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Xiaomi desiste de lançar smartphones no Brasil

Quadro de funcionários da Xiaomi será reduzido na operação brasileira

Paulo Higa Por

A Xiaomi vai reduzir seu quadro de funcionários no Brasil e desistir de lançamentos de smartphones no curto prazo. As informações foram reveladas nesta quarta-feira (25) pelo vice-presidente Hugo Barra, em entrevista ao AndroidPIT. O assunto volta ao noticiário semanas após a empresa negar a informação de que estaria pensando em sair do mercado brasileiro.

Hugo Barra culpa as constantes mudanças nas regras de fabricação e tributação de vendas online para a desistência de lançamentos. Em 2015, para equilibrar as contas públicas, o governo revogou a Lei do Bem, que concedia incentivos fiscais para aparelhos produzidos no Brasil. Além disso, alterações nas regras do ICMS, que visavam equilibrar a distribuição do imposto entre estados, prejudicaram seriamente as lojas online.

xiaomi-mi5-2

As mudanças resultaram na decisão da Xiaomi de suspender a produção de smartphones no Brasil. Essa informação corrobora a reportagem do Manual do Usuário, que havia dito que a fábrica da Foxconn em Jundiaí (SP) deixou de montar os aparelhos da Xiaomi. Segundo Barra, a produção poderá ser retomada caso se torne mais vantajosa que a importação.

O cancelamento dos lançamentos de smartphones da Xiaomi no “curto prazo” é um balde de água fria para os que esperavam a chegada dos aparelhos mais recentes da fabricante chinesa, como o topo de linha Mi 5. A empresa não diz por quanto tempo planeja ficar sem trazer novos produtos, mas afirma ter “confiança na estabilização do mercado”.

Segundo o executivo, funcionários responsáveis pelo marketing e mídias sociais da Xiaomi no Brasil serão transferidos para a sede em Pequim. Com a mudança, eles passarão a cuidar remotamente das atividades do mercado brasileiro e dos planos da companhia na América do Norte. A operação nacional continuará abrigando as áreas de e-commerce, suporte, assistência técnica, logística, finanças e gerência geral.

Atualização às 20h35. Além de enxugar as operações brasileiras, a Xiaomi está saindo de seu escritório em São Paulo. O Manual do Usuário descobriu que a sala de 330 m² da empresa, localizada no bairro da Vila Olímpia, está disponível para aluguel por R$ 21 mil ao mês. A fabricante chinesa informa que pensa na “possibilidade de mudar de local até o fim do ano para ir para outro bairro”.

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ane schunck

Mas parece que a marca voltou com tudo agora, a procura por Xiaomi está forte, conheço várias pessoas que já trocaram o Iphone pelo Xiaomi. Arrisquei e não me arrependi, comprei um Mi A1 e superou minhas expectativas, comprei na zonamovel.com.br

Igor Souza

Por isso que Hugo Barra foi demitido ahsuhaushsua

NoSenseOuquase
Apenas metade do seu comentário faz sentido, Xiaomi fez besteira, achou que seria fácil entrar no mercado Brasileiro com celular medíocre. Mas também é um fato que nosso país é conhecido por impostos abusivos, isso não é falácia, não tente colocar panos quentes nisso, basta você comparar os impostos e políticas de importação de outros países de PIB próximo ou os de primeiro mundo, você verá o quanto aqui é injusto para os Brasileiros. A única falácia é querer entrar aqui sem querer pagar o custo Brasil, e já é fato que brasileiro não está interessado em mudar essas políticas abusivas, porque é um povo passivo, que só xinga na internet, e apenas continua vivendo do jeito que dá, empurrando a vida. Enquanto os políticos de longa data sugam o dinheiro publico.
Sérgio Germano
Bom dia Sr. Danillo Guimarães, excelente cometário, bastante abrangente no meu modo de ver. Sou usurário de celulares desde o tempo do PT 500 e não vi nada igual a proposta da Xiaomi, apresentada através do Red Mi 2 Pro. Acabei contatando a Xiaomi Brasil e me disseram sobre garantias e assistência técnica para itens importados que não poderiam dar suporte para os mesmos. como pensa em lidar com este tema (garantia e assistência ) e sobre a importação o fornecedor é confiável seguro ?
Dhawny

Ah cara, as coisas estavam melhorando com o Temeroso no comando, mas depois que o Joesley Safadão soltou a bomba, caiu a casa pra TODOS nós, menos pra ele.

Daniel Belini
Ah cara, as coisas estavam melhorando com o Temeroso no comando, mas depois que o Joesley Safadão soltou a bomba, caiu a casa pra TODOS nós, menos pra ele.
Novais
kkkkk cheguei aqui e li seu comentário de um ano atrás, as coisas só pioraram! a esperança que você tinha, hoje é comprovado ter sido completamente delirante...
Anderson Afonso Silva
O governo realmente muda as regras, a mesma coisa aconteceu com a htc, prometeram isenções de impostos e incentivos, e depois que montaram a fabrica , o governo mudou as regras, a htc levou toda a fabrica de volta pra china sem produzir um smartphone sequer...
Anderson Afonso Silva
A mesma coisa aconteceu com a htc, prometeram isenções de impostos e incentivos, e depois que montaram a fabrica , o governo mudou as regras, a htc levou toda a fabrica de volta pra china sem produzir um smartphone sequer...
Luiz Pustiglione

Tem que ser imbecil pra comentar?!? Parece q sim... Fiquem aí com seus celulares de 3 mil dá Samsung que explodem...To cagando, andando e mexendo no meu 3s q custou um terço do preço de aparelhos "semelhantes"

Luiz Pustiglione
Tem que ser imbecil pra comentar?!? Parece q sim... Fiquem aí com seus celulares de 3 mil dá Samsung que explodem...To cagando, andando e mexendo no meu 3s q custou um terço do preço de aparelhos "semelhantes"
Vitor Hugo

Cara, eu sei que ferrovias são melhores pra longas distâncias e seriam muitos mais interessantes para um país como o Brasil, só tô falando que, como qualquer coisa que você pesquise no passado, você tem que contextualizar e relativizar.
Como você mesmo disse, traria (e trouxe) respostas muito mais rápidas a construção das rodovias e o investimento no setor automotivo. É isso, só.
E do jeito como a política funciona no Brasil, só assim pra você se manter no poder: agradando quem realmente controla o poder.

