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Realidade virtual continua sendo a tecnologia do futuro, não do presente

Os jogos com recursos de realidade virtual na E3 ainda soam como algo forçado

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BatmanVR

Realidade virtual sempre foi vista como o futuro dos games. Apesar de ser um assunto bastante discutido atualmente, produtoras de jogos tentam há décadas desenvolver alguma maneira de aumentar a imersão dos jogadores com o auxílio de óculos e visores especiais.

Apenas para citar dois expoentes que fizeram muito barulho em suas épocas mas nunca foram unanimidade, veja como eram o Sega VR e o asqueroso Virtual Boy, da Nintendo:

Claro, muita coisa mudou desde então. Temos novas tecnologias, equipamentos mais potentes, hardware capaz de trazer realismo aos olhos do jogador e toda uma gama de acessórios. A promessa atual é a de imersão completa em três dimensões com experiência de gameplay completamente diferente e inovadora e todas aquelas palavras que os CEOs de empresas de tecnologia adoram utilizar em suas apresentações.

Ano passado eu estive na E3 e pude testar alguns modelos que estavam à disposição. Note a diferença entre os tweets abaixo:

Exatamente! Para jogos em que você está parado mas o personagem em movimento, os enjoos minam completamente a imersão e o divertimento. Escrevi um post sobre esse assunto aqui no Tecnoblog, explicando que, para algumas pessoas, realidade virtual pode ser real demais, contando como os cientistas estão tentando achar uma forma de diminuir ou eliminar esse lapso de convicção.

E então veio a E3 2016. Nela, a Sony apresentou seu PlayStation VR (que deve ser lançado em 13 de outubro por US$ 399), a Microsoft pincelou a promessa de um Xbox VR que deve funcionar com o futuro e poderosíssimo Project Scorpio, além de vários jogos compatíveis com esses e outros headsets semelhantes, como o Oculus Rift.

Uma dose de realidade

Infelizmente, nem tudo são flores. Para contextualizar, vejamos os exemplos de títulos que foram mostrados durante a E3 2016 para validar produtos VR:

Todos esses títulos foram feitos para ilustrar o que os óculos de realidade virtual têm a oferecer. Mas isso soa como algo forçado, não são funções de jogabilidade que foram pensadas para prover entretenimento, e sim fazer daquele jogo “compatível com VR”. Mesmo o Resident Evil 7 soa como tenebroso (em vários sentidos), sem oferecer uma experiência satisfatória.

Como disse o pessoal do The Verge, esse não é o Batman que você merece, nem o que o PlayStation VR precisa. Além de várias coisas que você esperaria em um jogo da série Arkham, como elementos gráficos e liberdade de movimentação, a demonstração falha ao apresentar uma “experiência” de realidade virtual, em vez de um jogo propriamente dito. Um game pensado para inserir o jogador num ambiente assim, com suspensão de descrença, é completamente diferente de “ser jogável com VR”, que é o que os títulos acima estão fazendo.

Mas, tentando ser otimista, acrescente à lista o futuro Star Wars Battlefront: X-Wing VR Mission, que tem tudo para sair até o final do ano e será gratuito para quem já possui o jogo Star Wars Battlefront no PS4.

Aqui, talvez tenhamos um diferencial importante: acredito que jogos assim são os que mais podem explorar o potencial dessa tecnologia. Simuladores de corrida, combates aéreos, qualquer coisa na qual tanto o jogador quanto seu personagem estejam sentados ou na mesma posição.

Talvez esse venha a ser o primeiro jogo AAA que faça sucesso considerável dentro desse novo mercado. Essencialmente, precisamos esperar que a mentalidade das produtoras amadureça para que as empresas possam saber onde estão pisando, e qual segmento de realidade virtual pode de fato vir a ser rentável e popular. E, ainda assim, novamente isso deixa claro que estamos falando de algo que ainda está por vir. Um futuro cada vez mais próximo, é verdade, mas ainda assim, futuro.

A dúvida é se a realidade virtual será eternamente uma tecnologia do futuro.

