Generalizando a Teoria da Gravitação de Newton, Albert Einstein propôs a equação de campo, análoga à relatividade geral, demonstrando, basicamente, a curvatura do espaço-tempo. Mesmo que você não entenda nada de astrofísica, nem tente fugir: todos os termos anteriormente citados estão presentes em seu cotidiano e agora é a hora de colocá-los à prova.

Recentemente, a Agência Espacial Europeia (ESA) resolveu tirar proveito de um pequeno acidente com um foguete russo em nome da ciência. Em agosto de 2014, a nave Soyuz foi lançada da Guiana Francesa e acabou perdendo dois satélites após uma injeção orbital errada, tornando-os inúteis na tarefa de obter dados de navegação. Até agora. Doresa e Milena, como foram nomeados os satélites, serão aproveitados para medir a dilatação do tempo pela gravidade.

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Considerando uma injeção orbital de sucesso, os satélites da missão Arianespace Soyuz Flight VS09 deveriam orbitar elipticamente, mas devido ao erro do foguete, Doresa e Milena hoje vagam em órbitas circulares alongadas pelo espaço, aproximando e afastando-se da Terra. Graças a esse fato e aos relógios atômicos presentes em suas estruturas, cientistas da França e Alemanha poderão acompanhar a aceleração e desaceleração do tempo em relação à proximidade da órbita terrestre.

Albert Einstein reapresentou a Teoria da Relatividade Geral atrelando a dilatação temporal à Teoria da Relatividade de Newton, com a premissa de que relógios de energia potencial baixa diante de um campo gravitacional (uma órbita planetária, por exemplo) andariam mais devagar, ou seja, que o tempo na órbita geoestacionária seria mais lento graças à força da gravidade.

E isso poderá ser contestado (ou comprovado) dentro de um ano, período em que o experimento será realizado — coisa que não era feita há décadas, vale mencionar: o último estudo comprovando a dilatação temporal foi publicado por Tetsu Hiroshige em 1976. Veremos.

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Marco Pacheco
Me manda um e-mail. Abraços
John Tigel
Marco sei que ja passou um bom tempo sobre o assunto mas gostaria de ver suas consideracoes. obrigado. Quer que eu te mande um email?
joaocarloshollanddebarcellos

O Trem Jocaxiano
Por Jocax Novembro/2016
===========================

Resumo: Este artigo mostra duas situações bastante simples e análogas em relação ao experimento mental clássico
(conhecido como o 'Trem de Einstein') que explica a dilatação temporal e depois aponta uma contradição entre elas.

O Trem de Einstein

É familiar a todo estudante de teoria da relatividade restrita a experiência mental que mostra
a dilatação temporal ocorrendo quando se postula a invariancia da medida da velocidade da luz.
Podemos ver, a seguir, alguns links de sites com exemplos:

O trem de Einstein e a dilatação do tempo:

1- http://acervo.novaescola.or...

2- http://www.infoescola.com/f...

3-http://alunosonline.uol.c...

Podemos ver, nestes exemplos clássicos, que o observador que vê o feixe de luz ir e voltar pelo mesmo caminho em seu referencial,
(nestes exemplos o observador que se encontra dentro do vagão onde também se encontra a fonte de luz)
calcula um tempo menor para o percurso da luz do que o observador que observa a luz fazendo um caminho mais longo,
como parte de um "triângulo" (neste caso, o observador na estação).

Por isso, o relógio do observador que está no vagão anda mais devagar em relação ao observador que o que está parado na estação
(que mede um tempo maior para o percurso da luz), de modo que, para ambos, a velocidade da luz seja a mesma (=c).

Este Fenômeno este é conhecido como "dilatação temporal".
( Resumindo sofre dilatação temporal quem observa a luz fazer o menor caminho, neste caso, quem está dentro do trem em movimento ).

Tudo muito didático e simples. Eis que então surge o Trem Jocaxiano .

O Trem Jocaxiano

O trem jocaxiano nada mais eh que o velho trem de Einstein com um belo furo no chão ! :-)

Quando o trem passa , uma lanterna, parada no solo da estacao, emite um feixe de luz através do furo e entra no trem em movimento bate no teto espelhado do trem
e volta para a mesma lanterna que emitiu o feixe(se o furo for suficientemente grande).

Ou seja, quando o trem jocaxiano passa, a luz entra pelo furo bate no teto e volta pra lanterna fazendo um vai e volta semelhante
ao Trem de Einstein mas, quem está na estação agora é que observa a luz ir e voltar pelo mesmo caminho (o caminho mais curto!).

Já para o observador que está no vagão em movimento a luz faz um percurso mais longo, como uma parte de "triângulo".
Ou seja, quem está no vagão em movimento observa um caminho *maior* do feixe de luz do que o observador parado na estação.

Portanto , como os dois observadores devem medir a mesma velocidade para a luz, o tempo, dentro deste Trem jocaxiano,
passa mais rápido do que para o observador que está parado na estação e vê a luz fazer o menor caminho.

Assim, neste caso, sofre dilatação temporal quem está fora do trem, em repouso. Isto é o tempo passa mais rápido para o observador
no trem em movimento: aquele que observa a luz fazer um caminho mais longo.

Paradoxo

Portanto este experimento mental mostra que temos um paradoxo na relatividade restrita, o mesmo trem físico,
os mesmos observadores, sofrem uma dilatação temporal que depende de onde parte a luz , se de dentro do trem ou fora dele !!

