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Dell XPS 13: o “MacBook” que roda Windows

Com tela incrível, acabamento de primeira e hardware parrudo, laptop custa a partir de R$ 8,5 mil

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4 anos atrás
Nota Final 9.3

No final do ano passado, a Dell decidiu atualizar a sua linha doméstica com acabamento premium, batizada de XPS. Resolvi testar o XPS 13, que agora tem processador i7 da geração Skylake e algumas melhorias no touchpad e na bateria.

Com qualidade de construção impecável e tela com resolução altíssima, o XPS 13 pode ser tido como o concorrente direto do novo MacBook, mas ainda ganha em alguns aspectos. Só o preço que é parecido: o modelo que eu testei custa mais de R$ 10 mil.

Em uma faixa de preço tão alta, o que o XPS 13 pode oferecer de tão bom? Será que não há mesmo uma alternativa melhor? Coloquei essas dúvidas à prova e descrevo nos próximos parágrafos a minha experiência com o notebook da Dell.

Design e acabamento

Não foi à toa que o XPS 13 ganhou o apelido de “MacBook que roda Windows” neste review. O acabamento é digno de um laptop da Apple. Na verdade, me arrisco a dizer que só o novo MacBook chega perto (em termos de qualidade de construção) do XPS 13. Ele deixa até os MacBooks Air e Pro para trás.

O acabamento é feito de alumínio unibody, trazendo um visual muito mais sofisticado para o notebook. Os cantos são chanfrados e riscam com certa facilidade, mas só dá para ver se você olhar contra a luz bem de perto. De qualquer forma, eu não me canso de olhar para esse laptop e admirar a sua beleza.

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Uma desvantagem dessa construção de alumínio é que ela suja relativamente fácil, com marcas de dedos e quaisquer outras coisas que entrarem em contato com o seu XPS. Outro ponto negativo é que o alumínio conduz calor facilmente, então ele fica bastante suscetível a mudanças de temperatura: de manhã o XPS estará um gelo, mas com algumas horas de uso não dará mais para deixá-lo diretamente no seu colo.

Já na parte de dentro, o que mais chama atenção é a tela de 13,3 polegadas, que é basicamente a única coisa visível quando o notebook está aberto. Não só pela excelente qualidade do painel (que vou detalhar mais a frente), mas porque a Dell decidiu colocar um display que ela chama de InfinityEdge, com pouquíssimas bordas laterais.

Isso é positivo por inúmeros fatores. A finíssima borda preta ao lado do display quase nem é visível e mantém o laptop portável e compacto. Além de nem parecer que são 13 polegadas de tela, toda a minha atenção fica centrada no que realmente importa: a tela. Sou muito fã de bordas finíssimas ao redor do display em smartphones e posso dizer que o efeito “wow” nos laptops é o mesmo. Seria uma ótima tendência para o mercado.

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De quebra, o XPS fica confortável para ser carregado na maioria das mochilas (e, às vezes, até na mão para curtíssimas distâncias). Com 15 mm de espessura e pesando apenas 1,29 kg, o XPS 13 é quase tão leve quanto o novo MacBook (que pesa 0,92 kg e tem 13,1 mm), com acabamento parecido, mas hardware significativamente melhor.

a webcam é muito mal posicionada

No entanto, ser tão compacto assim também tem suas desvantagens. Se você fizer alguma videoconferência, provavelmente vai se deparar com a pergunta “por que tem um dedo na frente da câmera?”, como o Thiago Mobilon fez em uma reunião do Tecnoblog. Isso acontece porque a Dell decidiu colocar a webcam no canto inferior esquerdo do XPS, logo abaixo da tela e em um dos piores lugares para isso acontecer.

Dessa vez, a justificativa da empresa foi a de que as bordas laterais do notebook eram finas demais para abrigar uma câmera no lugar comum. Não sei se seria um esforço tão grande assim, mas… É um lugar muito ruim para se incluir uma webcam. Se você faz muitas videochamadas e pensa em comprar um XPS 13, prepare-se para ter que levantar bastante a tela.

