É unanimidade: todos que trocam seus discos rígidos por SSDs dizem que não voltam nunca mais (e quando precisam mexer em computadores com HD, ficam bem irritados com a lentidão do disco magnético). O que aconteceria se inventassem unidades de armazenamento muito mais rápidas que seu SSD? As memórias ReRAM estão chegando e vão deixar seu SSD comendo poeira.

Pelo nome ReRAM, que significa Resistive RAM, dá para ter uma noção da tecnologia: ela é quase tão rápida quanto sua RAM, mas tem a capacidade de manter os dados mesmo na ausência de corrente elétrica. Ou seja, combina o melhor dos dois mundos. Nós já explicamos em detalhes o funcionamento do ReRAM em 2013, quando a Panasonic começou a produzir chips em larga escala para equipamentos bem simples.

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Agora, a Western Digital (que é dona da SanDisk) revelou ao AnandTech algumas estimativas da tecnologia. Eles não disseram exatamente quando pretendem lançar os primeiros drives com ReRAM, mas citam um “futuro previsível” — pense algo como 12 ou 24 meses. Inicialmente, a tecnologia será utilizada em SSDs ultrarrápidos para aplicações especiais, que demandam uma quantidade absurda de dados.

A latência do ReRAM é muito baixa. Atualmente, nós medimos as velocidades dos nossos drives em milissegundos. Um bom SSD fica na casa do 0,1 ms, enquanto os bons HDs (mas ainda lentos) demoram 5 ou 10 ms para encontrar o tal arquivo. Essa unidade de medida não faz muito sentido no ReRAM, então vamos transformar os números em nanossegundos: 100.000 ns (SSD) e 5.000.000 a 10.000.000 ns (HD).

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Os drives ReRAM alcançarão tempos de acesso entre 250 e 5.000 ns — bem mais próximos dos 50 ou 100 ns da sua RAM. O legal é que eles poderão ter boa capacidade (tipicamente entre 128 GB e 1 TB) e vida útil maior que as memórias NAND utilizadas nos SSDs. Claro que o custo será alto no início: algo em torno de 20 a 25 vezes o preço cobrado por um HD de mesma capacidade (o que ainda é um quarto do custo da RAM).

Ainda que o ReRAM seja caro até a tecnologia amadurecer, acho que podemos pensar na trajetória dos SSDs, que já estão bem mais acessíveis. Eu lembro que paguei 250 dólares por um drive de 240 GB da Plextor em 2013; hoje você gastaria os mesmos 250, só que reais, não dólares. Para pessoas comuns como nós, talvez as fabricantes possam até investir em armazenamentos híbridos, misturando NAND e ReRAM, o que torna a coisa ainda mais interessante (e menos cara).

A tecnologia nunca para.

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Firmino Gomes
Só eu já acho meu SSD meio lento já? tipo, 11Seg do POST até abrir o windows já é meio zoado né?
Marcelo Nunes Costa
Muito bom!
Marcelo Carmo
E eu ainda hoje uso um velho HD de 80GB... Parei no tempo kkkkkkkkkkkkkkk
Diogo Mendes
Não vale a pena comprar um SSHD. Esses modelo que vem com o note(HD de 1 TB e 24gb de SSD) custa em torno de R$600 ou mais no mercado livre. Se pesquisar um sansung 850 evo de 500GB vao encontrar por R$700 ou mais. Vale a pena em investir direto em um SSD do que um SSHD.
Felipe
Graças a DEUS existe CAPITALISMO no mercado internacional e existe REALMENTE competição porque se fossemos simular uma competição dessas no Brasilzão as 3 empresas seriam empresas com monopólio garantido pelo Estado oferecendo péssimos produtos e não dando a mínima para criar algo novo.
Felipe
Denis, tuneman e Islan vocês só não estão levando em consideração o poder de compra dos 300 R$ à época, oque importa NUNCA é o valor nominal do $ mas o PODER DE COMPRA que aquela quantia tem no mercado interno do país.
Souza
A evolução existe sim e a passos largos. A gente que quer comparar as coisas semana a semana. Se olharmos em 10 anos a visão de evolução muda completamente. Agora tem gente que fica assim: Nossa olho toda semana e não muda nada...
Breno
ReRAM é bem mais rápido que SSD, fato! Mas o ponto é: levávamos 5 segundos pra abrir um app básico (navegador, reprodutor de musica, editor de texto e etc) num pc com HD. Quando passamos pra um SSD, abrir um app passou a ser algo instantâneo e é aí q mora toda a magia. Amanhã estaremos utilizando um ReRAM, será ainda mais rápido que um SSD, mas não terá o salto que tivemos HD > SSD para o uso comum num pc. Claro, para algumas tarefas onde requeiram uma grande quantidade de leitura/gravação de dados, a diferença será gritante. Mas, novamente, para o uso básico ReRAM não será tão essencial quanto SSD é hj em dia. Matematicamente falando: Se vou gravar um vídeo que leva 5min num SSD, usar um ReRAM 400x mais rápido será show e teremos uma diferença gritante. Mas na hora de abrir um app que, digamos, leve meio segundo, 400x mais rápido não será tão perceptível, pois meio segundo já é muito rápido.
Souza
Hoje quem paga 1000 em um HD de 40GB ou mesmo 10 x mais 400 GB?
leoleonardo85
É um ótimo exercício pegar essas INFO EXAME antigas pra ver como o mundo mudou.
Eduardo Frazão
O problema é que os HD's de note, de 5400RPM tem seektime absurdo, e são otimizados para economia de energia. Dificilmente passam de 45MB/s. UM disco magnético de proposta geral para desktops chega perto dos 180MB/s. Qualquer SSD vagabundo da 500MB/s de escrita e leitura sequencial.
Eduardo Frazão
Eu uso SSD pro dia a dia e noto muita diferença. Seek time top, copias rápidas. É outro esquema.
Eduardo Frazão
Foi o que fiz por aqui. Comprei um SSD de 240GB, aproveitei outro de 120 que já tinha e comprei mais 2 discos magnéticos para "armazenamento estático", ou games. SSD ainda é caro.
SiouxBR
Pena que demora tanto tempo para essas tecnologias chegarem até nós, pobres mortais, por um preço acessível. Hoje uso um SSD de 120 GB (que paguei R$ 500,00 cerca de 2 anos atrás) no notebook e um HD de 2 TB (removível) para vídeos, gibis e e-books.
Keaton
Agora... quando conseguirmos comprar isso a um preço acessivel (nada de 300+) na impostolandia (digo, Brasil)... o Core i7-6950X será o Pentium 4 HT da época... :p
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