS e o OSX juntos ? Dei um nó na cabeça agora, ja que a Apple não pensa e unificar os 2 sistemas.
F. S.
Merecia uma nota um pouquinho maior por permitir substituir a base. Mas pra que dificultar o acesso ao SSD Microsoft?
Vitor Mikaelson
Como o artigo destaca, a maioria dos usuários não se importam com isso atualmente. E o preço sim, tá realmente caro. Macbook Pro 15" é BEM, melhor, e tá mais barato.
tuneman
é verdade. até pra ter certeza se o ano do windows mobile vai chegar mesmo.
Lissandro
o fato de ser muito difícil (ou impossível) pra você reparar não implica no fato de ser muito difícil (ou impossível) pra alguém com as ferramentas necessárias para isso. No início das iCoisas, concertar era um parto, porque a Apple usava (usa) uns parafusos que ninguém tinha a chave pra tirar, era gente criando praticamente uns rituais só pra abrir e tirar os componentes. Hoje que todo mundo sabe que só precisa de um conjunto de chaves específicas, fica fácil. [EDIT] erro meu, a Apple começou a usar parafusos estranhos no iPhone 3 ou 4, troquei as bolas :)
Matheus Gonçalves
O que eu possivelmente vá fazer é ficar com o Macbook por mais alguns anos e comprar um Windows Phone com Windows 10 e o dock com entrada para teclado e mouse.
Lissandro
"O geek de tecnologia que habita meu ser está bem incomodado e espera de verdade que a Microsoft faça uma melhoria nas próximas versões, que permita um procedimento de abertura menos complexo. Ou pelo menos o upgrade de SSD." O geek dentro de você está sendo burro. o Surface Book, um Surface Pro, ou um Mac, ou mesmo um ultrabook da samsung, da LG, não foi feito pra você chegar e trocar as peças, por mais que você ache isso "necessário". Eu, com meus 14 anos de informática, nunca, repito NUNCA vi gente comum chegando no técnico e comprando um PC "frankenstein" peça por peça. No máximo as pessoas chegavam no técnico e falavam "olha, eu quero um pc que não trave e me permita fazer isso e isso", aí o técnico mostrava um PC (normalmente já pré-definido por ele mesmo) pegava as peças e montava. Nada de ficar escolhendo peças, nada de "PCCHIPS ou MEGAWARE?", "PNY ou Zotac?", "Nvidia ou AMD?", "4800 ou 7200rpm?", "1 de 1TB ou 2 de 500GB?". NADA. Isso é MUITO diferente de eu chegar lá e ficar 4 horas do lado dele escolhendo os melhores componentes que meu dinheiro pudesse comprar porque EU (e inclua no caso qualquer geek que fizesse isso) queria tais aspectos específicos, ou com o advento das lojas online, eu escolher peça por peça, e montar em casa. É diferente porque no caso da pessoa leiga, ela quer a exata mesma coisa que ela quer quando compra um notebook, um PC desktop "de loja", um tablet com Windows: quer pegar o PC, levar pra casa e usar. Não importa pra ela se a placa-mãe/processador tem suporte pra dual channel mas pra deixar mais barato o PC dela está com 1 pente com uma frequência que nem é tão grandes coisas. Não importa se ela poderia ter pego uma placa-mãe que permitisse um "overclock seguro" de fácil acesso muitas vezes por poucos reais a mais. Não importa se a placa de vídeo é alguma versão capada ou com memória DDR (não GDDR). Nada disso importa hoje, e nunca importou para os leigos. Se um leigo compra um PC, ele quer usar. Leigo não MECHE no PC, leigo USA o PC. O Surface Book, os próprios Surface (tablets), não são feitos com foco no público entusiasta, que vai querer trocar cada peça que puder pra melhorar até não poder mais. São feitos pro público leigo que quer pegar e usar. Aliás, querer que o Surface Book seja mais amigável à troca de peças do que um Surface Pro é não ter entendido que, por mais que tenha "Book", no nome, ele é basicamente um Surface com esteroides. O próprio modelo, de ser possível tirar a "tela" e continuar funcionando, com apenas a placa de vídeo na base com teclado, mostra isso. Ele é um tablet parrudo que pode ficar mais parrudo ainda (se acoplar na base). Não é um notebook com módulos de RAM removíveis, um SSD/HD separado. TL;DR: o público-alvo do surface book é usuário leigo, e não entusiasta, portanto não tem motivo pra perder espaço e aumentar custos fazendo ele ter seus componentes facilmente acessíveis. O surface book é um tablet parrudão e não há surpresa alguma no fato de um tablet não ter seus componentes facilmente trocáveis. Ps.: nada contra o autor, e seja bem-vindo :)
