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Project Infinite: Dropbox quer acabar com o problema da falta de espaço no seu HD

Com a novidade na sincronização, arquivos da nuvem ficam a um clique de distância no seu computador

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3 anos atrás

O Dropbox anunciou nesta terça-feira (26) o Project Infinite, uma novidade que torna possível o acesso a uma enorme quantidade de documentos sem sincronizar tudo localmente. Os arquivos são baixados de acordo com a demanda, para não lotar o seu computador com gigabytes (ou até terabytes) de dados que você não usa frequentemente.

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Para boa parte dos usuários domésticos, essa alternativa não faz muito sentido, já que o armazenamento de muita gente não passa de 50 GB (e seus HDs têm espaço livre o suficiente). Mas imagine para uma empresa com centenas de funcionários e 10 TB de dados, por exemplo. Ninguém precisa sincronizar tudo isso, mas é bom ter acesso fácil às informações quando você precisar delas.

Segundo o Dropbox, esse era um recurso muito requisitado pelos usuários. “A quantidade de informação sendo criada e compartilhada cresceu exponencialmente, mas a maioria das pessoas ainda trabalha em dispositivos com capacidade de armazenamento limitada. Apesar de equipes poderem armazenar vários terabytes na nuvem, a maioria dos laptops de seus membros apenas conseguem guardar uma fração disso”, diz o post no blog que divulga a funcionalidade.

Basicamente, ela funciona assim: as pastas selecionadas e seus arquivos que não estão sincronizados, mas estão acessíveis, aparecerão com um ícone de nuvem, e o que você escolheu sincronizar estará disponível com o sinal de confirmação verde que já é usado pela empresa. Caso você queira garantir que um documento fique sempre disponível, é só clicar na opção “Salvar cópia local”.

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O vídeo acima demonstra exatamente como o Project Infinite funciona. Observe que, nas propriedades do primeiro documento, é possível ver que ele tem mais de 6 MB, mas não ocupa nada no seu armazenamento. Para acessá-lo, é só clicar que ele carrega instantaneamente, pelo menos na demonstração. Resta saber se será assim para o usuário final. Com esse recurso, uma pasta de 10 TB consome apenas 28 MB do disco, por ter milhares de documentos sob demanda.

Leia também: Dropbox migra 500 PB de dados para servidores próprios

Sem precisar de configurações adicionais, o Project Infinite deve funcionar nativamente a partir do Windows 7 e OS X 10.9. Além do tamanho, as propriedades do documento não sincronizado também são capazes de mostrar as datas de criação e modificação. E o melhor: o famoso drag and drop, para arrastar arquivos e compartilhar em algum lugar, por exemplo, também funciona com os arquivos da nuvem.

É muito bacana que o serviço tenha dado atenção para esse recurso. Algo parecido já existia no OneDrive, mas a Microsoft descontinuou a ferramenta no Windows 10 por considerar o recurso “confuso”. No Dropbox, com a devida indicação de que o arquivo está na nuvem (e a possibilidade de guardar o que você precisa instantaneamente), o Project Infinite faz muito sentido. Principalmente considerando o quanto o serviço é eficiente.

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Além disso, com a abordagem cloud first cada vez mais presente, o recurso fica mais útil ainda. Com US$ 10 ao mês, um usuário tem 1 TB de armazenamento na nuvem, por um preço bem mais baixo que um HD com a mesma capacidade. No plano Dropbox for Business, voltado para equipes, paga-se US$ 15 ao mês por usuário para ter um armazenamento praticamente ilimitado, com o “quanto de espaço precisar”, de acordo com a descrição do plano.

Considerando que muita gente ainda prefere recorrer a um armazenamento em flash (SSD) pela rapidez (faz muita diferença, sério), com drives de 128 GB e 256 GB de armazenamento, 1 TB na nuvem nessa modalidade por demanda é algo bem atrativo. O Project Infinite ainda está sendo testado em um pequeno grupo de usuários, sem previsão para chegar ao público final.

Cloud first?

No Tecnocast 032, falamos um pouco sobre essa modalidade de cloud computing e como gigantes de tecnologia que vem perdendo espaço para a nuvem. O nome do episódio, The Walking Dead of Tech, se deve às gigantes Dell, EMC, HP, IBM, Oracle e Cisco que foram consideradas mortas “pela nuvem”. Dá o play aí!

032

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