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Estão os tablets em perigo de extinção?

As vendas de tablets estão caindo progressivamente, mas isso não é exatamente o prenúncio do fim

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2 anos atrás
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Sway - iPad

Talvez você se lembre dos netbooks. Esses laptops de tamanho reduzido e baixo custo viraram febre há alguns anos. Quase todo mundo queria um. Mas não demorou para esse tipo de computador cair no esquecimento. Embora em um ritmo bem mais lento, parece que o mesmo está acontecendo com os tablets, tanto que há gente especulando que esses dispositivos irão sumir do mercado. Será?

Sumir de verdade, ao ponto de não haver mais interesse de nenhum fabricante, é pouco provável. Mas é inegável que o segmento de tablets está passando por uma fase de readaptação: as vendas desse tipo de produto continuam expressivas, mas vêm caindo em escala global.

Essa percepção fica mais clara se analisarmos a situação da linha iPad. Na terça-feira (26), a Apple divulgou os resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre fiscal de 2016 (encerrado em 26 de dezembro de 2015), dando motivo de sobra para os investidores comemorarem: no período, a companhia teve receita de US$ 75,9 bilhões, dos quais US$ 18,4 bilhões correspondem a lucro.

O pivô desses números tão impressionantes é a linha iPhone. Só no último trimestre de 2015, quase 75 milhões de unidades do aparelho foram vendidas no mundo todo, um total que gerou receita de US$ de 51,7 bilhões.

O iPhone vai bem, mas o iPad...

O iPhone vai bem (apesar de suas vendas terem crescido apenas 0,4% no último trimestre), mas o iPad…

Com a linha iPad, porém, os resultados não foram nada animadores: 16,1 milhões de unidades do tablet foram vendidas no mesmo período. É um número importante, não há dúvidas, mas no primeiro trimestre fiscal de 2015, 21,4 milhões de unidades haviam sido comercializadas.

Se olharmos para o restante do segmento — aquela fatia que concentra tablets com Android — veremos que a situação não é melhor. Companhias como Samsung, LG e Asus também estão enfrentando reduções nas vendas de tablets.

Ainda não há dados oficiais, mas o IDC estima que as vendas do semento caíram pelo menos 8% em 2015. Para 2016 as coisas não devem ficar mais confortáveis: a CTA, entidade que organiza a feira CES, prevê queda também de 8% nas vendas globais de tablets na comparação com o ano passado.

Afinal, o que se passa?

O principal atrativo de um tablet é o tamanho da tela. A maioria dos modelos conta com displays cuja dimensão varia entre 7 e 10 polegadas. O problema é que, aos poucos, os usuários foram percebendo que tela maior não implica, necessariamente, em melhor experiência de uso.

Assistir a vídeos, visualizar fotos e jogar certamente são atividades que ficam mais interessantes nos tablets. Por outro lado, há uma infinidade de aplicativos que não aproveitam o tamanho mais generoso da tela de um dispositivo do tipo, fazendo com que a experiência de uso pouco mude na comparação com um smartphone. Isso acontece principalmente no universo do Android.

Esse aspecto, por si só, já é suficiente para muita gente desistir de ter um tablet (é o meu caso). Mas há outro que, provavelmente, influencia mais nessa decisão: o tamanho da tela dos smartphones aumentou.

Tablets, principalmente para Android, ainda esbarram na falta de apps específicos para telas grandes

Tablets, principalmente para Android, ainda esbarram na falta de apps específicos para telas grandes

Mesmo entre modelos de custo intermediário, é cada vez mais difícil encontrar smartphones com tela medindo menos de 5 polegadas. Para muita gente essa é uma troca bastante razoável: uma ou duas polegadas a mais já é suficiente para que o tablet não faça falta.

Dá para dizer que Coreia do Sul e Japão foram os países que iniciaram o movimento em prol dos smartphones grandalhões. Por lá, o consumo de conteúdo audiovisual no celular é uma prática bastante disseminada. Usar um tablet para isso enquanto você está no metrô, por exemplo, não é muito cômodo, mas um smartphone com tela grande consegue cobrir essa lacuna. Daí a preferência por esses dispositivos.