G. C.
Não interessa o que tem dentro até dar problema. Daí vc leva À assistência técnica e descobre que não pode fazer nada e vc está dentro da porcentagem que inevitavelmente dará problema. Daí é mais dinheiro pra comprar ou e mais consumo de recursos naturais, quando se tivesse um melhor índice de reparabilidade nada disso aconteceria. Bastaria comprar um simples peça.
tuneman
aí complica mais ainda. a Microsoft não tem o mesmo impacto de marca da Apple. o pessoal vai continuar a comprar Macbook
Jonathan Zanella
Daí a MS perdeu uma boa oportunidade, se a Apple fechou eles poderiam deixar aberto e pegar o pessoal que gosta de fazer upgrade. Na minha opinião já perderam a oportunidade de ter lançado ele por um preço menor para conseguir pegar quem está descontente com o preço do macbook. Se o surface não der certo, é culpa da MS que não aproveitou as brechas no mercado que a Apple está criando.
Vitor Mikaelson
O novo macbook se não me engano, é soldado também. Levou nota 1. A tendência cada vez mais, é ficar "pior".
DiveTechno
Gostei do post. Mas ai esta uma foto do ifixit de um "pc" MAC . Sim estamos em 2015 e acabei de ler um post que contem a seguinte frase: " Por outro lado, nunca um produto com Windows se pareceu tanto com um equipamento da Apple " Serio ? alguem sabe a diferença de RISC para CISC ? Desde quando a Apple trocou sua arquitetura power pc para X86_X64 ela faz produtos iguais a Microsoft . Quando era Ibook era colorido. Ela copiou o design dos notebooks com processadores sparc. Em resumo procurem nesta vasta internet . E vale lembrar que sun tinha um sparc de alumio. Não abra um sparcbook . Não abra um ibook . Não abra um macbook. Nao abra um Surface Book . Qual a novidade ? é que não devemos abrir um notebook da Microsoft. Sim isso é novidade kkkk. Novidade Tipica para pessoas que falam selfie mas ainda possuem autorretrato com os amigos fotografadas com filme 36 poses kkkkkk.
Feripe Hatsune
Concordo contigo, Status também influencia e muito na compra o iQualquerCoisa. Mas já conheci muitos cliente que tem um, e o motivo foi simplesmente praticidade, agora onde eles viram isso eu não sei. Eles obviamente já sabem da relação iTreco e iTunes, ambos não vivem sem o outro. E o Bluetooth nem preciso comentar.
Adriano Northingan
se la, ainda prefiro montar eu mesmo, assim posso deixar a minha cara e de quebra aumentar a vida útil
Matheus Gonçalves
É... o preço dele tá muito acima do que eu estava esperando pagar. Mesmo aqui nos EUA. Ele tá mais caro que o MacBook Pro.
Hao123
o Android é complicado e vive não tendo memória
Vamos por partes: O iOS (iPhone e etc) é que é complicado, pois raciocina comigo: Como que passa uma música pra um iTreco? Como que passa um arquivo por Bluetooth? Ainda acho a usabilidade do Android muito melhor se comparada com a do iOS. Quanto a memória, tenho que concordar que há fabricantes como Samsung, LG e Sony que cagam a experiência do SO. Seja por disponibilizar pouca memória por default ou por poluir demais a interface padrão do sistema. Ainda acho que a maioria (veja, é quase uma generalização) compra iPhones e afins muito mais por STATUS do que pela "facilidade", afinal de contas a maioria dos que compram esses produtos mal sabem adicionar um contato na agenda do celular.
