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Airbus se alia ao Uber para oferecer transporte por helicóptero

Emerson Alecrim Por
Airbus H130

Airbus H130

Muito congestionamento? Não tem problema, basta chamar um helicóptero pelo Uber. Parece brincadeira, mas a empresa está mesmo flertando com esse tipo de serviço. Já há até negociações avançadas com fornecedores: segundo o Wall Street Journal, a Airbus fechou um acordo para disponibilizar helicópteros para o Uber.

A ideia não é nova. Em maio do ano passado, por exemplo, o Uber fechou uma parceria com a Helipass para disponibilizar helicópteros do aeroporto Nice-Côte d’Azur, na França, para o festival de cinema de Cannes. O trajeto, que dura sete minutos, custou 160 euros por passageiro.

Mas ali havia uma jogada marketeira. Agora, o Uber quer testar a ideia com um pouco mais de seriedade, por assim dizer. O envio de helicópteros a partir do aplicativo do serviço virará um projeto piloto dentro dos próximos dias.

Quem dá a notícia é Tom Enders, diretor-executivo da Airbus. Caberá à companhia oferecer ao Uber helicópteros Airbus H125 e Airbus H130. Uma empresa baseada em Utah, nos Estados Unidos, ficará encarregada de disponibilizar boa parte da frota.

Airbus H125

Airbus H125

Os testes devem começar no dia 21 com a disponibilização de helicópteros para a edição 2016 do Festival Sundance de Cinema. A empresa não comenta, mas Enders informou ao Wall Street Journal que o Uber mandará carros para buscar os passageiros e levá-los até o local de embarque.

Ainda não há informações sobre preços, mas é certeza que as "corridas" de helicóptero não serão baratas, ainda que os custos venham a cair com o passar do tempo se o "UberCopter" (ou seja lá que nome a modalidade vier a ter) virar um serviço oficial e permanente.

De qualquer forma, o efeito desses testes no curto prazo será o de atrair atenção para o Uber, algo que a companhia sabe fazer com maestria, diga-se. Talvez daí surja um modelo de negócios, mas é necessário tempo para que isso aconteça.

Airbus H125

Airbus H125

Quando esse dia chegar, a Airbus quer estar lá. A empresa pretende ampliar a sua presença no segmento de helicópteros, principalmente agora que as companhias de gás e petróleo (clientes importantes para esse tipo de aeronave) estão cortando custos para enfrentar os preços baixos das commodities. Essa medida inclui adiar a aquisição de helicópteros.

Acompanhar o Uber é importante não só para deixar a Airbus mais próxima do ambiente de inovação tecnológica proporcionado por empresas como Tesla, Alphabet (Google) e Facebook (além do próprio Uber, é claro), como também para, de fato, viabilizar um novo e, talvez, promissor modelo de negócio.

Um serviço de acionamento de helicópteros via app também envolve os operadores tradicionais desse segmento, ou seja, essas empresas não perderão espaço — a experiência delas, assim como a sua base de pilotos, é indispensável para o sucesso da modalidade. Isso significa uma só coisa: uma expansão do negócio que, por sua vez, leva à aquisição de mais aeronaves.

Esse é o tipo de ideia que pode beneficiar todos os lados, portanto. Mas vamos com calma. Por ora, tudo não passa de um experimento.

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Thiago Nunes
Pode até ser verdade com alguns motoristas, porém a menos que eles sejam autônomos, a culpa não é deles, pois o mercado em si, do jeito que é tratado não os ajuda. Não é atrativo para o consumidor. Muitas pessoas que conheço e eu mesmo SÓ paga um TAXI quando é extremamente necessário e não como meio de transporte mesmo. Há uma grande diferênça entre esses aspectos.

Oque eu vejo é algo similar ao que a ABTA faz com os serviços de stream como NETFLIX. Ao invés de fazer o seu serviço ser interessante ou atraente para os consumidores o preferirem em detrimento do concorrente, eles querem derrubar o concorrente e continuar com a mesma bosta de serviço. =/

Pelo menos é o que posso observar. Eu sou cliente da NET e da VIVO no que tange a tv por assinatura e sou cliente do NETFLIX, assim como possuo veículo próprio (moto), mas em caráter de emergência uso pelo menos 1 vez a cada 60 dias um táxi (estimativa, pois minha moto velha quebra muito XD). O que notei é que ambos serviços poderiam melhor (ficarem mais atraentes aos lhos dos consumidores) em vários aspéctos para que as pessoas se interessassem mais por eles, só que eles simplesmente não o fazem, prefrem pilhar a imaginária "concorrência" (pois como trata-se de serviços para clientes diferentes, nem deveria sem concorrência oa meu ver, mas eu não sou especialista é claro) e ficarem mal vistos por quem já não era adepto dos serviços do que fazer algo efetivo par melhorar.

Espero que essa modalidade dê certo. E que a força esteja com vocês e o UBER.
Marcos Dias
Enquanto isso os motoristas parceiros nao dinheiro nem pra tomar cafe na padaria...rs
Nilberto Melo
Chegar de patrão na balada kkkkkk
Ramon Pereira
se não me engano teve algo semelhante na CES desse ano. eles estavam oferecendo rides com o uso de helicóptero por uma fare de $100 USD por passageiro.
Ricardo - Vaz Lobo
Onde o Uber entra, sempre rola uma confusãozinha com quem já prestava serviço semelhante...