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Spotify terá séries originais em vídeo

Paulo Higa Por

Como competir no mercado de streaming de música, se todos os concorrentes têm acesso aos mesmos artistas? O Spotify quer vencer a batalha com conteúdo original. A empresa anunciou nesta segunda-feira (9) que trabalha em 12 séries envolvendo música e cultura pop. Segundo a Bloomberg, as séries terão vídeos com duração de até 15 minutos e contarão com o ator Tim Robbins e o produtor musical Russell Simmons.

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Todos os programas são relacionados ao mundo da música. Ultimate/Ultimate, por exemplo, é uma série humorística que acompanha pessoas competindo em um concurso para se tornarem a próxima estrela da música eletrônica. Rhymes & Misdemeanors, por sua vez, documenta crimes notórios envolvendo artistas. Já em Trading Playlists, duas celebridades trocam playlists do Spotify por um dia para descobrir novas músicas e conhecer mais sobre o outro.

Pode parecer estranho um serviço de música investir em vídeo, mas não é a primeira vez que o Spotify faz isso: em maio de 2015, a empresa passou a exibir clipes da BBC e Comedy Central, além de podcasts. Os novos formatos de conteúdo estavam integrados ao Now, função que montava listas de reprodução personalizadas para cada momento: você poderia ouvir um podcast de notícias enquanto estivesse indo para o trabalho ou assistir a um vídeo humorístico na volta para casa, por exemplo.

Os novos conteúdos do Spotify, que não foram exatamente um sucesso de público, nunca chegaram a ser lançados no Brasil. Se os planos não mudarem, o mesmo pode acontecer com as séries originais: inicialmente, a ideia é lançá-las apenas nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Suécia. Elas estreiam até o final do ano e estarão disponíveis para usuários gratuitos e pagantes.

Na Netflix, os conteúdos originais são uma das principais estratégias para fortalecer o serviço: a empresa trabalha, inclusive, em produções regionais, como uma série original sobre a Operação Lava Jato. Resta saber se as pessoas estarão dispostas a assistir a vídeos no Spotify.

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Tiago Celestino
Não vi sentido nenhum.
²He
Acredito que deveriam focar, talvez em criação de conteudo original para a plataforma existente.
Sejam podcasts, banda que estréiem neles, playlists patrocinadas, mas não ir de áudio pra video.
André Kittler
Enquanto isso, Spotify Brasil, nem podcast (tipo "conteúdo gratuitos e já existente") existe ainda. Portanto, nessas terras, esquece.
Matheus Gonçalves
E a gente falou no último Tecnocast sobre como empresas poderiam usar conteúdo original e exclusivo pra tentar vencer essa batalha:

https://tecnoblog.net/195242/tecnocast-040/