Há pelo menos mais um fator que contribui para a perda de ritmo do segmento: novos tablets oferecem pouca inovação em relação a modelos mais antigos, logo, é comum consumidores que já possuem uma unidade não terem pressa para trocá-la.

Nem tudo está perdido

Os netbooks “morreram” porque, no final das contas, os usuários viram que esses equipamentos não são tão práticos e os substituíram por laptops ultrafinos ou mesmo por dispositivos móveis. Os tablets, porém, enfrentam uma readequação no mercado: a demanda por esse tipo de produto está caindo, mas não a ponto de empurrar o segmento para o limbo.

Um levantamento da J. Gold Associates mostra, por exemplo, que o uso de tablets nas empresas deve crescer até 155% em três anos, pelo menos nos Estados Unidos. Pudera: há muitas atividades que são mais bem atendidas com esses dispositivos. É o caso de vendedores que visitam clientes. Exibir detalhes de produtos no tablet pode ser muito mais conveniente do que em um laptop.

Nesse sentido, a aposta da Apple no iPad Pro, aquela versão com tela de 12,9 polegadas que, como o nome indica, foi pensada para atividades profissionais, é bastante coerente. O modelo é de nicho, portanto, não deve ter muita saída. Em contrapartida, o iPad Pro tende a ter um ritmo de vendas mais estável.

iPad Pro

iPad Pro

A Microsoft trilha um caminho parecido com os tablets Surface. A linha não é um fenômeno de vendas, mas encontra espaço significativo no meio da clientela corporativa.

Entre os consumidores finais os tablets continuarão tendo espaço. Tem gente que vê utilidade neles para estudar, para trabalhar ou simplesmente para assistir vídeos antes de dormir, por exemplo. No entanto, esses dispositivos estão passando a fazer parte da categoria de produtos que despertam interesse, mas não têm prioridade. Aí as vendas caem mesmo.

Como muita gente ainda encontra utilidade nos tablet, é realmente pouco provável que esse tipo de gadget desapareça das prateleiras, pelo menos nos próximos meses. Porém, no longo prazo, o cenário pode ficar mais tenebroso se a lição de casa não for feita: a indústria precisa trazer mais inovação para o segmento, mas só conseguirá isso se parar de tratar os tablets como versões estendidas dos smartphones.

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  • Islan Oliveira

    Qual a vantagem pra um usuário comum em usar um tablet em vez de um smartphone? Pelo menos pra mim, a combinação notebook+smartphone supre tudo que uma tablet teria a oferecer de vantajoso.

    • Ed

      Atividades específicas, como:
      – Leitura (livros, apostilas, PDFs): no celular, por maior que seja a tela, fica muito pequeno e difícil de ler. No computador já melhora, mas fica não tão portátil, porque você precisa ter uma mesa para deixar o notebook, sem contar que é bem mais pesado.
      – Jogos: Isso apenas para alguns com maior detalhamento, caso contrário jogar no smartphone é bem mais prático.
      – Navegação web básica em casa: é mais cômodo que o smartphone, e mais portátil que o notebook, além de ter bateria mais duradoura. É ideal para ter como “computador de sofá”.
      – “Brinquedo” para crianças: acho desnecessário (e até prejudicial) dar gadgets para crianças, mas muitos pais fazem isso. Nesse caso um tablet é mais fácil para elas manusearem que um smartphone, porque a tela maior exige menos precisão.

      Agora em todas as outras atividades possíveis, concordo que notebook e smartphone são melhores.

      • Leitura: Kindle.

        Jogos: 3DS.

        Navegação web básica em casa: (???) conceito super abstrato. celular (sendo que os celulares tem telas cada vez maiores) e computador cobrem em 90% dos casos.

        “Brinquedo” para crianças: nicho.

