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Como instalar o Remix OS no Windows ou Mac

Um guia completo para preparar o seu computador para o Remix OS e aproveitar tudo o que ele tem de melhor

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3 anos e meio atrás

Se você chegou até aqui, já deve conhecer o Remix OS: ele é um sistema operacional baseado no Android, mas com um visual completamente modificado. A plataforma se aproveita do ecossistema do robôzinho verde, com todos os seus aplicativos, e transforma-os em janelas, para trazer a produtividade de um desktop ao Android.

O sistema ainda está em alpha, mas é notável por ter uma boa experiência de usuário e cumprir o básico do prometido. Os aplicativos funcionam bem como janelas, e, apesar dos problemas, é divertido usá-lo por um tempo. Sem delongas: já publiquei um review completo do sistema aqui no Tecnoblog, e agora vou mostrar como configurei tudo, passo a passo. A instalação do sistema no pen drive é bem fácil. Vem comigo.

Pré-instalação

Usei três dispositivos para experimentar o Remix OS: um desktop, que é meu computador principal, tem um Core i5 Sandy Bridge, 4 GB de RAM e roda OS X (fiz Hackintosh!); um Acer Aspire E5-571-51AF, que tem um Core i5 Broadwell, 4 GB de RAM e roda Windows 10; e um Dell XPS 13, que tem Core i7 Skylake, 8 GB de RAM e roda Windows 10.

Dos três, acabei testando de verdade só no Acer, apesar de ter configurado o pen drive no desktop. Acabei tendo alguns problemas com a altíssima resolução do XPS, além do adaptador Wi-Fi, apesar do touch ter funcionado sem problemas. No desktop, os dois monitores não funcionaram, então decidi me limitar ao Acer nos testes (uma vez que estava usando o desktop para escrever este review).

Remix OS: funciona! Assine nosso canal no Telegram: https://telegram.me/Tecnoblog.

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Resolvi incluir o procedimento de instalação nesse review porque não há muitos tutoriais detalhados em português e, de quebra, posso contar como passei por alguns problemas na hora de deixar tudo funcionando. Vale lembrar que, como o Remix OS é bem leve baseado em Linux, o principal jeito de rodar o sistema é direto num pen drive, sem instalar no seu HD.

É importante lembrar que, como todo tutorial que serve para a maioria dos dispositivos, o procedimento pode variar de acordo com a sua configuração. Vou tentar abordar os principais preparativos e como adaptar o Remix OS para o seu PC, mas como o sistema ainda está em alpha, outras coisas podem funcionar (ou não) na sua configuração. Vamos com calma. Você vai precisar de:

  • Um pen drive com suporte a FAT32 de, no mínimo, 8 GB, de preferência com USB 3.0 e velocidade de escrita mínima de 20 MB/s. Esses dois últimos não são estritamente necessários, mas é bom lembrar que você estará rodando um sistema operacional no pen drive, então é bom ter uma velocidade de leitura/escrita considerável, se não o sistema pode ficar mais lento que o esperado. Para este tutorial, usei um pen drive HyperX com suporte a USB 3.0 e 16 GB de memória.
  • Um processador que suporte sistemas em 64 bits.
  • pacote do Remix OS para PC, nas versões Legacy ou EFI. Aqui depende da sua BIOS (detalharei mais à frente), mas a maioria das pessoas consegue rodar Legacy sem problemas; EFI é só para computadores mais novos, mas que pode funcionar melhor com algumas configurações atuais (vide computadores com Windows 8 ou superior com BIOS UEFI, ou qualquer modelo de Mac). O download pode ser encontrado nesta página, mas já adianto os links: Legacy (torrent), EFI (torrent), Legacy (direto), UEFI (direto). Se você está vendo este post algum tempo depois da data de publicação, aconselho entrar no site do Remix OS para baixar as versões mais recentes (se houver).
  • Se você usa Windows: a ferramenta de instalação remixos-usb-tool.exe, que vai automatizar a transferência da imagem do Remix OS para o pen drive. Ela já vem com os downloads acima, então você não precisa ir atrás de mais nenhum programa. Só se você preferir utilizar o Rufus, caso um HD externo esteja em mãos.
  • Se você usa Mac: uma ferramenta semelhante, que eu também vou ensinar a instalar abaixo. Ela chama UNetbootin.