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Voltando aos pontos positivos: a base é revestida de fibra de carbono, um material um pouco emborrachado que fica super leve na construção em geral. Combinou muito bem com todo o acabamento preto e cinza do laptop e não deixa a desejar na qualidade. Não tive problemas com sujeiras, riscos, marcas de dedos ou mesmo superaquecimento: até que esse material lida bem com o calor.

Outro detalhe que dá a característica de um produto premium ao XPS 13 é a retroiluminação no teclado. Ela tem apenas dois níveis (forte e médio), mas ajuda muito em situações em que a iluminação do ambiente não está colaborando. Sem contar o aspecto visual, que dá um toque muito mais profissional ao laptop. Vale mencionar que o teclado possui um clique bem raso, provavelmente algo que a Dell teve que fazer acontecer para deixar o XPS mais fino. Não me incomodei com o clique menor do que o comum e é fácil se acostumar com o tempo.

Outro fator que você provavelmente vai ter de se acostumar é o padrão internacional de teclado. O layout não tem cê-cedilha e acentos fáceis como quaisquer outros teclados de padrão brasileiro, então provavelmente será uma curva de aprendizado até você “reaprender” a digitar no XPS.

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Uma vantagem é que no Windows 10 há como forçar o padrão brasileiro, então o teclado acaba tendo cedilha e acentos fáceis, mas é estranho porque às vezes o que você pressiona não condiz com o que aparece na tela (a tecla de ; vira ç, por exemplo). Mas eu usei esse padrão desde o começo e acabei me acostumando.

o touchpad simplesmente funciona

Outro aspecto que me fez pensar que eu estava em frente de um MacBook com Windows foi o touchpad. É simplesmente o melhor que eu já usei na minha vida e os motivos nem são absurdos. Ele simplesmente funciona. O cursor não chegou a “pular” ou “flutuar” e tive pouquíssimos cliques não intencionais.

O interessante é que você sente que o touchpad faz parte do corpo do notebook, porque o revestimento emborrachado fica muito parecido com a fibra de carbono na base do laptop. Toda a superfície do touchpad é clicável, e uma pressão para baixo faz você perceber que os cliques na verdade são bem fortes. O touchpad com certeza entra na lista das partes mais bem construídas do XPS.

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Com um corpo tão fino, você deve imaginar que a Dell mataria as portas USB comuns e recorreria ao USB-C para defasar todos os nossos cabos e criar um pesadelo de compatibilidade. Ainda bem que não o fizeram. Na lateral esquerda do notebook estão presentes as entradas do carregador, um USB padrão, outra entrada para headset e uma porta Thunderbolt 3 com USB-C.

Confesso que fiquei um pouco chateado quando não encontrei nenhuma porta DVI/VGA ou HDMI para conectar o XPS aos meus dois monitores e aproveitar todo o poder de processamento do laptop. De qualquer forma, se você estiver com um XPS em mente e precisa usar uma dessas portas, é bom ter a compra de um adaptador em mente.

Essa entrada de headset também é bem interessante. É algo que já vem sendo tendência em laptops: em vez de colocar uma entrada para fone e outra para microfone, eles apenas adaptaram o conector de 3,5 mm dos smartphones para os PCs. Ficou muito bom! Quando eu conecto algo nessa porta, o XPS me pergunta o tipo de dispositivo (microfone, fones de ouvido, headset, alto-falante e outros) para configurar o áudio corretamente.

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Já na lateral direita está presente outra entrada USB e um leitor para cartão SD. Não uso muitos dispositivos, então achei razoável só duas portas USB. Vale mencionar que não há nenhum leitor de CD ou DVD, o que só deixaria o laptop mais grosso. Algumas pessoas podem sentir falta, mas… É realmente necessário?

