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Telefônica não patrocina mais a Campus Party

Agora é a Telebras que oferece a conexão (40 Gb/s)

Jean Prado Por
4 anos atrás

Responsável pela conexão ultrarrápida da Campus Party há oito anos, a Telefônica revelou nesta quinta-feira (14) que não vai mais patrocinar o evento. A Telebras entrará no lugar da operadora na edição 2016, oferecendo uma conexão de 40 Gb/s (gigabits por segundo), 10 Gb/s a menos que na Campus Party do ano passado. A empresa também é responsável pelo Plano Nacional de Banda Larga e pela infraestrutura de fibra óptica de companhias como Petrobras e Eletrobras.

O corte do subsídio pode ter a ver com um plano de redução de custos para aumentar a eficiência da empresa, segundo o site Valor Econômico. Ao veículo, Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, reconheceu que perder um patrocinador é ruim, mas que não será um problema para o evento.

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Além da conexão, a Telefônica / Vivo promovia geração de conteúdo, como palestras, workshops e maratonas de desenvolvimento. Ela era a principal patrocinadora do evento, além de ter feito curadoria para temas de destaque na Campus Party, segundo nota divulgada pela Telefônica para a edição de 2015 do evento.

Apesar da crise econômica em que o Brasil se encontra, Jorge Bitter, presidente da Telebras, afirmou ao Valor que o custo do investimento na feira não é tão alto. "Não é um custo insuportável. Já temos a estrutura instalada no Anhembi e vamos destacar profissionais para trabalhar na manutenção", afirmou ao veículo. A feira será realizada no Centro de Exposições Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, entre os dias 26 e 31 de janeiro.

Na edição de 2014, o Tecnoblog pôde visitar a estrutura que oferecia a conexão de 40 Gb/s da edição. Dois links ligados diretamente às centrais da operadora eram implementados e trabalhavam em redundância. Assim, se um caísse, o outro já assumia a conexão.

A situação pode ser mais grave para a Campus Party porque o projeto de incentivo da Lei Rouanet não foi aprovado. Ele subsidiaria R$ 4 milhões do evento, mas o Ministério da Cultura não aceitou a categorização do evento como uma atração cultural. A edição deste ano deve custar R$ 10 milhões para ser organizada.

Por fim, Farruggia garantiu ao Valor que o montante proveniente de patrocinadores foi o mesmo do ano passado. Neste ano, outro destaque de patrocínio é da operadora TIM, que pretende usar o evento para reforçar o Live TIM, serviço de banda larga fixa. Empresas como Visa, Wizard, PayPal e Submarino também patrocinam o evento.

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