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Uber adota preço fixo de R$ 6 para corridas em alguns bairros de São Paulo

Paulo Higa Por

O Uber ficou mais barato para os paulistanos nesta quarta-feira (31). Até o dia 16 de setembro, o aplicativo de transporte vai cobrar preço fixo de R$ 6 para corridas com origem e destino em determinados bairros de São Paulo. A promoção vale para o UberPool, modalidade mais barata do Uber, que compartilha sua corrida com outros passageiros que estiverem indo para a mesma direção.

A área de cobertura do UberPool com preço fixo inclui bairros de grande movimento, como Bela Vista, Jardins, Pinheiros, Vila Olímpia, Itaim Bibi, Moema, Vila Madalena, Paraíso e República. Não importa a distância percorrida, nem se a tarifa dinâmica está em vigor: caso sua corrida comece e termine dentro da área determinada, o preço será de R$ 6.

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A promoção funcionará apenas nos horários de pico, das 7h às 11h e das 17h às 21h, de segunda a sexta, inclusive feriados. As regras do UberPool foram mantidas, como a taxa de R$ 4 se você cancelar a corrida depois de já ter chamado o motorista, ou se o carro precisar aguardar por mais de 2 minutos. Fora dos horários de pico, o preço do UberPool continua o mesmo de antes.

Por esse preço, o UberPool acaba competindo até com o transporte público. Se você considerar bairros mais complicados de chegar, como Moema, onde é normalmente necessário pegar metrô e ônibus, a integração com o Bilhete Único sairia por R$ 5,92. Isso é basicamente o que o Uber está cobrando para ir num carro particular, pegando o passageiro na porta da origem e o deixando na porta do destino.

Bairros cobertos pelo preço fixo do UberPool

Bairros cobertos pelo preço fixo do UberPool

Os bairros cobertos pela promoção do UberPool, embora não sejam muitos, incluem vários pontos de interesse, como o Parque Ibirapuera, o Aeroporto de Congonhas, a Avenida Paulista (e os inúmeros hotéis dos Jardins), os bares da Vila Madalena e a penca de escritórios da Vila Olímpia. É uma boa economia em relação ao preço comum; uma corrida da Vila Olímpia para a Paulista normalmente sai por algo entre 15 e 20 reais.

Embora seja uma promoção por tempo limitado em São Paulo, o Uber já tem feito experiências em caráter definitivo em outras regiões do mundo. Em Nova York, corridas no UberPool em horários de pico dentro de Manhattan têm preço fixo de US$ 5. O Uber lançou um plano mensal, de US$ 79, que permite corridas ilimitadas. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a corrida sai por menos de US$ 2, o que é mais barato que a passagem do metrô.

Não seria surpresa (e seria muito bem-vindo) ver algo definitivo nas cidades brasileiras também.