Superando a falta de um leitor de CD e descobrindo outros meios para ouvir música ou consumir mídia, você vai perceber como o alto-falante do XPS é excelente. Outra característica do laptop que entra para a lista das melhores que eu já vi na categoria. O som é estéreo e de altíssima qualidade, além de ser muito alto.

Também é interessante ver outros pequenos detalhes que a Dell prestou atenção ao montar o XPS 13. Na frente do dispositivo, há um LED no centro da base, que fica branco quando o laptop está carregando e laranja quando a bateria está fraca. O LED circular característico da Dell em volta do carregador também é muito legal.

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Ainda nessa parte frontal há dois microfones digitais de matriz dupla. Em conjunto, eles trabalham para entregar a melhor qualidade de reconhecimento de voz ao usuário. E funciona: as chamadas de vídeo ou os áudios que você gravar vão ficar com uma qualidade excelente.

Por fim, a parte inferior do XPS também é bem bonita. É nela que ficam as duas tiras elevadas de borracha para o laptop não escorregar em qualquer superfície que estiver. Além disso, há uma linha para o cooler (que esquenta bastante) e uma plaquinha escrito XPS que, quando levantada, mostra informações como certificações e número de série. Foi um jeito bem bonito de esconder esses dados imprescindíveis.

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a beleza no xps 13 está no conjunto

Acho importante destacar que não é só um acerto de design ou acabamento que faz o XPS 13 o laptop com a melhor qualidade de construção que eu já vi. A beleza está no conjunto: ele é muito bem montado, tem construção de qualidade ímpar e não é só uma única característica que se destaca. A qualidade de construção do XPS 13 é um lembrete constante de que você pagou caro por um produto premium. Em todos os aspectos.

Hardware e tela

O hardware também é um dos pontos de destaque da linha XPS, afinal, a Dell define que os notebooks dessa família foram “projetados para serem os melhores”. A tela com certeza cumpre esse quesito: ela é revestida com Gorilla Glass NBT, a opção da Corning para superfícies maiores, oferecendo maior resistência contra riscos.

Por dentro, o display é um UltraSharp com resolução QHD+, de 3200×1800 pixels. É bem próxima da resolução 4K (3840×2160 pixels). Em uma tela de apenas 13,3 polegadas, a qualidade fica incrível. Várias vezes eu me pegava observando como os ícones ficam lindos e a reprodução de cor é excelente nessa tela com densidade de 276 pixels por polegada.

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Uma desvantagem do vidro brilhante (glossy) usado no display é que ele reflete muita luz, então você provavelmente vai ter que deixar o brilho no máximo em ambientes que não estão cobertos apenas por iluminação artificial. Ela tem suas vantagens (como melhor reprodução de cores), mas pode ficar cansativo olhar para ela por longos períodos de tempo se a iluminação ambiente não colaborar.

Nos modelos que não têm tela touchscreen (infelizmente, não são vendidos no Brasil), a tela é mais fosca (matte), então reflete menos e fica mais confortável de usar. Seria uma característica a se considerar se essa versão fosse vendida no Brasil. Por ora, teremos de nos contentar com um display que reflete mais, mas também é excelente.

Mesmo assim, seria interessante se o modelo sem touch estivesse disponível aqui no Brasil. Não só porque a Dell promete uma bateria com maior autonomia, mas porque nos Estados Unidos ele custa cerca de 30% menos que o modelo com touchscreen (menos a versão com processador i7, que não é vendida sem touch).

Fico pensando se vale pagar o preço mais caro para ter as novas funções de tablet e touchscreen do Windows 10. No XPS 13, que não é um laptop “2 em 1” como a linha Yoga, da Lenovo, acho que não vale o preço mais caro. Até que é legal poder navegar pela web, ler PDFs ou usar aplicativos tocando na tela, mas com um touchpad tão bom e preciso eu não senti necessidade.

