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Ara, o smartphone modular do Google, será lançado para desenvolvedores até o final do ano

Você poderá comprar o Ara e seus infinitos módulos em 2017

Paulo Higa Por

ara-google-hero

O Google anunciou nesta sexta-feira (20) que a edição para desenvolvedores do Ara será liberada ainda este ano. O projeto de smartphone modular, criado na época da Motorola, há quase três anos, estava meio sumido, mas continua sendo desenvolvido pela divisão de tecnologias avançadas do Google (ATAP) e deve ser lançado no mercado em 2017, permitindo que você monte um aparelho sob medida.

Houve algumas mudanças em relação ao projeto original: não será possível fazer upgrade individual do processador ou memória, por exemplo, já que o Google decidiu colocar os componentes internos na base, em vez de deixá-los como módulos. Mas a essência continua: você poderá trocar sua câmera por uma melhor, instalar um microfone profissional ou conectar uma bateria de maior capacidade, por exemplo.

O vídeo mais recente do Ara mostra alguns exemplos de uso:

As imagens mostram pessoas instalando uma segunda tela na traseira para mostrar informações rápidas; um microfone de qualidade para gravar música; lentes de distâncias focais diferentes; e alto-falantes mais potentes. Você poderia até mesmo trocar a tela do smartphone por uma e-ink, como a do Kindle, para ler no avião de maneira confortável (uia!).

De acordo com a Wired, cerca de 30 funcionários do Google estão utilizando o Ara como smartphone principal. Na versão atual do protótipo, é possível instalar um módulo de câmera com o smartphone ligado e já começar a fotografar, sem necessidade de reiniciar o aparelho. Para remover um módulo, basta entrar nas configurações, tocar num botão e desconectar o componente. Simples assim.

google-ara

Ainda não há muitos detalhes da versão do Ara para usuários finais. O protótipo que será liberado aos desenvolvedores possui tela de 5,3 polegadas e será um topo de linha. Ele terá espaço para seis módulos, que se conectam à base utilizando o padrão UniPro e poderão transferir, cada um, 11,9 gigabits de dados por segundo, o que é suficiente para basicamente qualquer coisa.

Segundo o Google, empresas como Samsung, Panasonic, Sony, Toshiba, E Ink e TDK já estão trabalhando em módulos para o Ara. O Google vai incentivar os desenvolvedores independentes e outras empresas a criarem novas funcionalidades para o projeto — aliás, se você tiver alguma ideia, pode se inscrever para receber uma unidade de testes do Ara.

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ricartebarros
Por isso que eu disse "impraticável". Olha o tamanho de um conector para memória em um PC, ou mesmo em um notebook, enorme para caber dentro de um celular (só o conector).
Tales Cembraneli Dantas
mas a memória RAM poderia ser modular, assim como a GPU, ou não é assim que os PCs de mesa funcionam? Elas poderiam ser encaixadas nem que fosse internamente (no modulo do processador poderia ter uma tampinha e lá dentro o modulo de memória), justamente para evitar mal contato
Bruno
"Deixei meu celular aqui por 5 minutos e trocaram minha câmera 20MP por uma de 3.2 sem flash... Sacanagem hein!"
Bruno R da Silva
"Deixei meu celular aqui por 5 minutos e trocaram minha câmera 20MP por uma de 3.2 sem flash... Sacanagem hein!"
Emmanuel Carvalho
Imagina os módulos Xing Ling que vão aparecer. =D
ffcalan
Se não for assim o projeto não tem nenhum sentido.
leoleonardo85
A ideia de processador e memoria ficarem embutidos na base é boa, causa menos confusão e torna mais amigável pro usuário comum.

Mas é boa demais a ideia de trocar componentes sem precisar reiniciar o aparelho, e poder colocar uma tela e-ink é excelente, certamente andaria com uma para quando fosse só ler tweets ou conversar no Whatsapp.
Elié
Bolão pra quando o google vai matar... aposto abril 2017.
Eliézer José Lonczynski
Bolão pra quando o google vai matar... aposto abril 2017.
SiouxBR
Se as cores forem complementares, vai até ficar legal. É só olhar o exemplo da foto do artigo...
Emanuel Sousa
Não exatamente. Com a base também vão embora o display e o restante dos componentes internos (pelo que entendi); continua sendo se livrar de um dispositivo e comprar outro. Para reaproveitar os módulos, só se a versão seguinte existir e não decidir mudar o padrão... tomara que aconteça assim.
marcos_5000
Se pensar bem, a base é quase um modulo também. Se quiser trocar por um processador mais potente, troca a base e liga os módulos que você já tinha.
ochateador
copy paste