Preparando a BIOS

Aqui está uma parte em que muita gente pode se confundir, uma vez que as BIOS vêm configuradas de diferentes formas por padrão. Se você baixou a versão Legacy do Remix OS, mas sua BIOS suporta UEFI por padrão (como eu), terá que fazer algumas configurações antes. Se a sua BIOS suporta apenas Legacy, você não deve enfrentar muitos problemas.

Para acessar a BIOS, basta ver no manual do seu dispositivo qual é a tecla para acessar as configurações, que varia de F1, F2 (usada no Acer e XPS), F12 (usada no desktop), Esc, Del, enfim. Vale consultar no manual da sua fabricante.

Se a sua BIOS suporta boot seguro, independente da versão do Remix OS que você baixou, é importante que você desabilite o boot seguro na opção que pode estar nas configurações avançadas da BIOS, normalmente na aba de Boot ou Configurações Avançadas. Em algumas BIOS (como a minha, que é uma UEFI da Gigabyte), essa opção não existe, mas é necessário mudar o OS Type para Other OS. Fique atento à essa opção.

Lembrando que você deve sempre poder bootar na versão do Remix OS que baixou. Se você baixou a versão Legacy, deve poder bootar em Legacy, seja como “Legacy only” ou “Legacy or UEFI”, varia se a sua BIOS suporta as duas opções simultaneamente ou não.

No XPS 13, eu tive que desabilitar o boot seguro e ativar o boot em Legacy, o que posteriormente não me deixa mais bootar no Windows (mas é só voltar às configurações iniciais depois que você terminar de brincar com o Remix OS que tudo passa a funcionar normalmente). No Acer, apenas tive que ir na tela de Boot e selecionar Boot Mode: [Legacy] e deixar o USB HDD (pen drive) como prioridade 1 no boot.

Se eu estivesse com o modo UEFI ativado no Acer, precisaria desativar o Secure Boot Mode na aba Security. Para fazer isso, é necessário antes definir uma senha de supervisor para desbloquear as opções. Depois, é só voltar na aba Boot e escolher Secure Boot: [Disabled]. Em outros computadores da fabricante o procedimento deve ser semelhante.

E, por fim, você deve alterar a ordem dos discos de boot para priorizar o pen drive, se não o computador vai sempre entrar no HD quando ele for iniciado, o que não queremos. Fique sempre atento à opção do Legacy e UEFI para ver se bate com a versão baixada, e se o pen drive escolhido no boot é Legacy ou UEFI, estando de acordo com qual arquivo você baixou.

Instalação (Windows)

Com todas as configurações da BIOS feitas (e revisadas), não é tão difícil preparar o pen drive para rodar o sistema, uma vez que a Jide oferece uma ferramenta própria para escrever a imagem no seu pen drive. Com o Remix OS USB Tool em mãos, basta iniciá-lo, ter certeza que o pen drive está formatado em exFAT e seguir os passos abaixo:

remixos-tutorial-windows-1

  1. Clique em Browse e selecione a imagem do Remix OS;
  2. Selecione a letra de unidade correspondente ao seu pen drive que, no meu caso, é D:\;
  3. Clique em OK;
  4. Quando a instalação estiver completa, clique em Reiniciar Agora;

remixos-tutorial-windows-2

Pronto! Não é nenhum bicho de sete cabeças, né? Agora vamos reiniciar o computador e, se as configurações da sua BIOS estiverem corretas, a tela que deverá aparecer é essa, abaixo, com as duas opções. Qual você deve escolher é basicamente autoexplicativo: Resident Mode se você quiser que os seus dados sejam salvos, e Guest Mode se você quiser que eles sejam apagados depois que sua sessão for encerrada.

