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Jornais americanos publicam primeiras análises do iPad

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9 anos atrás

Como já é de costume, a Apple aproveita os dias anteriores à distribuição de um grande produto para enviar o dispositivo para os jornalistas mais influentes dos Estados Unidos. Uma vez que o iPad chega às lojas no sábado, 03/abril, hoje esses jornais começam a publicar as análises do gadget.

Vamos a elas.

David Pogue: “iPad é um iPod Touch gigante”

Gigante.

O humorista colunista do jornal mais prestigiado do mundo fez duas análises distintas do produto. Pogue expõe uma opinião para os adeptos da tecnologia e outra opinião para “todo o resto”, mas todas iniciadas com “o Apple iPad é basicamente um iPod Touch gigante”. Para os tecnológicos, ele diz que é difícil ler no iPad quando sob iluminação direta. Também afirma que o produto começa a pesar na mão “depois de algum tempo”. Por fim, critica:  “você não pode ler o livros da Bookstore da Apple em nenhuma outra máquina – nem em um Mac ou iPhone”.

Os elogios de Pogue ficam por conta da velocidade com que as coisas abrem e a rolagem acontece no iPad. O jornalista justifica que é muito melhor navegar na web com o iPad porque “você não precisa fazer, nem de longe, tantos zooms e movimentos para os lados”, fazendo referência ao iPhone ou iPod Touch.

No entanto, David Pogue é muito claro ao dizer que pela mesma quantia paga por um iPad, o consumidor pode ter um laptop com teclado completo, drive de DVD, e por aí vai. “Se você já tem um laptop ou smartphone, quem vai ficar carregando uma terceira máquina? “, conclui.

Já na análise voltada para o público geral do NY Times, Pogue fala sobre as muitas funcionalidades que o aparelho possui. Na conclusão, afirma que o iPad não é um laptop. “Não é tão bom para criar coisas”, escreve. Por outro lado, Pogue aponta que o gadget é bom para consumir conteúdo, seja em vídeo, textos, fotos, e-mail ou web.

Edward Baig: “É difícil não ficar impressionado”

Escritor do USA Today, jornal mais lido dos Estados Unidos, Edward Baig mal começa sua análise e já defere que “o iPad é um campeão”. Em suas previsões, Baig é definitivo ao afirmar que o iPad vai atingir o mercado de massa de dispositivos tablet “de formas que evangelista dos tablets de longa data e cofundador da Microsoft, Bill Gates, só poderia sonhar”.

Baig discorre sobre o histórico por trás da concepção do iPad, que a maioria de nós já conhece. Quando começa a falar do aparelho em si, afirma que ele é voltado não para o que é possível fazer, mas sim de que formas isso é feito. “É aí que a Apple está reescrevendo as regras da computação em geral”.

Em contraponto ao que Pogue diz, Baig defende que ou os netbooks devem se adaptar à nova situação ou desaparecerão. “Especialmente porque a vantagem no preço [dos netbooks] não é tão boa como alguns imaginariam que seria se comparada com o iPad mais simples”, escreve o jornalista.

As críticas ao iPad acontecem quando Baig comenta a falta de conectores USB, para ligar o dispositivo a uma impressora, por exemplo. “Muitas pessoas ainda vão precisar de um computador tradicional”, diz Edward ao afirmar o óbvio. Ele ainda exemplifica:  “Não é possível editar um vídeo no iPad”. Baig também reclama do teclado virtual, que seria bom para e-mails, mas insuficiente para quem precisa escrever artigos mais longos.

“A Apple foi bem sucedida com o primeiro iPad”, conclui o jornalista. “Mas há certamente espaço para melhorias”.

Walt Mossberg: “Tudo depende do modo com você usa o computador”

Mossberg e o iPad. (Reprodução/WSJ.com)

Mossberg e o iPad. (Reprodução/WSJ.com)


“Depois de passar horas e mais horas com ele, eu acredito que esse belo novo dispositivo touchscreen feito pela Apple tem o potencial de mudar profundamente a computação portátil”. É assim que Walt Mossberg, respeitadíssimo colunista do Wall Street Journal, começa sua análise do iPad. Mossberg ainda sugere que o iPad poderia desafiar a supremacia do laptop.

Logo em seguida, ele justifica que o iPad terá apelo limitado caso as pessoas enxerguem apenas como mais um dispositivo que precisa ser carregado. No entanto, o mesmo aparelho poderia ser um divisor de águas, caso o público consumidor encare o iPad como um substituto de equipamentos mais pesados nas tarefas de escrever e-mails, navegar na web e assistir a vídeos.

Em seu veredito, Mossberg afirma que o iPad de fato tem desvantagens, mas pode substituir um laptop para troca de dados, consumo de conteúdo e criação de conteúdo, embora limitada. “Mas tudo isso depende de como você usa o computador”. Para o jornalista, o iPad prova que é possível criar dispositivos sofisticados baseados em uma interface sensível ao toque muito simples.

“Só o tempo vai dizer se ele é um verdadeiro desafiador do laptop e do netbook”, termina Walt Mossberg.

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