        • Relativo.
          Uso o Kindle pra leitura de livros mas, pra ler artigos da web ele é pífio. Não há como ter uma boa experiência web nele e até hoje eu não encontrei um aplicativo bacana do tipo send to Kindle que mandasse os artigos em boa estrutura pra uma leitura tardia. Além disso, a tela é bem pequena. Achei que seria satisfatória, mas muitas vezes o tamanho incomoda. Acabo preferindo utilizar o iPad pra todo tipo de leitura não-extensiva, já que a luz da tela me deixa com muita dor de cabeça.

          Quanto ao 3DS…..sinceramente o meu está jogado desde que terminei de zerar o ORAS. Os jogos grátis existentes na eShop são bem ridículos, e a maioria deles já existe em quase todas as plataformas mobile. Fora isso, os preços dos jogos físicos é relativamente bem alto aqui no Brasil. Ainda existe a questão da tela…Se você tem um XL até vai, mas pra mim que tenho o simples, a tela pequena acaba incomodando (fora a resolução baixíssima).

          Enfim, na minha opinião, enquanto tiver público, vai vender.

        • Josiel Hen

          A questão é a de se usar apenas um device pra fazer tudo isso, não deve ser comodo pra muitos terem de levar adicional na bagagem ou mesmo se incomodar em ficar comprando um kindle pra ler, um 3DS pra jogar, um celular pra ligação, um not pra ler e-mail. O tablet supri 90% dos casos.

        • Allex Maycon Izaias

          Ok, você vai comprar tudo isso?

          Andar com tudo isso na rua?

          Não dá certo, ter um dispositivo específico pra cada tarefa não é bacana. E eu sou universitário o Kindle por exemplo só serve pra um leitura digamos light, literatura, não pra abrir um livro, editar um trabalho.

          O notebook é grande e pesado, atrapalha carregar ele, se eu ligo um notebook mesa, não tem lugar pra caderno, e por aí vai…

          Então os tablets tem sim uma utilidade bem definida, cabe as empresas apenas focar nisso, desenvolver um sistema mais otizado a certas atividades e com certeza as vendas voltariam a subir.

        • Leonardo Caldas

          Os Kindle com os tamanhos disponíveis atualmente não são bons para qualquer tipo de leitura que fuja à de livros simples, com pouca formatação. A meu ver, o último de bom tamanho que a Amazon fez foi o DXG.

          Esse sim tinha um tamanho excelente tanto para a leitura de livros quanto de PDFs.

          • Ed

            Mesmo tendo um tamanho adequado para ler PDF, ele ainda peca por ter um processador lento e tela monocromática. Tente abrir um livro em PDF com imagens nele… =/

            É por isso que eu não compro um Kindle. A maior parte do material que eu leio está em PDF e as ferramentas de conversão para ebook não são satisfatórias.

    • abraaocaldas

      Eu acho o meu s5 com tela de 5,1″ minusculo . Quero um de 6″ mas as opções disponíveis não são boas.

      • Minatonami

        tô na espera do nexus 6p por causa disso

        • abraaocaldas

          Não consigo pagar R$3 mil num celular.

          • Minatonami

            eu também não. por isso vou esperar bastante

    • Supersonic

      Meu pai substituiu o notebook pelo ipad já que as atividades dele se restringem a ler email, ver noticias, e para mim também, não tenho mais necessidade de carregar notebook em viagens, o ipad basta.

      • Islan Oliveira

        Pra isso prefiro um smartphone mesmo.

      • Renato Martins

        meu pai tem smartphone, mas adora ler notícias no ipad.. o cara tem 63 anos, não curte aquela tela do celular para horas de leituras… fica na rede horas no seu tablet de 7″, muito mais cômodo e confortável.

  • Antony

    Usava meu Note 8 pra fazer anotações no trabalho, e pra jogar a maioria dos jogos a tela de 8″ ainda é mais divertida. MAS, devido ao uso constante nos dois anos e pouco que eu tenho ele a bateria não dura muito e não fui atrás de trocar, então tá encostado. Contudo, ainda é um baita hardware pra idade dele.