Mas aumentaria o custo de desenvolvimento, deixaria o celular mais lento e poderia aumentar as incompatibilidades...
Acho que travaram o processador e memória justamente por isso.
ochateador
Mas aumentaria o custo de desenvolvimento, deixaria o celular mais lento e poderia aumentar as incompatibilidades...
Acho que travaram o processador e memória justamente por isso.
Mateus B. Cassiano
De um ponto de vista técnico acho que apenas a troca de RAM seria viável (assumindo que criem uma conexão rápida o suficiente) já que atualmente dispositivos com Android usam kernel/drivers compilados especificamente para aquele SoC específico (diferente do Windows, por exemplo, compatível com uma grande quantidade de dispositivos), então ao trocar o SoC por um modelo diferente já seria necessário outro kernel, por exemplo...
Caleb Enyawbruce
pode ser que vingue, nao consigo prever. Porem assistindo ao video achei meio bizarro. Passa aparência de fragil... Imagine aquilo caindo no meio de uma estação do metrô! Impossivel recuperar as "50" peças que vão "voar" pra tudo que é lado. E achei tbm que a ergonomia de uso foi pro espaço. Bastante espesso e com "relevos" altos e baixos. Bom, tudo isso pode se confirmar ou não, já que eu estou opinando unicamente baseado no vídeo.
Ramon Gonzalez
pode ser que vingue, nao consigo prever. Porem assistindo ao video achei meio bizarro. Passa aparência de fragil... Imagine aquilo caindo no meio de uma estação do metrô! Impossivel recuperar as "50" peças que vão "voar" pra tudo que é lado. E achei tbm que a ergonomia de uso foi pro espaço. Bastante espesso e com "relevos" altos e baixos. Bom, tudo isso pode se confirmar ou não, já que eu estou opinando unicamente baseado no vídeo.
Trovalds
O que eu espero do projeto (agora que eles já deram um jeito de nos deixar menos felizes tornando o processador/memória embutidos): que os módulos sejam aproveitáveis num upgrade da "base" do aparelho. Imagina tu comprando uma base e 10 módulos. Daí sai o upgrade e tu só troca a base e aproveita os módulos já existentes. Assim como a Canon/Nikon e outras fazem com suas lentes, que são compatíveis desde que os modelos eram analógicos (mesma montagem).

CLARO, vai acabar sobrando pra um upgrade geral a cada 2-3 anos, já que bateria tem vida útil e lente de câmera sempre acabam fazendo algo melhor. Enfim, sonhar não custa nada.
Emanuel Sousa
Tá, mas a questão é que esses itens não serão substituíveis, seja on-the-go ou desligando e desmontando. Não tô entendendo aonde você quer chegar. No meu comentário inicial idealizei a mesma coisa que você, só que não é o que vai acontecer.
César Augusto Blauth
Frisei GPU por ser um item descartável quando obsoleto, mas poderia ser processamento e RAM também. Câmeras, caixas de som, microfones, de repente até conexões (trocar microUSB por tipo C) não são tão descartáveis como outros citados antes pois tem seus usos específicos, como caixas de som, microfone e webcam em PC, e também como eu disse antes, de lentes terem maior ou menor abertura. A não ser que lancem uma câmera com o sensor melhor e mesma lente de abertura por exemplo.
Para o processamento, memória (interna e RAM), e GPU serem modulares, provável que vão ter que padronizar a troca de forma que obrigatoriamente remova a bateria (como na LG que tem um celular semi-modular e um dos módulos é bateria extra).
Basicamente um PC em forma de Smartphone. Todo periférico "superficial" (Camera, som, microfone, etc) é modular com o celular ligado, assim como são as conexões USB em um PC, que ficam no lado externo pra fácil acesso, e tirar e botar quando for necessário. E itens essenciais, como processamento e armazenamento, sendo necessário desligar, do mesmo como num PC são os componentes internos que precisam desligar o PC para mexer.
Ah, frisando mais a GPU (haha), ela poderia ser modular, assim como já existem eGPU (GPU externa), mas claro que sem essa GPU instalada, o PC usa a GPU do processador (APUs) como os comuns i3/i5/i7
Fabio Esteves
Com o tempo vão lançar módulos mais modernos que não são compatíveis com o resto do celular e você vai cair numa zona de módulos obsoletos ou que não conversam. Quem tem um desktop consegue entender.
Fabio Esteves
Num mundo ideal você encontraria todos os módulos que deseja na mesma cor. No real você vai andar com um bloco de lego no bolso.
Fabio Esteves
Ou, de outra perspectiva, trocar 2 baterias por 1? Leva o kindle.
Emanuel Sousa
Tudo eletrônico inevitavelmente tem que ser deixado pra trás um dia para que a tecnologia avance. Só não precisa ser tão rápido, assim até contraria o princípio de sustentabilidade que parece avançar tanto em outras áreas. Se você puder descartar uma só parte do celular e trocar por outra, é melhor que jogar o dispositivo inteiro fora. Se você vai comprar vários módulos e ainda assim se livrar do smartphone todo na mesma frequência que já faz hoje, aí é problema. :P
Emanuel Sousa
Imagino que sim, pelo menos atualmente. A proposta antes era que isso fosse uma possibilidade, talvez não tenha ido bem nos testes. Não deixa de mudar o cenário inicial, todavia. Ao mesmo tempo que favorece o modelo comercial. Quem sabe no futuro.
Emanuel Sousa
Pois é, cara, tudo fica obsoleto. Nada do que você começou citando sai de circulação de um ano para o outro. Smartphones, sim. Se você não pode adicionar RAM e trocar o processador (aí sim, como um PC funciona), inevitavelmente seu celular não vai muito mais longe do que os que saem atualmente. Se isso retardar o frenesi de trocas a cada 1-2 anos para 2-3 já será muito bom. Não sei se é só um componente em específico que motiva as pessoas a trocar. Me parece ser mais as atualizações de software e os números grandes nas especificações. E se o nível de suporte se mantiver no nível de hoje, eu não esperaria módulos novos compatíveis por muito tempo depois do lançamento de cada versão do Ara.



