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Google mostra informações sobre doenças nas buscas

Parceria com Hospital Israelita Albert Einstein traz dados como sintomas e propagação

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3 anos atrás

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O Google vem investindo bastante na conscientização sobre doenças no Brasil. Depois de mostrar que está disposto a acabar com o zika, o buscador anunciou nesta quarta-feira (9) uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, para evitar desinformação e ajudar no diagnóstico de doenças.

Graças ao hospital, o Google criou uma série de quadros com informações “de altíssima qualidade” sobre centenas de doenças – segundo a empresa, as mais buscadas pelos usuários em todo o mundo. Assim, ao pesquisar “catapora”, por exemplo, você deve ver um card como esse à direita, mostrando vários dados sobre a enfermidade.

As informações disponíveis vão desde sintomas e dados para ajudar na prevenção até uma breve descrição sobre a doença, que também informa como ela é tratada. Por meio de uma lista com ícones coloridos, o Google também mostra dados como formas de contágio, tratamento, como fazer o diagnóstico, a necessidade de exames e o prazo para a doença ser resolvida.

É evidente que o Google percebeu que muitos de seus usuários recorrem à sua ferramenta de pesquisa para buscar informações sobre saúde – aliás, 5% de todas as pesquisas no Google abrangem essa área. “Com frequência, em vez de nos tranquilizar, essa busca pode nos deixar mais preocupados, temendo ter sido alvo de uma doença rara ou perdidos no jargão médico”, reconhece a empresa num post em seu blog.

Todas as informações são revisadas por dezenas de médicos. Até agora, apesar de conter “centenas” de doenças, o acervo parece limitado. Consigo encontrar patologias comuns como gripe, zika, dengue, enxaqueca e colesterol alto, mas outras como diarréia (encontrada por intoxicação alimentar), chikungunya, tuberculose, também comuns, não são encontradas.

Uma curiosidade dessa função é que ela foi inventada por engenheiros do Google no escritório de Belo Horizonte, mas foi lançada primeiramente nos Estados Unidos, em setembro do ano passado. Em fevereiro os quadros ganharam tradução para o espanhol e nada mais justo do que elas chegarem ao Brasil, que é o segundo país a receber as informações.

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Frederico Quintão, engenheiro de software do Google, queria disponibilizar informações simples, mas completas. “Percebemos que, frequentemente, o material disponível na internet se focava em quadros mais graves e mais raros, deixando de lado os mais comuns – e, portanto, mais prováveis de atender à dúvida do usuário”, disse ao Einstein.

Os médicos dizem que o paciente chega na consulta sabendo exatamente qual é a evolução da doença, os próximos passos e como tratá-la. “A consulta deixa de ser unicamente expositiva e passa a ter o caráter de uma boa discussão acerca das opções de diagnóstico e também de tratamento”, explica Sidney Klajner, vice-presidente do Einstein e cirurgião do aparelho digestivo.

Apesar de tudo, Marcos Knobel, médico cardiologista do Einstein, acredita que nada substitui a consulta médica. “Essa interação com a internet vai ser muito importante e o papel do Einstien nesse contexto serve como um esclarecedor, que vai processar essa informação e validar essa informação, que o paciente vai procurar na internet”, diz.