Imagine que você comprou um novo aparelho de celular e assinou um plano maravilhoso, cheio de minutos e mensagens de texto, junto a uma operadora brasileira. Com o tempo, percebe que não é tão maravilhoso e que, inclusive, o sinal de celular é fraco justamente na região onde você mora. O que fazer? Absolutamente nada.

Já nos Estados Unidos a coisa é um pouquinho diferente. E ficou ainda melhor hoje. A Sprint – proprietária da Nextel americana – aproveitou a quarta-feira para anunciar que terá uma agressiva política de devolução de dinheiro para os clientes que não estiverem satisfeitos com os serviços de telecomunicações.

Seu dinheiro de volta.

Seu dinheiro de volta.

Vai funcionar da seguinte maneira: você compra um aparelho e assina um plano pós-pago da Sprint. No entanto, se desistir de fazer uso desse serviço durante o período de até 30 dias, poderá receber integralmente o que pagou para vincular-se à Sprint.

Ou seja, esse cliente vai ter devolução do valor pago pela ativação do serviço; devolução do valor pago pela assinatura mensal; devolução do valor do aparelho; isenção de qualquer taxa para cancelamento do plano; isenção da taxa de recolocação do aparelho. Claro que o cliente vai ter que devolver o celular para a operadora.

A diferença da nova política da Sprint frente às concorrentes é que a empresa também não vai cobrar por aquilo que o cliente consumiu (previsto no plano) e não gostou. Também é novidade a devolução da taxa de ativação da linha e o custo de retorno de aparelhos. Somente os serviços que não estão previstos no plano contratado deverão ser pagos à parte.

Bom, não é? Por enquanto nenhuma operadora brasileira se propôs a fazer algo igual, infelizmente.

[via Triangle Business Journal, Electronista, Sprint Connection, flickr Refracted Moments]

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Sr. Sem Papo
se .. fosse aqui as operadoras tavam falidas... de tanta gente reclamando
Lucas
É ingênuo pensar que isso vai vir tão cedo ao país do "jeitinho". Não precisa de tanto, é só ser bem atendido, ter preços mais competitivos (abuso o que pagamos pra ligações/sms/dados e etc). Já seria isso tudo um grande avanço.
Alexandre
poderia pegar essa ideia e implantar, mas conforme o comentario acima, ia virar zona. Imagine os presos com esse recurso. Só em paises "desenvolvidos", e mesmo assim, nao todos.(lembrando o caso das bikes alugadas em paris)
Vicenzo
Com o tanto de brasileiro pilantra que tem por ai(infelismente sabemos que é verdade) acho que fica meio inviavel, um monte de gente pegando e usando por uns dias e devolvendo depois. Pra isso acontecer teria de haver uma mudança na cabeça de muitos.