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Campus Party: drones já ajudam a resolver problemas nos centros urbanos

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4 anos atrás

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Muitos eventos com temática high-tech destacam as tecnologias do futuro. A Campus Party não foge disso, mas se diferencia por dar bastante espaço para tecnologias que já estão presentes no nosso dia a dia, mas nem sempre percebemos. É o caso dos drones que os bombeiros de São Paulo usam para combater incêndios.

Se você já viu algum drone por aí, provavelmente a aeronave estava filmando um acontecimento (como um show ou um evento esportivo), monitorando uma área ou simplesmente realizando um voo de demonstração.

Mas a palestra Cidade dos Drones, realizada na quinta-feira (28) no palco principal da Campus Party, mostrou que essas cada vez mais presentes aeronaves não tripuladas podem ser usadas para ajudar a resolver problemas de centros urbanos, sejam eles pequenos ou grandes.

Drone com câmera

Em São Paulo, os bombeiros estão usando desde setembro de 2015 dois drones (um cedido pela prefeitura e o outro doado pela Receita Federal) para obter informações que ajudam a combater incêndios.

Os drones podem, por exemplo, fazer um voo sobre uma casa que está sendo engolida pelas chamas para mostrar, a partir de uma câmera, o ponto de origem do fogo ou se há alguém preso ali dentro, por exemplo. Segundo o capitão Otávio Barelli, um dos palestrantes, os drones já foram úteis no combate de pelo menos 20 incêndios.

Na verdade, esse é apenas um exemplo do quão relevante os drones podem ser para os serviços públicos. O evento revelou outro caso útil: a Secretaria de Saúde de São Paulo, em parceria com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), planeja utilizar aeronaves não tripuladas a partir de fevereiro para combater o mosquito Aedes aegypti.

Seria legal, mas, não, o drone não vai sair por aí perseguindo mosquitos com uma arma a laser. A aeronave vai sobrevoar pontos com acesso mais restrito para ajudar as autoridades a encontrarem focos de proliferação do inseto.

Esse monitoramento deve ser feito de diversas formas. O drone pode ser programado para sobrevoar áreas que já foram identificadas como foco do Aedes aegypti para mostrar se o problema não voltou a se manifestar ali.

De igual forma, a GCM deve usar o drone para encontrar áreas de mananciais invadidas ou terrenos que recebem descarte irregular de entulho que, por essas circunstâncias, podem acabar criando pontos de procriação do mosquito.

Imagem feita por um drone do Corpo de Bombeiros

Imagem feita por um drone do Corpo de Bombeiros

Barelli ressaltou que as vantagens são numerosas. Drones são equipamentos de custo relativamente baixo, podem ser empregados em diversos tipos de atividades e conseguem até evitar que helicópteros tenham que ser acionados para determinadas operações.

Com base nisso, a gente consegue imaginar outras aplicações para os drones nas cidades: monitoramento do trânsito, localização mais rápida de pontos de alagamento e por aí vai.

A gente só precisa ir com calma nessas ideias: não basta simplesmente comprar um drone e colocá-lo em uso. A operação dessas aeronaves deve seguir regras que, no Brasil, são estabelecidas pela Força Aérea Brasileira (FAB). Uma delas exige que cada voo seja comunicado à entidade com antecedência.

Pode parecer uma burocracia desmedida, mas não é. Como comentou Expedito Marques, diretor de telecomunicações da GCM, os drones são máquinas. Como tal, podem falhar e cair sobre alguém. A regulamentação, mesmo que exigindo grandes esforços para ser cumprida, pode ajudar a evitar esse tipo de incidente.

Quer saber mais? Você pode conferir a palestra Cidade dos Drones na íntegra no vídeo abaixo (pule para 1:56:00).

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