Fora que o uso do touch ainda é um pouco inconsistente no Windows 10. A Microsoft fez o seu melhor para animar os desenvolvedores a adaptarem seus aplicativos, mas não deu muito certo. Programas como Spotify, Slack ou Chrome reconhecem o touch quase como se fosse um mouse, o que é horrível. Em aplicativos nativos, como Edge, Nextgen Reader e Twitter, a experiência de uso foi interessante. Mas, de qualquer forma, dispensável.

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Quanto ao hardware em si, é um dos melhores que eu já usei. A versão que recebi do XPS 13 tem um i7 da sexta geração (Skylake), modelo i7–6500U com dois núcleos a 2,5 GHz e arquitetura 64-bit. Aliado com um SSD de 256 GB, praticamente todos os aplicativos voam. Não preciso esperar quase nada para o notebook ligar e o uso, no geral, é veloz.

Esse processador vem com a nova GPU Intel HD 520, que tem performance interessante. Resolvi reviver o meu Steam para testar alguns jogos médios e pesados e ver até quanto o componente poderia suportar. O Portal 2, jogo relativamente leve, rodou sem problemas na resolução de 1366×768 pixels com qualidade média, o que trouxe uma experiência relativamente boa.

Já o BioShock Infinite, um jogo mais pesado, rodou sem nenhum engasgo com todas as configurações no mínimo e a mesma resolução, de 768p. É claro que o XPS 13 não vai ser a sua primeira escolha para um notebook gamer (até porque não é nem esse o propósito da linha), mas é interessante ver como ele lida com alguns jogos que não funcionariam tão bem em laptops mais comuns.

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O único problema que eu tive em relação ao hardware do dispositivo foi com o driver de vídeo. Algumas vezes, o vídeo simplesmente parava de funcionar e travava, emitindo o aviso de que “o driver de vídeo parou de responder e se recuperou”. Nada catastrófico, mas era uma experiência um tanto incômoda nos dez segundos em que acontecia. Nem atualizar o driver resolveu.

Software

Essa é uma das partes mais controversas do XPS. Apesar de ter acabamento e hardware (e preço) dignos de um MacBook, ele ainda roda Windows 10, um sistema operacional que pode ser encontrado em dispositivos que custam um décimo do preço do XPS. Ou seja: muitos têm uma relação de amor ou de ódio com o sistema. Mas, confesso: fora o meu costume com o ambiente do OS X, não senti muita falta do sistema da Apple durante o meu tempo com o XPS.

Isso porque a Microsoft fez um excelente trabalho com o Windows 10. E a Dell, claro, seguiu esse bom caminho e conseguiu integrar muito bem as características do hardware com os recursos do software, o que torna a experiência de uso muito mais consistente. O touchpad, por exemplo, tem ótimos recursos no software, como o gesto com três dedos que mostra todas as janelas.

Por sinal, o gerenciamento de desktops ficou muito bom. Gosto muito desse recurso no OS X e foi fácil adaptar o meu uso ao sistema. Fora alguns problemas pontuais no driver e uma tela azul de vez em quando, o Windows 10 se mostrou muito rápido e estável.

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Outra bola dentro que a Dell deu foi reduzir ao máximo o número de aplicativos pré-instalados. Fora os do Windows 10 como Dinheiro e Clima, a Dell só incluiu seu software de atualização e de gerenciamento de áudio e de vídeo, que funcionam junto com o i7. Só. Sem jogos inúteis. Sem programas de limpeza que você nunca vai usar.

Há apenas uma ressalva: o McAfee incluso por padrão, que toda hora queria fazer varredura no XPS. Acabei desabilitando porque não havia necessidade, mas ele pode ser útil para… Bom, ocupar espaço. Ainda bem que dá para desinstalar.

Algumas vezes, o software me incomodou com a inconsistência da resolução nos aplicativos. Edge, Chrome, Telegram, Spotify, Slack e outros se adaptaram bem com a resolução QHD+ do XPS (escalados em 200%), mas outros, como o Evernote e alguns avisos do sistema, ficaram um pouco borrados.