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Sergio Sakata
Cupom R$20 de Desconto nas duas primeiras viagens na Uber https://www.uber.com/invite/xxwjb2f8ue
Fabio Montarroios
Pelo que eu vi só vai até 16 de setembro essa promoção. Ou é uma experiência ou é marketing (ou dois...). Não vi ainda esse lance do preço subir se um determinado Km for atingido, mas se existir, me parece justo, pelo impacto q muitos carros causariam. Tb vejo como limitada essa promoção especificamente, mas a partir delas podem surgir outras, bem despreocupadas com os danos...
felipecn
Eu realmente gostaria que o Uber fosse um pouco mais aberto nesse aspecto, mas eles sempre consideram dados sobre as corridas como confidenciais. Mas eu tenho a impressão que a maioria dos carros no UberPool serão os que já estão na região mesmo sem o serviço, só serão melhor utilizados. Mesmo antes dessa ação já era bem comum os motoristas se dirigirem a essa região porque a demanda é maior lá. E a regulamentação do Uber em SP já ajuda a controlar uma expansão mais radical: Lembro que existe um limite de kms rodados entre todos os apps (Uber/EasyGo/99Pop/etc) e que depois disso o preço por km sobe. Também foi previsto diminuir o preço em regiões pouco atendidas mas isso ainda não virou realidade. A única coisa que acho perigosa é se de fato houver uma migração grande do transporte coletivo para o Uber, porque isso diminuiria a arrecadação do sistema público e consequentemente aumentaria a quantia que a prefeitura precisa pagar de subsídios. Mas não sei pra quanta gente a troca seria realmente viável - não só você precisa morar E trabalhar dentro da zona da ação como a maioria das suas locomoções precisa ser no horário de pico.
Fabio Montarroios
Cara, tô nessa mesma linha! Não acho q os carros autômatos vão resolver nossa vida, ao contrário, trarão novos problemas e creio que a vida nas cidades, pelo menos cidades brasileiras, e mais especificamente em SP, a coisa tende a piorar, porque, historicamente, se privilegia a indústria e o transporte individual (e isso não mudou agora como dizem, pq as políticas foram lights, qdo deveriam ser mais restritivas). Pra mim o que é temerário, algo próximo a devastação que causa a especulação imobiliária, é o Uber começar a mobilizar sua frota a seu bel prazer e de acordo, sempre, com seus interesses financeiros, ignorando, como já faz, o impacto urbano das decisões ora calcadas em marketing ora em retornos de curto prazo. Eu não sei, pelo menos não tenho essa informação, se eles consultam a CET ou mesmo a prefeitura, aqui de SP, pra mobilizar carros (100, mil, dez mil!?) pra atuarem mais fortemente numa determinada região (pagando incentivos) num determinado horário. Duvido q o façam e as informações que eles têm, em tempo real, é um trunfo tão grande, e sobreposto à malha viária que é pública (e que deveria privilegiar o transporte coletivo bom, seguro, limpo e barato para todos), nós estamos arcando com o prejuízo da poluição e da imobilidade gerada pelo alvoroço dos carros se deslocando para esse trajeto de seis mangos. Esses seis mangos são subsidiados não só pelo Uber, portanto, mas tb pela gente, q paga imposto, pra manter uma estrutura q atende preferencialmente o transporte individual motorizado... Assim, pelo menos, me parece. Bacana essa informação q vc traz direto do parceiro e creio q em certa medida, assim como o Paulo Higa, vc está certo ao pensar q é melhor menos gente usando carro, mas ainda esbarra nessas questões q indiquei acima q, se se sustentarem, trazem mais problemas do q soluções. A poluição, os acidentes e tempo perdido permanecem a despeito do relativo conforto q é evitar os precários ônibus q circulam pelas cidade do Brasil :/
felipecn
Fabio, não acho que um só modal seja a solução. Acho exagerado quem diz que só carros autônomos são a solução pro trânsito, com certeza eles melhoram bastante vários problemas mas um ônibus, BRT ou trem ainda é bem mais eficiente. Mas do mesmo jeito, nem toda rota tem demanda para ter um serviço público atendendo ela diretamente, então um carro particular acaba sendo mais prático por poder fazer sua própria rota. Nisso, um serviço que tá num meio termo entre os dois fica bem interessante. E a tarifa fixa do UberPool só é disponível no horário de pico, quando o trânsito é maior, e isso já tira um tanto a atratividade dele - se estou indo pra um lugar coberto pela rede metroferroviária ou por corredores