Jonathan Zanella
De SSD eu não acompanhei como está, na época de disco rígido eu havia lido que 49% das falhas em PCs eram por causa do HD. Eu realmente não vejo motivos práticos para deixar estas coisas bloqueadas, só vejo como motivo para forçar o cara a comprar um novo. Mas acho um tiro no pé, se eu tiver que jogar meu surface fora porque tive um problema no SSD ou na memória, dificilmente eu irei comprar outro surface.
Hao123
Pelo que vi a memória é soldada, então provavelmente não há nada a se fazer nesse caso. Quanto ao SSD, concordo que deveria ser 9/10 o índice de reparo deste item.
abraaocaldas
Configuração top de linha a partir de R$22000 no mercadolivre...
Kawe Antonio
Apesar de preferir produtos fechados e prontos pra serem usados, ter a possibilidade de dar um upgrade é interessante. A troca de peças (HD para SSD, por exemplo) dão uma sobrevida no produto, algo importante em um produto caro e que você tem a intenção de mantê-lo por alguns anos. Espero que com o feedback, a MS melhore isso no próximo modelo do Surface Book, como aconteceu com a MS Band em relação ao design.
Matheus Gonçalves
Exato! Por isso comentei de deixar fácil de acessar pelo menos o SSD, sabe? Vamos ver o que acontece no futuro. Valeu cara! Tamo junto!
Jonathan Zanella
Realmente não sei qual a realidade fora do Brasil, mas aqui é comum as pessoas terem Macbooks durante anos e fazerem pequenos upgrades. O meu macbook é um early 2011, fiz o upgrade dele para 8GB de ram e pretendo substituir o drive de cd por um ssd, as duas alterações são bem fáceis de serem feitas, basicamente só precisei tirar os parafusos da base e tive um acesso bem fácil a essas áreas, porém se eu precisar trocar algo como a placa mãe, sei que não é possível fazer fora da assistência. Notebooks por si só normalmente são difíceis de serem alterados, porém bateria, memória e disco rígido/ssd precisam ser de fácil subtituição. Considerando que este é o primeiro e a MS está muito mais aberta a comunidade, espero que o próximo modelo venha "melhor". Em tempo, excelente post Toad, primeiro de muitos :)
fromRiften
Naõ adianta nada querer algo que simplesmente funcione. Mas não estar disposto a pagar os R$8.000 que a Apple vai te cobrar por um Macbook. Prefiro ficar com os meus dispositivos complicados mesmo. Tecnologia não deveria ser luxo em lugar nenhum do mundo.
Matheus Gonçalves
Pois é, eu também continuo muito interessado no produto. Acho que tivemos a mesma reação então. Pô, muito obrigado pelas boas vindas e pelo elogio. A partir de hoje o foco é o Tecnoblog, apesar de todo o carinho que tenho pelo MB e por todos meus colegas de lá.
Henrique Mello
Ótimo post @Toad, e seja bem vindo! Uma pena mesmo esse índice tão baixo de reparabilidade, mas não diminuiu minha vontade de ter um Surface book. Só me fez perceber que é melhor ter dinheiro pra comprar a melhor configuração possível :( A propósito, vai continuar escrevendo no MeioBit também? Gosto muito dos seus posts lá.
Fabio Vieira Lima
Eu gosto de montar peça por peça. Comecei a gostar a partir do dia em que meu POSITIVO deu a louca e não quis mas funcionar (detalhe, um desktop) quando abri para verificar (até parece que sou técnico) percebi que tinha um NOTEBOOK dentro do meu PC (ou quase) processador soldado na placa, memória RAM de notebook e uma micro PLACA-MÃE, só se salvou o HD e a fonte (e claro o gabinete). Tive que comprar outros componentes (placa-mãe, processador e memória RAM) e eu mesmo fiz a montagem.
Feripe Hatsune
A maioria das pessoas querem um computador que funcione, não interessa o que tem dentro dele, apenas que funcione, isso já é realidade a um bom tempo, e é por isso que Macs e iPhones vendem tanto, para muitos (com dinheiro), o Android é complicado e vive não tendo memória, e o PC sai mais caro porque vive "dando pau" e tem que chamar o pri...digo o técnico.. Não estou sendo fanboy, é apenas o que andei observando já a um bom tempo.
Alan Patrik
Gostei, mas dependendo do modelo ainda vale o MacBook! Acredito que a Microsoft acertou a mão, por isso seus parceiro devem abrir os olhos.