    • Taichou12

      Cara tbm tenho o note 8, depois que coloquei o cyanogenmod ele ganhou fôlego e hj uso ele mais que meu note.

      • Antony

        Usei CM nele por um bom tempo, mas a bateria DE USO na Stock é bem melhor. Já em Deep Sleep, a CM fica mais de uma semana.

  • tuneman

    o mercado de tablets está passando por isso aqui:

    • Yep. Também não vejo como se a demanda caísse. A demanda potencial caiu sim, mas a demanda em si não caiu, só está satisfeita. Quem tinha que comprar, já comprou ou está presta a comprar. No futuro, muitos (longe de serem todos) farão reposições se ainda acharem o modelo de gadget atrativo.

      • Manoel Guedes

        Você esta correto, tenho um Galaxy Tab S2, uso para ler ou jogar deitado numa rede, tenho ele desde que foi lançado e sinceramente só irei comprar outro se ele queimar e se não conseguir adaptar-me ao um Smartphone de 5,5

        • tuneman

          eu tenho um smartphone de 5” e já acho grande demais.

    • Mas esse gráfico não vale pra todos os produtos. Ao menos, não como uma relação igualitária de fatia x tempo.
      Notebooks, por exemplo, são realidade há anos. E não há nada que pareça estar sequer perto de tirar esse produto de seu trono. O mesmo com smartphones.

      As fatias de Pragmáticos e Conservadores, neste caso, são bem mais compridas, quando levamos em consideração o fator tempo.

      • Talvez a comparação entre notebooks e laptops seja prematura. Eu não sou nenhum guru de mercado, mas os tablets de sucesso me parecerem que estão saindo da categoria star pra virar cash cows, enquanto os notebooks foram de question mark pra star muito rápido e depois viraram dogs.

        • Na verdade eu não fiz uma comparação. Eu fiz um paralelo pra evidenciar uma diferença.

          Outro exemplo: televisores de tela plana. Estão aí firme e forte, só evoluindo, sem sinal de queda de vendas.

          Refrigeradores? Também. Fogões? Mais ainda. Existem enormes diferenças entre esses produtos, e o comportamento do consumidor em relação a eles foge deste gráfico.

          • Sim, por isso classifiquei como cash cows. Não tem muito pra onde crescer, além do óbvio crescimento populacional e de qualidade de vida da demanda, mas vão continuar dando muito dinheiro.

      • tuneman

        Ainda não tira o notebook de seu trono… Mas já tirou o desktop… Vamos ver os próximos 5 anos

        • Na verdade quem tirou o desktop do trono foi justamente o notebook.

          • Manoel Guedes

            No que tenho visto com as pessoas próximas, quem tirou o desktop do trono foi o Smartphone, para trabalho sim foi o notebook.
            Minha esposa usava muito o computador para redes sociais, depois que aderiu ao Smartphone só liga ele para trabalho. Meu irmão e sua esposa também, a galera do trabalho só liga o pc/notebook em casa só se for para um trabalho casual que usa CAD, GE ou SIG.

          • Marcelo

            Sim, mas todos eles ainda tem pc ou note…esse é o ponto…

            Podem usar menos…ok… mas duvido que houve uma substituição massiva…

            Até pq já faz um tempo que qualquer pc ou note funcionam muito bem sem precisar atualizar ou trocar…

          • Manoel Guedes

            O ponto não é a substituição radical, jogando o PC já comprado fora, mas deixa de comprar um PC novo, antes algumas pessoas comprava PC para diversão (jogos simples e redes sociais), com o Smartphone a parte de jogos simples e redes sociais fica suprido.

  • Suely Almeida

    Bom, enquanto houverem e-books e netflix, tablet ainda tem utilidade pra mim. Pq, né? Se não for pra ler em papel, só na tablet mesmo, smartphone não dá não… muito pequeno pra isso!