do ônibus, o transporte público vai ser mais rápido. Conversei com um motorista e ele disse que a Uber está pagando o preço integral das passagens para quem pede o preço fixo. Esse período limitado deve ser pra verificar a demanda e ver se vale a pena oferecer o serviço aqui. Creio que num lançamento definitivo tentarão convencer os motoristas que a rotatividade é alta e o preço baixo acaba equivalendo a fazer várias corridas longas. (E justamente por isso que oferecem o serviço só nas regiões mais densas de SP: É onde existe mais demanda para manter um serviço que depende de uma rotatividade maior de passageiros. Nos extremos da cidade a maioria das viagens seria bastante pendular)
felipecn
O Bilhete Único Mensal pra Trem+Ônibus custa R$230, ainda seria competitivo. E em NYC essas corridas de preço cheio custam $5, então é provável que não cobrariam aqui o equivalente em dólar aos US$79
Fabio Montarroios
Paulo, vc levanta pontos importantes, como o fato de que quem usa transporte público, em crédito em cartões como "Bilhete único", não ter a possibilidade de usar o Uber, mas faltaria ainda considerar as pessoas que usam transporte público sem esses créditos, que são os desempregados, os trabalhadores informais e os turistas (discordando um pouco de vc nesse ponto, pq essas pessoas vão usar tb o transporte público e não apenas táxis e uber, claro). Também tem os pedestres e ciclistas que sofrem MUITO com o fluxo intenso de carros. Quem tá no ônibus tb, com as invasões das faixas exclusivas e os acidentes que não são poucos e além de matar bloqueiam ainda mais o trânsito... Mas isso é outra discussão. Esse subsídio que pode estar sendo dado pelo Uber (estou presumindo, não sei dizer se dão mesmo) é diferente de simplesmente usar o Uber como se convencionou usá-lo (eu uso e não gosto de usá-lo compartilhado, já deixo bem claro o nível do meu individualismo nesse ponto, mas como faço uso esporádico não me penalizado por demais). A partir do memento que a empresa Uber passa a influenciar de modo mais agressivo, por assim dizer, com estratégias como essas, que, claro, não querem desbaratar os ônibus, mas, sei lá, se rolar subsídio mesmo, é mais para efeito de marketing do que vantagem efetiva àqueles q vão apelar a essa modalidade mais em conta, já que vão ficar presos no trânsito e não vão poder usufruir de corredores exclusivos ou faixas de ônibus, todas interditadas aos usos dos veículos particulares, com exceção dos táxis. Estou plenamente de acordo q é melhor 1 carro levando 4 (sem contar o motorista q está "trabalhando" pro Uber), do que um carro levando apenas um motorista que segue seu destino seja qual for. Mas o domínio e a influência (especialmente a influência ao direcionar comportamentos e estimular perspectivas que passam a renovar as esperanças no transporte menos eficiente que o carro representa em relação a outros modais) que o Uber vai exercendo sobre a mobilidade urbana, que afeta a todos nós, não é estabelecida ou interligada com as políticas públicas relacionadas a esse assunto, saca? Pra mim isso é grave, mas não deve ser proibido, pq a iniciativa privada traz, sim, soluções interessantes para deficiências públicas notórias (e o transporte público é uma delas e uma das mais gritantes), mas esse, nem de longe, é o caso do Uber. (O mapa que vc colocou pra ilustrar o perímetro da "promoção" me lembra um mapa de área de rodízio, ou um mapa que indica, pelos serviços públicos, alguma restrição. São os novos tempos em que os mapas recebem novas camadas de usos e significados e isso, nem de longe é ruim, georreferenciamento é amplamente usado por ONGs de toda sorte pra estratégias de serviços do terceiro setor q interessam a muita gente, mas no caso do Uber, q distribuí picolé, eu tenho lá minhas dúvidas, se é prudente deixar o marketing de uma empresa interferir no destino de tanta gente...) Tanto eu quanto vc não temos carros e usamos o metrô, se vacilar a mesma linha, q pra mim tb é uma boa opção qdo combinada com outros modais. Mas eu ainda preciso pegar um busão qdo não estou de bike, que carrego comigo qdo não a deixo num bicicletário, e se houver mais carros é pior, mesmo q sejam carros apinhados de gente. O meu maior receio nisso é ver em atitudes de empresas como o Uber - que trouxe benefícios, como por exemplo indo em áreas periféricas que não são atendidas por ninguém, além de ajudar as pessoas a ganharem uma grana honestamente - uma cidade mais uma vez sendo rifada a toda sorte de ação sem planejamento integrado com as outras instâncias em operação. Porque duvido que houve diálogo com a prefeitura, com a CET, pra saber se haverá algum impacto, se é q se pode medi-lo (creio que sim, pq o uber sabe do movimentos dos parceiros), no fluxo atual de veículos nessa região da promoção? Duvido... e aí q mora o perigo. Você com certeza deve ter visto esse ensaio com as diferenças de ocupação, mas deixo a referências aos interessados. http://arte.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/01/24/sp-se-move/