Bateria

Com todo esse hardware parrudo, o XPS atinge as 11 horas de duração que a Dell promete? Bom… Não. Mas a bateria de quatro células também não é ruim: usando o laptop apenas na faculdade, durante uma aula de cerca de quatro horas, a bateria caiu cerca de 50%, com o modo de economia de energia ativado.

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bateria

Nesse estado, o laptop estava com Edge, Twitter, Telegram e Slack abertos, além do Wi-Fi ativado. Deixei o brilho em mais ou menos 50%. Acredito que ele deve segurar de cinco a seis horas com esse modo ativado em uso moderado.

Já no intenso, sem o modo de economia de energia, eu não contaria com o notebook para ter uma duração de mais de quatro ou cinco horas, então é bom levar o carregador se você for passar o dia com o laptop. De qualquer forma, a bateria não decepciona muito.

É claro, tem notebooks de seis células com resolução mais baixa e hardware pior que conseguem de seis a sete horas na bateria. Mas, considerando que o XPS tem resolução QHD+, é de se esperar que a bateria não dure tanto quanto telas piores — o display é um dos itens que mais consomem energia.

Conclusão

Como eu apontei no começo deste review, a melhor qualidade do XPS 13 não é a tela, o hardware, o acabamento ou algo em específico. É o conjunto. Uma alternativa para o título seria “o notebook das Meninas Superpoderosas” em vez de “o MacBook que roda Windows”. Por quê? Bom, o XPS é um laptop que tem açúcar, tempero e tudo o que há de bom.

Falando sério: observando o quão difícil é encontrar um laptop com tantas características boas no Brasil, o XPS 13 é, de longe, o meu favorito. Ele não tem um “é bom, mas…” como subtítulo. A tela é excelente. O acabamento também. E isso não impede o desempenho geral de ser espetacular.

Mas é claro que tudo isso vem com um preço: o modelo que eu testei, com processador i7 e SSD de 256 GB, custa R$ 10.894 à vista no site da Dell. No boleto, ele custa um pouco mais que o MacBook Air de 13 polegadas, também com SSD de 256 GB, mas com processador i5.

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A questão é que não é tão justo comparar o XPS 13 com o MacBook Air. Não só porque ele tem 8 GB de RAM ou um i7 de última geração, mas também porque o hardware (incluindo a tela) chega mais perto de um MacBook Pro com tela Retina. Além disso, o acabamento é digno (ou até melhor) de um novo MacBook.

Comparei o XPS 13 com todos esses modelos de MacBook porque é a maneira mais fácil de mostrar como o conjunto entregue é consistente e não deixa a desejar. Sem contar que, em termos visuais, o XPS 13 tem uma beleza única, com bordas laterais finíssimas e acabamento de primeira.

Então você provavelmente já adivinhou qual é o meu veredito: sim, vale a pena. Mas, ainda mais em tempos de crise econômica, nem todo mundo tem R$ 10 mil para investir em um notebook. Ainda por cima, numa faixa de preço tão elevada, muitos podem optar pelos MacBooks pela simples vontade de desfrutar do ecossistema da Apple.

É algo que você tem que colocar na balança: como já estamos num patamar de “dinheiro infinito”, vale a pena a economia de alguns milhares de reais para usar Windows? Eu diria que sim, principalmente porque o MacBook Pro com um hardware parecido custa mais de R$ 5 mil a mais.

Mas ainda assim é muito dinheiro. Se a Dell optasse por trazer os modelos do XPS 13 sem touch ao Brasil, seriam eles que eu recomendaria, pelo preço significativamente menor. Como não temos esse luxo, acho que a melhor opção é a variante do XPS com i5 e SSD de 128 GB. Pouco armazenamento, mas ainda estaremos na geração Skylake e com 8 GB de RAM (ou seja, o desempenho não deve cair tanto). Ele custa cerca de R$ 8,5 mil, também à vista.

Nota Final 9.3
Design
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Tela
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Teclado
10
Touchpad
9
Desempenho
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Bateria
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Software
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