GPU, que você frisou tanto, imagino que não será modular, tal qual o processamento principal.
ricartebarros
É mais uma questão técnica do que comercial.... conexão entre processador e memória é algo crítico, exige um barramento "largo" (32, 64 bits), impraticável de se fazer com módulos ( mau contatos , etc...)...
César Augusto Blauth
Assim como existe DDR2, DDR3, DDR4, IDE, SATA, VGA, HDMI, etc, tudo um dia vira obsoleto e acaba sendo descartável. Porém há momentos que tu vai querer usar uma lente de câmera com maior abertura ou menor abertura, uma lente com sensor melhor para escuro, ou para captar vídeos/imagens em altissima resolução. Sempre vai ter uma mais conveniente que a outra, depende da ocasião. Vai jogar algo? Bota uma GPU melhor ou bateria e tira a câmera daí. Ouvir música? Tira câmera e GPU pra botar caixas de som. Mas nunca vai precisar jogar todo o celular fora.
Se tua GPU ficou obsoleta para os jogos de hoje, não precisa jogar o chassi do celular fora, só a GPU e botar uma nova melhor, assim como um PC funciona, mas com hot swap em tudo
Ricardo - Vaz Lobo
Mas como o tempo, os destacáveis não se tornarão descartáveis?
César Augusto Blauth
Assim como Luis disse, além também de um único local de armazenamento, sem necessitar de dupla armazenagem ou sincronismo na nuvem. De repente também melhorar a compatibilidade ou multifunção para uma tela e-ink num smartphone, assim como o smartphone passou de celular para quase tudo hoje, e-ink pode se tornar algo mais que e-reader e controle (como já vi que existe um controle e-ink)
grande_dino_2
E-reader é tão leve e tão fino que nem faz tanta diferença assim. Não é negligenciável, mas é bem pouco que ocupa.
Emanuel Sousa
Pelo jeito o negócio de módulos vai emplacar pra 2017. Muito legal no conceito e possibilidades, mas tirar processamento e memória da jogada mata o que seria o grande potencial do Ara: frear esta /loucura/ que virou o mercado de smartphone e seus aparelhos descartados anualmente. Dá pra entender que pensando nos negócios, eles não iriam querer isso. Agora é torcer pra que esses módulos pelo menos não sejam descartáveis a cada versão, só se realmente justificar um padrão muito mais eficiente de conexão.
Ivo Shiroma
Também vi graça na possibilidade de variações de cores.
Mas claro que não iria comprar um módulo de câmera vermelho e branco para apenas ficar mudando elas conforme meu humor no dia. Assim como pessoas trocam a capinha do smartphone todo dia.
Luis
o preço, se a tela for mais barato que o e-reader separado claro.



Tudo vai girar no custo/beneficio. Se uma câmera melhor não custar o preço de um celular novo acho sim que o projeto tem futuro.
Jambeiro
Poxa, mas a graça estaria justamente em aumentar memória e processamento...
Rodrigo Gomes
Um aparelho a menos para vc dar carga, talvez? Não uso e-book e imagino que ele não gaste muita bateria, mas ainda assim é uma vantagem.
izzynobre
"Você poderia até mesmo trocar a tela do smartphone por uma e-ink, como a do Kindle, para ler no avião de maneira confortável (uia!)."

Então eu tenho que levar na viagem o celular + uma tela de eink...?

Qual a vantagem que isso teria sobre levar um celular + um ebook?
Ed. Blake
A primeira coisa que pensei: Telefone de festa junina - Todo remendado! hahaha
Comediante
A primeira coisa que pensei: Telefone de festa junina - Todo remendado! hahaha
Will
Ou uma capinha, heheh.
Weller Santibanez
Ou uma capinha, heheh.
Rodrigo Gomes
Excelente conceito. Espero que dê muito certo. Mas pelo amor de Deus, comprem módulos da mesma cor! Que agonia essas cores desordenadas na traseira.