  • Eliézer José Lonczynski

    MS previu a queda no desejo das pessoas pelos notebooks e tablets e junto com parceiros criou os conversíveis. Ninguém tá tendo grana também pra ter um device que só serve pra ver filme e jogar candy crush.

  • Supersonic

    Uma coisa que acho que aconteceu é que as fabricantes esperavam que as pessoas trocassem de tablet como trocam de celular, o que não aconteceu, o mercado saturou, quem pretendia ter tablet já comprou e vai comprar outro só quando esse não funcionar mais.
    Acho difícil o tablet morrer tem vários nichos como o de vendedores, em vários cursos e até escola e usado como instrumento de estudo, aqui em casa e em muitos casos substituiu o notebook pois este era usado por muitos apenas para atividades básicas, a tela de 10 polegadas ainda é muito melhor que de um smartphone de 5 ou mais para navegar e ver videos.

  • um fato importante, e que pode garantir que esse mercado tenha uma senhora sobre-vida, é a quantidade de tablets para crianças, ou utilizado por crianças. Quase todos os filhos de amigos meus possuem um tablet ou utilizam um ao menos durante algumas horas por dia.

    • Será que pega? Não são produtos em geral muito caros? Não duvido, mas não apostaria na idéia.

  • Raphael Ribeiro Silva™

    Se o Brasil fosse de fato um país que, “ajudasse” com a diversidade de produtos (tanto na questão de qualidade como de preço), talvez, poderíamos substituir toda essa “parafernália” por um híbrido decente (por exemplo, um Surface).

    ______ Surface…😍

  • Renato Oliveira

    Ninguém levou em conta a não depreciação de tablets? Os tablets assim como os PCs na maioria daz vezes não são trocados de ano em ano ou menos do que isso como no caso dos smartphones. Por exemplo quem aqui tem um iPad 2 ,é de 2011 se não me engano , e ainda dá conta. Acho que se a pessoa usa ele em casa apenas não tem motivo pra trocar,não que no caso dos smarts tenha mas não acontece isso.

    • Supersonic

      Exatamente o que eu falei, muitos usuários de tablet ficam com o aparelho por mais tempo que o smartphone, a maioria ainda devem estar usando seu primeiro tablet, aqui em casa ainda estamos com o ipad 2 comprado em 2012.

      • Renato Oliveira

        É isso ai. Não vejo quase ninguém vendo essa questão óbvia.

      • Renê Cruz

        Exactamente… Estou no meu terceiro tablet de 2011 pra cá… Só troquei o segundo, pq após três anos de uso, a tela apresentou defeito…

    • emersonalecrim

      Como assim ninguém levou isso em conta? Eu menciono esse aspecto no texto.

      • Renato Oliveira

        Perdão ,eu que não consegui me expressar. Eu quis dizer que isso é o maior fator. Eu vi no texto isso apenar quis comentar como se pra mim fosse o maior motivo pras vendas desse produto despencarem.
        Excelente texto,aliás, como sempre.

  • Vinícius

    Eu acho muito bom para ilustração , ainda quero um só pra isso .

  • Adriano Northingan

    Se la não entendo muito como funciona esse mercado, posso arriscar o grande problema é que os tablet não atingiu o publico de baixa renda, tipo eles tem bastante funções mais publico de baixa renda não se importa muito com isso um Smartphone supri isso tudo que eles precisa.

  • Lucas de Lima

    Eu por outro lado gosoto muito do meu tablet. Não paguei muito caro no meu (um samsung galaxy tab 4 bem simples) e ele me atende muito bem. A navegação na Internet com ele é excelente, ele é muito bom para se assistir vídeos no youtube, netflix, crunchyroll, principalmente para eu que passo muito tempo fora de casa.
    Acho que faltou levar em consideração o fato de os tablets terem um ciclo de duração muito maior que os celulares. O meu vai completar dois anos e não apresenta sinais de obsolescência. Minha irmã tem um Ipad 2, que apesar de travar para algumas coisas continua a surpreender pela sua idade.
    Mas de verdade, acho que o Jobs quando pensou no Ipad pensou em ler quadrinhos. Ler quadrinhos e mangás num tablet é uma experiência muito agradável, tão boa quanto ler em papel.