Paulo Higa
Eu tenho uma visão mais positiva sobre esse assunto, Fabio. Claro, acho que vai existir aquela interseção na qual os usuários que antes pegavam ônibus passem a andar de Uber, mas acho que essa promoção afeta especialmente quem tirava o carro da garagem (e andava sozinho no banco da frente). Por alguns motivos. O mais importante é que a promoção só vale nos horários de pico de segunda a sexta (é assim mesmo em Nova York, onde já é algo mais definitivo). Ou seja, o foco são as pessoas que estão indo ou voltando do trabalho. E quem pega ônibus para ir ou voltar do trabalho muito provavelmente recebe vale transporte do empregador, que não é aceito no Uber. Portanto, essas pessoas vão continuar pegando ônibus de qualquer forma. Quem já não pega ônibus são as pessoas que vão de carro particular ou táxi — e elas preferem carro particular por uma série de motivos, que vão de tempo (com o destino em mente, o trajeto é otimizado e você gasta menos tempo) a comodidade (não precisa caminhar até o ponto ou até o destino, você é pego e deixado na porta). É aí que essa ideia pode fazer diferença: em vez de 1 carro para levar 1 pessoa, coloca-se 1 carro para levar de 2 a 4 pessoas de uma vez só. Além disso, como esse mesmo carro pega várias outras pessoas ao longo do dia, economiza-se espaço nas vias e nos estacionamentos. Acho que o Uber não tem a intenção de substituir o transporte público (mesmo com esse preço baixíssimo), ele complementa, e chama o pessoal que antes usava carro particular de maneira ineficiente. Falando por mim, eu não tenho intenção de ter carro (o metrô e o transporte individual como "última milha" já me atendem muito bem) e vou continuar usando metrô, especialmente por ser muito mais rápido que qualquer outro meio de transporte terrestre.
Fabio Montarroios
Não me pareceu, pelo q entendi, q as viagens serão de grande distância. E se for no horário de pico, um carro, mesmo com ocupação máxima, ocupa mais espaço físico do q se comparar com um ônibus, vai ficar parado no congestionamento. E qto mais carros parados no trânsito, mais poluição, não? E até mesmo o conforto pode desaparecer nessa modalidade que transforma o uber numa espécie de Van... O que eu lastimo é celebrar o carro como solução pra mobilidade quando está mais que sabido que não seria por aí...
Lucas Blassioli
O que é negativo de um carro compartilhado circulando numa região e usado para sua maioria em grandes viagens? Não vejo desvantagem quanto a isso...
Lucas Blassioli
Olá, adoro o Uber porém por causa de um problema com um pagamento quando tinha 18 meu nome ficou sujo por um tempo, consegui pagar bem depois e não tenho cartão de crédito. Ou seja, pelo seu comentário é ridículo pessoas como eu terem direito a usar o Uber (já que o mesmo não aceita pré-pago).
Lucas Blassioli
Ainda assim nunca mais andaria de ônibus
Rafael
Que nada, aqui no Brasil o valor mensal ia ser de uns 300 reais.
Fabio Montarroios
É... não seria melhor q justamente nessas áreas q já são super bem servidas de transporte público essa opção não estivesse disponível? Mesmo sendo áreas amplamente utilizadas e mesmo levando em conta q é melhor ter um carro levando cinco pessoas do q cinco carros levando cinco pessoas, um carro ainda é um carro e pelo espaço q ocupa ainda é BEM menos eficiente q um ônibus... Obviamente esse preço é subsidiado pelo Uber, pq, presumo, o motorista não vá achar lá muito bom transportar pessoas por preço módico (4 x 6 = 24). Pode ser q os motoristas de uber passem até a evitar a região... Agora, falando sério mesmo, Paulo Higa, tu não tem interesse por questões relacionadas a mobilidade urbana!? Porque é um contra senso achar q isso essa iniciativa em particular do uber é positiva... Mesmo sob o olhar mais generoso não tem como isso ser melhor q um transporte coletivo de porte maior, como um ônibus, não?