Referencias:
O Paradoxo das Gemeas:
https://social.stoa.usp.br/...

joaocarloshollanddebarcellos
O Trem Jocaxiano Por Jocax Novembro/2016 =========================== Resumo: Este artigo mostra duas situações bastante simples e análogas em relação ao experimento mental clássico (conhecido como o 'Trem de Einstein') que explica a dilatação temporal e depois aponta uma contradição entre elas. O Trem de Einstein É familiar a todo estudante de teoria da relatividade restrita a experiência mental que mostra a dilatação temporal ocorrendo quando se postula a invariancia da medida da velocidade da luz. Podemos ver, a seguir, alguns links de sites com exemplos: O trem de Einstein e a dilatação do tempo: 1- http://acervo.novaescola.org.br/ciencias/fundamentos/einstein-teoria-relatividade-dilatacao-do-tempo-605460.shtml 2- http://www.infoescola.com/fisica/dilatacao-do-tempo/ 3-http://alunosonline.uol.com.br/fisica/dilatacao-do-tempo.html Podemos ver, nestes exemplos clássicos, que o observador que vê o feixe de luz ir e voltar pelo mesmo caminho em seu referencial, (nestes exemplos o observador que se encontra dentro do vagão onde também se encontra a fonte de luz) calcula um tempo menor para o percurso da luz do que o observador que observa a luz fazendo um caminho mais longo, como parte de um "triângulo" (neste caso, o observador na estação). Por isso, o relógio do observador que está no vagão anda mais devagar em relação ao observador que o que está parado na estação (que mede um tempo maior para o percurso da luz), de modo que, para ambos, a velocidade da luz seja a mesma (=c). Este Fenômeno este é conhecido como "dilatação temporal". ( Resumindo sofre dilatação temporal quem observa a luz fazer o menor caminho, neste caso, quem está dentro do trem em movimento ). Tudo muito didático e simples. Eis que então surge o Trem Jocaxiano . O Trem Jocaxiano O trem jocaxiano nada mais eh que o velho trem de Einstein com um belo furo no chão ! :-) Quando o trem passa , uma lanterna, parada no solo da estacao, emite um feixe de luz através do furo e entra no trem em movimento bate no teto espelhado do trem e volta para a mesma lanterna que emitiu o feixe(se o furo for suficientemente grande). Ou seja, quando o trem jocaxiano passa, a luz entra pelo furo bate no teto e volta pra lanterna fazendo um vai e volta semelhante ao Trem de Einstein mas, quem está na estação agora é que observa a luz ir e voltar pelo mesmo caminho (o caminho mais curto!). Já para o observador que está no vagão em movimento a luz faz um percurso mais longo, como uma parte de "triângulo". Ou seja, quem está no vagão em movimento observa um caminho *maior* do feixe de luz do que o observador parado na estação. Portanto , como os dois observadores devem medir a mesma velocidade para a luz, o tempo, dentro deste Trem jocaxiano, passa mais rápido do que para o observador que está parado na estação e vê a luz fazer o menor caminho. Assim, neste caso, sofre dilatação temporal quem está fora do trem, em repouso. Isto é o tempo passa mais rápido para o observador no trem em movimento: aquele que observa a luz fazer um caminho mais longo. Paradoxo Portanto este experimento mental mostra que temos um paradoxo na relatividade restrita, o mesmo trem físico, os mesmos observadores, sofrem uma dilatação temporal que depende de onde parte a luz , se de dentro do trem ou fora dele !! Referencias: O Paradoxo das Gemeas: https://social.stoa.usp.br/paradoxosrelat/blog/paradoxo-das-gemeas
Felipe
Uma video aula de física sobre Dilatação do Tempo muito maneira não precisa assistir tudo pode pular pra 10:00 do vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=PKLLUL4-jV4
Felipe
Se a medida de tempo mudar, significa que o tempo absoluto muda? pq existe ºC, ºF e ºK... existe Km, Milhas e até anos luz; e a distancia nunca mudou, o q muda é o modo que lemos a medida utilizada... Não significa que 7 polegadas é menor do que ~18 centimetros; assim como a idade de uma pessoa, nessas condições, não irá mudar só porque a medita de tempo mudou... na minha opinião.
Marco Pacheco
Higa, Recebeu o e-mail?
Marco Pacheco
Morei em VL até os meus 18 anos. Estudei no Republicano! Ainda tenho grandes amigos morando na região!
Ricardo - Vaz Lobo
Ok, obrigado.
Ricardo - Vaz Lobo
Olá Pacheco. Vou aguardar as correções por parte do TB. Acredito que terão algum trabalho. Morei lá alguns anos e deixei como parte do perfil do twitter.
Marco Pacheco
Tá me perguntando se aqui estudamos parapsicologia???? Juro que fui na Wikipédia ver quem era o Sheldrake! Não, não há relevância e nem utilidade!
Marco Pacheco
Bruno, mande um e-mail para mim. Marco.a.pacheco at gmail.com
Marco Pacheco
Renata, Eu enviei um e-mail ao Higa. Foram tantos erros, mas tantos, tantos, que eu prefiro encaminhar por e-mail. Há erros teóricos em física, erros de compreensão do artigo original em inglês, erros de geometria básica... Se desejar que eu lhe envie o e-mail escreva para meu e-mail pessoal março.a.pacheco ar gmail.com. Eu lhe responderei através de meu e-mail profissional. Abraços
Marco Pacheco
Os satélites não são inúteis. A redatora é que não mencionou que a órbita está sendo corrigida!
Marco Pacheco
Olá Ricardo, o Higa entrou em contato e acabo de enviar os comentários. Como foram muito, vou ver o que o tecnoblog vai fazer com eles antes de postar aqui. Se desejar, posso compartilhar os comentários convosco. Escreva para meu e-mail pessoal marco.a.pacheco at gmail.com Em tempo: você é de Vaz Lobo, que fica entre Irajá e Madureira no Rio de Janeiro? Abraços
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