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Você poderá comprar créditos do Google Play em padarias e bancas de jornais

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2 anos e meio atrás
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São Paulo, Brasil 23-11-2015 matéria sobre recarga do Google Play Store fita no comércio da praça da Sé. Fotos Fernando Martinho.

Adesivo de recarga em uma banca próxima à Praça da Sé, em São Paulo. (Foto: Divulgação/Google)

Depois de começar a vender cartões de presente em estabelecimentos no Brasil, o Google lançou outra iniciativa para aumentar as compras no Google Play. A empresa está divulgando nesta terça-feira (24) mais um sistema de recarga para a loja de aplicativos, realizado por meio das máquinas de recarregar celular pré-pago.

Para fazer a recarga é simples: é só visitar um dos 230 mil estabelecimentos cadastrados, identificados com o adesivo “Recarga Google Play” e informar o atendente o valor a ser pago. A quantia mínima é de R$ 15, mas também é possível recarregar R$ 30, R$ 50 e R$ 100.

Ao fazer o pagamento no estabelecimento, o usuário receberá um código e deve seguir as instruções para adicionar a quantia na conta. Basta entrar em “Resgatar” no menu lateral do Google Play e inserir o código, como mostra a imagem abaixo.

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Recibo da recarga.

Recibo da recarga.

Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o país que mais baixa aplicativos e jogos no Google Play. A maioria é composta de apps gratuitos, mas não necessariamente porque o público não quer pagar por conteúdo. De acordo com a Blackhawk, principal distribuidora de vales-presente por aqui, os cartões do Google Play se tornaram os mais vendidos do país em apenas seis meses. São 3,2 mil estabelecimentos que vendem os cartões.

Cristiano Andrade, gerente de parcerias de varejo do Google, diz ao Tecnoblog que a implementação da recarga pelas maquininhas foi feita após um grande aprendizado de qual é o público da empresa. “Quando a gente começa a olhar que 3/4 dos celulares usam linha pré-paga, o Android roda em 81% dos smartphones no Brasil, 40% da população não tem conta no banco, vemos que só cartão de crédito limita muito os consumidores”, diz.

“Há um universo enorme que tem um smartphone, consome conteúdo digital de uma maneira pré-paga e ainda não havia nenhuma forma de pagamento para trazer esse público ao Google Play”, completa Andrade. Quando o vale-presente foi lançado, o Google começou a perceber que quem usava ele pela primeira vez não mudava para outro método de pagamento, provavelmente porque era o único disponível.

São Paulo, Brasil 23-11-2015 matéria sobre recarga do Google Play Store fita no comércio da praça da Sé. Fotos Fernando Martinho.

Andrade conta que as cidades de Catu (BA), Imbé (RS) e Bataguassu (MS) já usaram a recarga por maquininha, o que não aconteceria se houvesse apenas o vale-presente; as três cidades têm menos de 50 mil habitantes e não possuem um varejista grande o suficiente para oferecer o cartão. É a primeira vez que o Google aceita a recarga por esse método.

Além disso, a recarga pela maquininha é um método que o brasileiro já está acostumado. “Ele já vai para a farmácia, padaria ou banca de jornal, por exemplo, para fazer recarga do celular. Tanto que usamos a mesma nomenclatura, ‘recarga’, para adaptar ao hábito que o brasileiro já tem”, diz Andrade.

É provavel que qualquer cidade acima de 10 mil habitantes tenha uma opção de recarga pela maquininha, devido à parceria do Google com a Rede Tendência e a RV Tecnologia. Não são todas as máquinas que suportam a novidade devido a limitações de fornecedores, mas Andrade diz que até 300 mil equipamentos devem suportar a tecnologia até dezembro.

Com isso, o executivo espera um grande crescimento na quantidade de usuários, o que também impactará no crescimento da compra de aplicativos no Google Play. Aliás, não só aplicativos: a primeira semana com o novo método de pagamento teve um consumo variado de filmes, livros e jogos, segundo a empresa.

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