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A importância do email

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3 anos e meio atrás

Redes sociais vão e vem, serviços de mensagens instantâneas surgem e depois somem. Mas o email é diferente. Essa forma de comunicação online está aí desde os primórdios da internet e resiste bravamente à ação do tempo. Por quê? Há várias razões, mas a principal delas é fato de o email ser o espaço mais pessoal que você tem na internet.

Se o assunto é relevante, você armazena a mensagem para consultá-la futuramente, se necessário. Se não for, você simplesmente joga o email fora. Você não precisa responder uma mensagem que acabou de chegar imediatamente. E se há alguma coisa importante a ser mandada a alguém, o email é sempre uma opção segura de envio. Enfim, está tudo sob o seu controle.

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É verdade que o email já foi sinônimo de caos. Em um passado não muito remoto, spams e mensagens contendo malwares inundavam nossas caixas de entrada. Mas o email evoluiu: filtros avançados e algoritmos sofisticados conseguem barrar a grande maioria dessas armadilhas.

A tecnologia também melhorou a organização das nossas mensagens. Hoje há tags automáticas, por exemplo, que fazem com que encontremos qualquer email armazenado, não importa a data da mensagem. Para completar, pouca gente precisa se preocupar com espaço: hoje, os serviços de email oferecem vários gigabytes para armazenamento.

O divisor de águas foi o Gmail. Oficialmente, o serviço surgiu no dia 1º de abril de 2004. Tinha tudo para ser uma daquelas pegadinhas do dia da mentira que o Google tradicionalmente faz, mas não era. O seu principal atrativo foi justamente o espaço generoso para armazenamento de dados: 1 GB, de graça (só para constar, hoje o serviço oferece 15 GB gratuitos).

gmail

Naquela época, os serviços de email ofereciam caixas de entrada com apenas 1 MB, 2 MB ou 10 MB. A gente tinha que baixar as mensagens para o PC usando softwares como Outlook Express, do contrário a caixa de entrada ficava lotada.

Outra inovação trazida pelo Gmail foi a interface limpa, mas extremamente funcional. Foi ali, por exemplo, que surgiram as threads, forma de organização que agrupa as respostas a uma mensagem criando uma lista de conversação.

Mas não foi só Gmail que fez história. Quem não se lembra do Hotmail? O serviço surgiu em 1996 como um webmail gratuito. Essa foi uma característica importante: naquela época, a maioria das pessoas não tinha computador em casa; era importante ter uma conta de email que pudesse ser acessada pelo navegador a partir do computador do escritório, por exemplo.

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Esse pioneirismo fez o Hotmail ganhar muita popularidade, tanto que, pouco mais de um ano após o seu lançamento, o serviço foi comprado pela Microsoft, um negócio estimado em US$ 400 milhões.

Nos anos seguintes, o Hotmail manteve a popularidade, mas o serviço não conseguiu acompanhar o ritmo de inovação trazido pelo Gmail e outros concorrentes. A Microsoft precisava reformulá-lo completamente e assim o fez: em julho de 2012 nascia o Outlook.com. Em 2013, todas as contas do Hotmail já haviam sido migradas para o novo serviço — mas até hoje é possível usar o endereço @hotmail.com, vale ressaltar.

Foi uma mudança muito bem-vinda. O Outlook.com possui uma interface extremamente limpa e intuitiva. Você não se perde ao utilizá-lo: tudo está ao alcance de alguns poucos cliques (ou toques), seja na versão web, seja nos apps móveis do serviço.

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Seria injusto falar de pioneirismo sem mencionar o Yahoo Mail. O serviço surgiu em 1997, também como um webmail, só que não “do zero”: naquela época, o Yahoo precisava reagir urgentemente ao sucesso do Hotmail e o fez adquirindo o principal rival deste, o RocketMail.

A transição do RocketMail para o Yahoo Mail não foi fácil. Mas o esforço valeu a pena. O serviço de email do Yahoo se tornou bastante conhecido no mundo todo. Tamanha popularidade teve um efeito curioso: eram tantas as contas criadas que novos usuários estavam tendo dificuldades para encontrar um nome de login. Por conta disso, o Yahoo fez uma “faxina” no serviço em 2013. Nesse processo, nomes de usuários de contas inativas há mais de um ano foram liberadas para outros interessados.

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Tendo tanto tempo de existência, o Yahoo Mail teve que passar por várias reformulações para fazer frente aos rivais. A maior delas aconteceu também em 2013, quando o serviço ganhou uma interface muito mais prática e passou a oferecer, gratuitamente, 1 TB de espaço.

No Brasil também há serviços de email tradicionais, a maioria deles ligados a provedores. O UOL, por exemplo, oferece aos seus assinantes de seus pacotes caixas de entrada que começam em 11 GB de capacidade, mas há um plano pago específico para emails que oferece 100 GB.

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Já no iG, o iGMail disponibiliza várias opções de planos. O mais completo deles oferece 50 GB de espaço, antivírus e até suporte por telefone. O Terra, por sua vez, tem um serviço de email pago que traz, entre outros recursos, quatro contas adicionais com 5 GB de capacidade cada. A conta principal vem com 20 GB de espaço.

Tantas opções mostram o quanto o email continua — e continuará — sendo uma ferramenta importante. A gente muda a forma de uso, mas não deixa de utilizá-lo: hoje, provavelmente você prefere recorrer ao WhatsApp ou ao Facebook para mandar uma mensagem a um amigo, mas é pelo email que você vai receber boletos bancários, confirmações de voos, newsletters e assim por diante.

Talvez um dia encontremos um substituto, mas não há pressa para isso: o email é uma ferramenta de comunicação universalizada, que funciona sem complexidade e evolui sempre que necessário: caixas de entrada amplas, interfaces intuitivas e algoritmos avançados contra spam estão aí para mostrar que o email é antigo, mas não parou no tempo.

Este publieditorial é um oferecimento de Entrar Email.

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