  • Anakin

    Acho um produto excelente mas que não me atende, eu penso que com o tempo, quando acaba a magia, as pessoas compram o que realmente elas precisam, e tablet acho que nem todo mundo precisa, o smartphone ja da conta.

  • Minatonami

    eu estou digintando esse texto de um netbook. que so comprei pela impossibilidade encontrar um dispositivo leve. procurei por meses sem resultado, um notebok com core i3 e SEM DRIVE DE CD/DVD, e não achei. meio quilo de peso inútil pra mim, preferi gastar num netbook, que é ruinzinho, mas pelo menos é leve

    • tuneman

      mas onde você procurou? utilizou o Econovia, por exemplo?

  • Roger Servilha

    Tenho smartphone de 5,5 polegadas, mas não abro mão do meu tablet de 8″, pois para leitura de documentos officce e PDF, principalmente no trabalho, não há melhor. Uso também em casa para jogos, email e outras coisas, deixando o smartphone com bateria sempre suficiente pra usar na rua. Mas vai depender sempre do perfil de cada usuário a necessidade de se comprar um tablet, espero que não se extingam.

  • Leonardo Caldas

    Pois eu digo que há pelo menos uma situação em que um tablet de pelo menos 10 polegadas é imbatível: Ler quadrinhos!

    Tenho um iPad Air que uso basicamente para leitura (quadrinhos, eBooks, etc), e digo que no dia em que lançarem um e-reader com e-ink colorida e com qualidade, vendo o tablet sem arrependimento.

  • Alexandre Silva

    Não sei pq dizem que os Netbooks morreram, oq morreu foi a forma de vende-los: Netbooks fracos, com telas que não suportam o W8-10 e sem funcionalidades praticas novas. Ainda existe mercado para eles, mas o advento dos tablets e celulares maiores influenciaram a escolha de notebooks com 13″ ao invés dos de 11″. Sobre os tablets tem a questão da comodidade dos celulares e tb a demora em renovar o aparelho ( eu tenho um ipad 4 e ele me atende muito bem, não sendo necessário troca-lo tão cedo).

  • J_Eduardo

    Não acredito que os tablets venham a desaparecer nem no curto e nem no longo prazo, apenas devem evoluir para encontrar sua posição de mercado. Eles surgiram como smartfones com telas grandes, correto? Até hoje os S.O. são praticamente os mesmos em ambos os dispositivos, mas se isso mudar,abre-se um caminho que vai bem além das opções já citadas na matéria e acredito que isso deva recoloca-los entre objetos de interesse novamente. Neste sentido a evolução dos hardwares ajuda bastante.
    Mesmo não sendo “entendido” do ramo de computador, mas como usuário de tablet e observador de como as pessoas interagem com seus gadgets, percebo que ele ainda precisa encontrar seu lugar, se posicionar e é isso que o mercado mundial está refletindo. Para o usuário de celular o tableb é útil e interessante se for uma extensão temporária de seu smartfone, com direito a uso da linha telefônica e das funções Smart. Neste sentido, vejo a Apple já alguns passos Adiantada , pois seus gadgets e MACS já converam, isso sem contar o apple car play e android auto.
    Além deste uso como extensão do smartfone, nos automóveis, é que deve se iniciar um novo campo, pois vejo estes aparelhos como parte integrada dos futuros automóveis, não apenas sendo telas grandes do painel de instrumentos. Imagino que em breve, os automóveis podem ser centrais retransmissoras da sua central de dados doméstica e com os tablets e smartfones cada passageiro se conectará e acessará o conteúdo que assim desejar em separado. Pode ser, que até mesmo que ao escolher o carro, tenhamos que escolher o tamanho do tablet ou marca de nossa preferencia.
    Saindo do mundo dos automóveis, em nossas casas, as funções serão variadas e pensando a partir da realidade de novos hardwares e sensores embutidos nas maquinas, isso fará explodir de vez a chamada “internet das coisas”, pois num futuro onde tudo vai “conversar” com tudo, o computador (tablet) pode ter a função de controle remoto universal de casa, alem do seu computador remoto pessoal.
    Imagine um tablet que se usa no carro, no trabalho, nas viagens, que em casa apoiado sobre a mesa conectado sem fios a teclados físicos ou virtuais vira o seu computador para enviar arquivos ou produzir textos e planilhas ou outras funções e audio e video .
    Mesmo no futuro os jovens deverão estudar e para tal os tablets ainda serão ferramentas praticas e interessantes. na sala complementados por teclados viram cadernos, nos laboratórios, sendo maquinas de hardware mais possantes e com mais sensores, podem ajudar a realizar experimentos práticos.
    Em um futuro com tantas possibilidades, acredito que seja impossível que o tablets acabarem, apenas serão um parte de novas revoluções….e isso ainda sem incluir tantas outras formas de se pensar o “tablet”e as novas tecnologias que ainda estão surgindo….