Vitor Hugo
Cara, eu sei que ferrovias são melhores pra longas distâncias e seriam muitos mais interessantes para um país como o Brasil, só tô falando que, como qualquer coisa que você pesquise no passado, você tem que contextualizar e relativizar. Como você mesmo disse, traria (e trouxe) respostas muito mais rápidas a construção das rodovias e o investimento no setor automotivo. É isso, só. E do jeito como a política funciona no Brasil, só assim pra você se manter no poder: agradando quem realmente controla o poder.
Daniel

Eu vejo tudo como farinha do mesmo saco. Esse é o problema: governo achar que tem que fazer invesimento (diga-se roubar dos outros em impostos) e proibir que indivíduos façam isso. Eu mesmo já vi pessoas que quiseram asfaltar as ruas das próprias casas, mas as prefeituras proibiam dizendo que era dever do estado, hoje continua só a lama.
Não tem essa de contexto histórico, pois se trata apenas de populismo. O lobby das montadoras poderia tranquilamente ser substituido pelo lobby das ferrovias, ou você acha que locomotivas ( das quais também requer tecnologia e também traria outras indústrias), ferrovias e transporte barato não iria trazer desenvolvimento?
O problema é, conforme o próprio governo admitiu, ter escolhido rodovias por serem mais simples de se contruir a curto prazo, só pra você ter uma idea em 6 meses você construia a mesma quantidade de estradas que demoraria 3 anos caso fossem ferrovias, então era impossível crescer 50 anos em 5 usando estradas de ferro. Só que, com objetivo de fazer propaganda, escolheram as rodovias, isto é, escolherem o investimento imediato ao invéz de investimento de longo prazo. Hoje nosso transporte é 40% mais caro que a média mundial e absudamente mais caro que o transporte americano. O governo estraga ainda mais o investimento ferroviário subsidiando o diesel e taxando a gasolina, assim todos nós somos forçados a pagar pelo transporte caro e com diesel artificialmente barato não compença investir em transportes mais eficiente. Por isso eu digo que a culpa é do governo.
O Brasil chegou a ter uma das maiores malha ferroviárias do mundo na era cafeeira. Contudo, após a mudança na bitola dos trêns, boa parte foi unitilizada. Depois de o governo não dar mais atenção ela começou a definhar voltando a crescer somente nesse século, só que ainda representa metado do ideial para o Brasil.
Uma locomotiva, para distâncias maiores que 600km, consegue ser de 5 a 7 vezes mais barata que caminhões. Existem trens com múltiplas locomotivas acopladas que carregam 40 mil toneladas, ao passo que um caminhão carrega 26 toneladas. Também tem a questão do arrasto mecânico, etc. Por isso locomotivas são ideais para transporte terrestre a longas distâncias.
http://www.autoracing.com.b...

Daniel
Eu vejo tudo como farinha do mesmo saco. Esse é o problema: governo achar que tem que fazer invesimento (diga-se roubar dos outros em impostos) e proibir que indivíduos façam isso. Eu mesmo já vi pessoas que quiseram asfaltar as ruas das próprias casas, mas as prefeituras proibiam dizendo que era dever do estado, hoje continua só a lama. Não tem essa de contexto histórico, pois se trata apenas de populismo. O lobby das montadoras poderia tranquilamente ser substituido pelo lobby das ferrovias, ou você acha que locomotivas ( das quais também requer tecnologia e também traria outras indústrias), ferrovias e transporte barato não iria trazer desenvolvimento? O problema é, conforme o próprio governo admitiu, ter escolhido rodovias por serem mais simples de se contruir a curto prazo, só pra você ter uma idea em 6 meses você construia a mesma quantidade de estradas que demoraria 3 anos caso fossem ferrovias, então era impossível crescer 50 anos em 5 usando estradas de ferro. Só que, com objetivo de fazer propaganda, escolheram as rodovias, isto é, escolherem o investimento imediato ao invéz de investimento de longo prazo. Hoje nosso transporte é 40% mais caro que a média mundial e absudamente mais caro que o transporte americano. O governo estraga ainda mais o investimento ferroviário subsidiando o diesel e taxando a gasolina, assim todos nós somos forçados a pagar pelo transporte caro e com diesel artificialmente barato não compença investir em transportes mais eficiente. Por isso eu digo que a culpa é do governo. O Brasil chegou a ter uma das maiores malha ferroviárias do mundo na era cafeeira. Contudo, após a mudança na bitola dos trêns, boa parte foi unitilizada. Depois de o governo não dar mais atenção ela começou a definhar voltando a crescer somente nesse século, só que ainda representa metado do ideial para o Brasil. Uma locomotiva, para distâncias maiores que 600km, consegue ser de 5 a 7 vezes mais barata que caminhões. Existem trens com múltiplas locomotivas acopladas que carregam 40 mil toneladas, ao passo que um caminhão carrega 26 toneladas. Também tem a questão do arrasto mecânico, etc. Por isso locomotivas são ideais para transporte terrestre a longas distâncias. http://www.autoracing.com.br/forum/index.php?showtopic=48444
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