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Nintendo 3DS? Vamos cruzar os dedos

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9 anos atrás

O sucesso recordista de Avatar – e antes disso, aquele hype inédito ao em torno do seu lançamento – trouxe a imagem em três dimensões de volta à consciência popular. A tecnologia e sua aplicação no mundo do entretenimento não são nenhuma novidade (acredite se quiser, o cinema 3D é quase tão velho quando o próprio cinema; a coisa foi um furor nos Estados Unidos nos anos 1950), mas foi apenas com o blockbuster de James Cameron que se percebeu que a técnica podia ser mais do que um simples truque e se integrar de forma essencial à apresentação do filme.

As feiras de eletrônicos desse ano refletiram a tendência, com várias fabricantes apresentando seus modelos de televisores com recursos 3D. Não demorou muito para que se sugerisse que consoles da próxima geração implementassem algum tipo de funcionalidade em terceira dimensão. O que não esperávamos é que o primeiro console a exibir esse tipo de tecnologia seria um portátil.

A Nintendo anunciou na semana passada que estará apresentando seu próximo console portátil, o apropriadamente nomeado Nintendo 3DS, na próxima E3 em junho. Ao contrário do que acontecia naquela usual corrida armamentista de revisões do hardware (uma tendência infeliz que se tornou lugar comum nesta geração, com o PSP e o DS recebendo várias recalchutagens mas permanecendo essencialmente o mesmo videogame), este será o sucessor de verdade do Nintendo DS. Um novo console.

Eu estava sem ter a menor ideia de como isso funcionaria num portátil – e ainda por cima, sem nenhum tipo de óculos especiais -, até ver este vídeo. O jogo em questão é o Rittai Kakushi e Attakoreda, um título exclusivo para DSiWare no Japão. O jogo usa a câmera para detectar o movimento do DSi, e sincronizar as inclinações com as imagens na tela. Funciona de forma interessante, considerando que é meio que uma gambiarra tecnológica para atingir o efeito de profundidade. O 3DS, imagina-se, funcionará de forma melhor.

Eu realmente espero que isto não seja a única carta na manga da Nintendo. Avatar e seus fãs a parte, o 3D continua sendo um truque visual bastante raso – não é a toa que o único software que utiliza tecnologia similar no console é um simples “ache o objeto escondido movendo o console”. Claro que o potencial de uma plataforma voltada inteiramente para essa tecnologia seria muito mais amplo, e desenvolvedores criativos talvez consigam integrar os visuais em terceira dimensão com o gameplay de forma que a adição dos efeitos não pareça um truque vazio. Apesar disso, eu não tenho grandes esperanças para esse console.

Só poderemos avaliar com propriedade em junho, quando o console for apresentado ao mundo. Até lá, manterei meu usual otimismo cuidadoso, que é uma forma de dizer que prefiro não me empolgar muito, mas quem sabe esse troço acaba sendo bem legal?

A despeito dos erros do passado (e não foram poucos), temos que tirar o chapéu para Nintendo pelo seu histórico de inovação. Da criação do D-Pad ao Wiimote, passando pelo DS e sua tela de toque, a Nintendo se preza em trazer ares de mudança aos paradigmas estabelecidos no mundo do videogame. Quem sabe essa não é a próxima grande sacada da Big N?

Contanto que não seja outro Virtual Boy – o console “portátil” e 3D que foi descontinuado em menos de um ano, causava dores de cabeça e teve apenas 22 jogos. O natimorto Virtual Boy praticamente matou a carreira do brilhante Gunpei Yokoi, que é o pai do Game and Watch, do Game Boy, e da franquia Metroid.

Vamos cruzar os dedos, porque seria trágico se a Nintendo pontuasse cinco anos de sucesso inédito com outro fracasso como aquele.

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