  • Rodrigo Gomes

    Eu acredito que tenho o “melhor” de todos esses mundos (com aspas gigantes, pois há vários gaps, em especial de desempenho) com o Asus Transformer Book T100. Ele é um tablet e também é um netbook (ou notebook) com o melhor sistema operacional para essa tarefa, na minha opinião (Windows 10) e com desempenho suficiente para ser meu acessório na faculdade e em atividades em que utilizaria um tablet (filmes e jogos casuais). Fora que existem diversos 2 em 1 com desempenho muito superior. Talvez seja o nicho de mercado com mais potencial.

  • marcus lahoz

    O fato é que os hardwares estão melhores e não é necessária a troca todo ano, o mesmo acontece com os desktops e com laptops. Além do mais estes itens estão perdendo o apelo do lançamento e deixando de ser tão importantes.

  • João Calandreli Filh

    Como assim o Surface não é um fenomeno de vendas?
    “Microsoft já vende mais tablets online que a Apple nos EUA” http://www.tudocelular.com/windows/noticias/n64534/Microsoft-ja-vende-mais-tablets-que-a-Apple-nos-Estados-Unidos.html

    Eu não tenho um surface, tenho um positivo 2×1 (zx3020), rodando windows 10. Melhor experiencia de tablet que já tive. Tablet com Windows é muito melhor, porque você pode rodar os seus programas do windows normalmente, abrindo um leque de opções muito maior. Lógico que o desempenho pra tarefas pesadas não é lá grandes coisas, mas dá pra ter uma experiencia de navegação na internet como desktop, 100%, e não a mobile, que é restrita em algumas coisas… Mas tem que ser o Windows 10, não o mobile, se for o mobile, fujam!

    • Conte-nos mais sobre seu ZX3020. Hoje uso o iPad pq troquei o caderno físico por um app de anotações direto na tela. O ZX dá conta desse tipo de coisa?

  • Renato Martins

    ótima análise. comprei meu tablet há 2 anos e nem penso em trocá-lo, mas uso pra ler, estudar, e quando quero fazer algo um pouco mais complexo.. tirando isso vai tudo no celular mesmo. e não penso em trocá-lo nem nos próximos 2 anos..

  • Diogo Superior

    Bom com a tecnologia espalhando nas mais diferentes plataformas, algumas tendem a diminuir com novas facilidades.

  • Davi Reinoldo

    O grande motivo na minha opinião é que tablet intermediário/bom é mais caro que uma TV 40″.. mais caro que um notebook!!! Ipad então nem se fala! da pra comprar um fusca!!! uahuahuah
    Como diz o texto, se eu já tenho smartphone por que tablet? O preço não é nem um pouco atraente…