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Matheus Gonçalves
Cara, eu não sou nada sensível a motion sickness, vou em tudo quanto é brinquedo e dificilmente passo mal. TODOS meus testes com VR me trouxeram algum tipo de mal estar. E essa foi a resposta de todo mundo que eu perguntei que testou VR na E3. Sequer existe um estudo que embase essa alegação de que não é o caso da maioria das pessoas. Isso é inerente à nossa biologia na real.
Matheus Gonçalves
Tecnologia para o futuro: comercialmente. Não vai ser hoje que teremos um jogo AAA que venda pra caramba, que fará pessoas comprarem óculus de VR aos montes e fazer disso uma realidade do entretenimento. Existem milhares de jogos e nenhum deles será capaz de, hoje, se tornar uma referência como jogo de realidade virtual. Isso tende a acontecer no futuro, mas no futuro.
Marco Antonio
Existe sim tem um jogo do oculos Rifit que é exatamente isso que o cara ta dizendo vc tem una visão de terceira pessoa onde vc pode vasculhar o ambiente todo sem necessidade de o personagem esta ali, eu achei super foda, maioria que ta comentando aqui...ta pouco atualizado sobre VR. tem jogo pra cassete de VR e com imersão absurda...não sei quem foi que disse que essa tecnologia é pro futuro, ela esta qui e entre nós, so os leigos equem nao tem dinheiro pra ter um que ainda não viu...vai no youtube e pesquise mais colega
Tony Snow
Lógico que existe, não de grandes empresas, mas com o lançamento do Oculus Rift e do Vive, as reclamações sobre enjoos praticamente desapareceram, as empresas que realmente estão fazendo jogos pensados pra VR já superaram isso muito tempo. As reclamações que ainda existem são de pessoas que são extremamente sensíveis a motion sickness, o que não é o caso da maioria das pessoas.
Matheus Gonçalves
Então, mas nada disso existe ainda. O que tem aí hoje, causa enjôo ou não está polido. Nada do que existe no mercado hoje, da forma como é hoje, da maneira como tá sendo explorado hoje, vai se tornar algo popular ou comercialmente viável. E, portanto, se existe essa necessidade de polimento, de amadurecimento, isso vai tomar um tempo e demandar novos experimentos. Novamente, não vai sair hoje, é algo pro futuro.
bestknighter
Entendo... Quanto a soar como as TVs 3D eu discordo. VR parece ter bem mais futuro e ser bem mais promissor.
Matheus Gonçalves
Aqui, a experiência da Monique do Database de Resident Evil, direto da E3, falando que esses problemas de tontura ainda são constantes: https://www.youtube.com/watch?v=IaRc6-1pRrY
Tales Cembraneli Dantas
Cara, discordo muito sobre VR ser o futuro, pois tecnologia para faze-lo nós já temos, agora se isso da enjoo em jogos de ação e funciona bem em jogos de simulação é mais uma questão de biologia do que de tecnologia... talvez o modo de como estão fazendo os jogos possa estar pesando um pouco, imagino um jogo em terceira pessoa onde o jogador observa o herói por trás (como em RE4 por exemplo), ou de uma visão um pouco superior como a de um drone, acredito que esta sensação de enjoo não aconteça pois seria como se vc estivesse assistindo a cena em 3D, mas com a liberdade de explorar todos os ângulos, basta virar a cabeça para os lados
Antonio Souza
Corrida, naves, montanha russa, passeios virtuais dentro de um ônibus e afins... Agora nesse caso do VOID se der realmente certo vai ser o bicho: https://thevoid.com/ Claro que o projeto VOID é algo para parque temático, mas é demais cara.
Rodrigo Fante

Nintendo Wii, Kinect, vem a novidade, o hype e depois some se não mostrar algo realmente sólido, algo a mais que apenas ser diferente, precisa ser diferente e maduro, jogável, entreter, ou vai enjoar e morrer.

rodrigofante
Nintendo Wii, Kinect, vem a novidade, o hype e depois some se não mostrar algo realmente sólido, algo a mais que apenas ser diferente, precisa ser diferente e maduro, jogável, entreter, ou vai enjoar e morrer.
Matheus Gonçalves
Post pra complementar a leitura: http://www.cnet.com/news/vr-at-e3-2016-virtual-reality-still-has-a-long-way-to-go/ http://i.imgur.com/L8ykpin.jpg
Caleb Enyawbruce

infelizmente ainda é uma incógnita muito grande. Vamos ver o que vai dar...

Ramon Gonzalez
infelizmente ainda é uma incógnita muito grande. Vamos ver o que vai dar...
Matheus Gonçalves
Elas têm feito isso, mas o que elas estão fazendo só se tornará (e se vier a se tornar) algo popular, de sucesso, comercialmente viável e difundido no futuro, não agora. Novamente, o mercado precisa amadurecer, não estamos ainda neste presente onde jogos de realidade alternativa estarão presentes nas casas das pessoas. Por enquanto, soa muito como TVs 3D: o futuro do entretenimento doméstico que nunca deu certo.
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