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Uma olhada no Kindle Oasis: um leitor de ebooks mais ergonômico (e bem caro)

Em vídeo: com design fino e capa inteligente, este é o melhor Kindle que você não vai querer comprar

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3 anos atrás

A Amazon anuncia nesta quarta-feira (13) a oitava geração do Kindle. Batizado de Oasis, o leitor de ebooks adota um formato diferente de todos os modelos anteriores. Ainda mais fino, ele ganhou uma lombada na lateral, que promete melhorar a ergonomia ao segurar o dispositivo com apenas uma mão.

Custando R$ 1.399, o Kindle Oasis chega para ficar no topo da linha e se somar aos três aparelhos já existentes: Kindle (R$ 299), Kindle Paperwhite (R$ 479) e Kindle Voyage (R$ 899). Ou seja, a intenção não é substituir nenhum produto: a Amazon quer oferecer a melhor experiência possível de leitura, desde que você esteja disposto a gastar dinheiro com isso. Mas será que ele é realmente bom?

Eu fui ao escritório da Amazon dar uma olhada de perto no Kindle Oasis e conto minhas impressões nos próximos minutos. Assista ao vídeo:

O Kindle Oasis é estranho à primeira vista, mas basta segurá-lo para notar que… bem, o design faz muito sentido. Com o deslocamento do centro de gravidade, o peso passou a ficar concentrado na palma da mão, o que tornou a pegada mais segura. E os botões são uma clara evolução em relação ao Voyage: eles são, de fato, botões físicos, com relevo, não os controles sensíveis à pressão que às vezes eram acionados acidentalmente.

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Para os canhotos, como eu, o Kindle Oasis conta com um acelerômetro, que muda automaticamente a orientação da tela caso você vire o aparelho, e os botões de avançar e retroceder página são do mesmo tamanho — é possível, inclusive, inverter a função dos botões no menu de configurações. O próprio logotipo da Amazon está na vertical, indicando que não há uma orientação “certa” de utilização.

Apesar de estar mais fino, com 3,4 mm de espessura na região sem a lombada, a autonomia do Oasis continua dentro do que esperamos para um Kindle, pelo menos com a capa de couro, que vem inclusa na caixa e tem bateria integrada. Com o “sistema duplo de bateria”, a Amazon diz que o aparelho dura meses longe da tomada (mais especificamente, nove semanas). Tudo é transparente ao usuário: basta conectar seu Kindle a uma porta USB com a capa conectada, e as duas baterias serão recarregadas.

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A capa é ligada magneticamente ao Kindle Oasis por meio de 12 ímãs, que tornam a conexão bastante segura, ao mesmo tempo em que mantêm a facilidade de remoção (basta deslizá-la com a mão, sem exercer muita força). Quando o acessório está conectado ao aparelho, o software exibe a carga da bateria (em porcentagem!) tanto do Kindle quanto da capa.

Em outras palavras, você não se preocupará com a bateria acabando no meio da leitura de um livro. Só vale notar que, durante o meu rápido contato, com a capinha desconectada e brilho da tela no máximo, a bateria parecia ser drenada rapidamente, portanto, durante longas viagens, talvez você precise levar o acessório para ter mais comodidade. Sabe-se que o Oasis ganhou um modo de hibernação mais eficiente, que consome ainda menos bateria quando o aparelho está inativo.

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A tela, que já era muito boa no Kindle Paperwhite mais recente e no Voyage, continua com a mesma definição de 300 pixels por polegada no Oasis, mas houve melhoria notável na iluminação embutida, que está mais intensa e uniforme. Para explicar a evolução, a Amazon utiliza frases como “novos padrões de difração cilíndrica que aumentam a consistência”. Tudo o que você precisa saber é que o painel não devia em nada nas gerações anteriores e agora está melhor.

Por sua vez, o software quase não mudou. Ele conta com a mesma interface que chegou recentemente aos Kindles atuais e passa a incluir a agradável fonte Amazon Ember — a tipografia também chegará aos modelos antigos, como ocorreu com a Bookerly, embora a Amazon não dê prazo para que isso aconteça. A diferença é que, com o novo hardware, pude notar claramente que todas as animações, transições de tela e viradas de páginas estão bem mais rápidas, inclusive em comparação com o Kindle Voyage.

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Falando somente do produto, o Kindle Oasis é um leitor de ebooks muito promissor, com tela ainda melhor e, talvez, a melhor ergonomia de todos. O grande problema é, obviamente, o preço. O gerente geral de Kindle no Brasil, Alexandre Munhoz, diz que o dispositivo é voltado para o “público aficionado”. No entanto, eu não vejo motivos racionais para gastar R$ 1.399 no Kindle Oasis — na verdade, nem mesmo os US$ 289 que serão cobrados nos Estados Unidos.

O Kindle Oasis sofre do mesmo mal do Voyage: o Paperwhite já é suficiente para a maioria das pessoas, de modo que pagar mais num dispositivo que tem a única função de ler livros é algo difícil de engolir. Claro, a ergonomia é muito boa, a qualidade do acabamento é evidente. Mas tudo isso só será interessante quando chegar à massa. Não é por acaso que o Paperwhite continua sendo o Kindle mais vendido no Brasil e no mundo: ninguém realmente precisa de mais do que um Paperwhite.

Em pré-venda, o Kindle Oasis pode ser adquirido na página da Amazon a partir desta quarta-feira (13). O produto começará a ser entregue nas próximas semanas. Assim como ocorreu com o Kindle Voyage, apenas o modelo com conectividade Wi-Fi será comercializado no Brasil.

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