remixos-boot

Instalação (Mac ou Linux)

Caso você só esteja com um Mac acessível, também é possível testar o Remix OS, sem precisar configurar a BIOS, mas com a utilização de um app diferente para escrever a imagem do sistema num pen drive. Não há nenhum problema em preparar o sistema num Mac para depois colocar o pen drive no Windows. O importante é escrever a imagem no pen drive.

remixos-mac-1

Aliás, segui esses passos em um Mac, mas eles devem funcionar no Linux sem problemas (apenas certifique-se de que o UNetbootin para Linux foi baixado). Use o Disk Utility para formatar o pen drive em exFAT e siga os passos abaixo:

  1. Baixe e rode o UNetbootin. Caso o Mac implique que o programa é de um desenvolvedor não identificado, basta entrar em Preferências do Sistema > Segurança e Privacidade e clicar em Abrir mesmo assim;
  2. Selecione Diskimage;
  3. Clique em … e selecione a imagem do Remix OS escolhida;
  4. No menu ao lado, tenha certeza que ISO está escolhido (e não Floppy);
  5. Confirme que o tipo está em USB Drive e o Drive está no disco correspondente ao seu pen drive, no meu caso é /dev/disk3s1, mas provavelmente o seu será diferente;
  6. Para confirmar o drive em que o seu pen drive está inserido, basta abrir o Terminal e digitar diskutil list, que ele listará todos os discos disponíveis. O meu é o UNTITLED, então está certo;
  7. Ao final da instalação, o programa avisará que o dispositivo USB criado não iniciará no Mac. É tudo mentira! Boota sim. Confia em mim. Clique em Exit e não se misture com esta gentalha.

Pronto! Agora é só reiniciar o Mac e, quando ele estiver iniciando, pressionar a tecla option, para abrir o Startup Manager, que decide em qual disco iniciar o sistema. Selecione o laranja, escrito “Windows” (mas que obviamente não é Windows, e sim o pen drive que você acabou de criar). Novamente: se tudo deu certo, você deverá ver a mesma tela que apareceu no Windows.

Outras possibilidades (HD externo)

Há quem considere a utilização do Rufus no Windows para criar um disco de boot do Remix OS. Isso porque o Rufus é mais flexível que a própria ferramenta do Remix OS, então dá para você instalar o sistema num HD ou SSD externo, por exemplo. Dessa forma, o Remix OS fica muito mais rápido e você não precisa mexer no seu disco principal.

Pode ser que você precise ativar a opção “List USB Hard Drives” embaixo de Advanced Options para o seu HD externo aparecer. A opção “MBR partition scheme for BIOS or UEFI-CSM” embaixo de Partition scheme and target system type também deve estar selecionada. Não se esqueça de selecionar a imagem do Remix OS corretamente.

Outros tutoriais

Se você gostou mesmo do Remix OS e deseja se aventurar ainda mais, reuni alguns links úteis (em inglês) para você mergulhar a fundo no sistema.

É possível, por exemplo, instalar o Remix OS em uma partição do seu computador, direto do pen drive que você criou no início do tutorial. Assim, a velocidade de escrita e leitura deve aumentar significativamente, o que fará com que o sistema fique mais rápido. E, é claro, você não fica limitado a apenas alguns gigabytes de memória interna (o que torna as coisas muito mais sérias quanto ao seu uso diário do sistema).

Também é possível fazer dual boot do Remix OS com Windows, desde que sua BIOS suporte os modos UEFI e Legacy. Essa é boa pra quem gostou muito do sistema, mas por ele estar em alpha, prefere não abrir mão de um sistema estável e o qual você já está acostumado. Qualquer dúvida, é só postar nos comentários que eu tento ajudar na medida do possível. 🙂

Não se esqueça de ler o review completo do Remix OS. Conseguiu instalar aí?

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