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Eis um novo meio de transferir dados: o corpo humano

De um lado, um trackpad. Do outro, uma fechadura. No meio, o seu corpinho.

Paulo Higa Por

Existem algumas formas de transferir dados sem usar cabos, como Bluetooth ou Wi-Fi. No entanto, como as informações trafegam pelo ar, alguém próximo pode quebrar a criptografia e interceptar seus dados. E se inventassem uma maneira de transmitir informações sem vazá-las no ar, mas sem precisar de cabos? Pois bem: pesquisadores da Universidade de Washington conseguiram usar o corpo humano para isso.

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Os cientistas desenvolveram uma técnica que transmite sinais elétricos pelo corpo humano de um ponto a outro. Eles descobriram que sensores de impressões digitais e trackpads de notebooks podem emitir sinais de 2 a 10 MHz, que trafegam bem pelo corpo humano, mas não se propagam no ar. Assim, você poderia colocar uma mão num sensor do celular e outra na porta do carro — que então leria a senha e destravaria o automóvel.

Claro que a tecnologia ainda está engatinhando e não é muito útil: os pesquisadores alcançaram velocidades de apenas 50 bits por segundo em trackpads e 25 bits por segundo em sensores biométricos. Ainda assim, essa forma de transmissão já é viável para transferir pequenos dados seguros (como senhas) para dispositivos como fechaduras, relógios ou equipamentos médicos, por exemplo.

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A técnica foi testada com sucesso num sensor de impressões digitais de iPhone e num trackpad Adafruit, dentro de um laptop da Lenovo, em pessoas com diferentes alturas ou pesos, mesmo enquanto estão se movendo. Os receptores podem estar em basicamente qualquer lugar do corpo humano, como pernas, peito ou mãos, segundo os cientistas.

É possível que as velocidades atingidas sejam bem maiores se as fabricantes abrirem o acesso ao software desses sensores e trackpads. Você pode ler todos os detalhes do funcionamento da tecnologia neste documento.

Comentários

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João Silverado
Cara, esqueci completamente desse detalhe, sei disso e é verdade mesmo. O tag teria que ter inteligência em não responder qualquer solicitação de qualquer leitor. Enfim, já complica.
Samuel Cesar
Já tem maluco usando isto pra guardas seus valiosos Bitcoins.
Jaron Wanderley
RFID não necessariamente é uma tecnologia de comunicação... Ou seja troca de dados, mas tageamento, a informação contida na tag é única, e é ser lida através indução... Resumo ter o dispositivo certo, leitor, e por dentro de uma mala, bolsa, sacola, cruzar com uma pessoa que tem a tag e armazenar a informação... Sem precisar roubar ou usar a tag.... Não é muito difícil.... https://youtu.be/CKmHb4OxE6E http://m.tecmundo.com.br/curiosidade/2525-conheca-mais-nova-tecnica-para-roubar-creditos-de-passes-eletronicos-usados-em-onibus-e-metros-.htm https://youtu.be/fDimlEdeGjM Tem mais conteúdo online... Até no instructable ensinando a fazer.... Mas... Em relação a wearables uma tecnologia por toque é genial, pois possibilita a troca de informação entre o celular e o gadget... Abrindo muitas portas para uso maior de wearables.
João Silverado
Bluetooth ainda tem um certo alcance, mas RFID não, como poderiam clonar se ñ estivessem lá do lado do aparelho receptor?
Jaron Wanderley
Tags RFID podem ser clonadas a curta distância já que é por indução e Bluetooth é bastante frágil em questão de segurança ....vejo essa iniciativa algo promissor em questão de segurança de dados e wearables mais integrados!
LessTech
Não. O sinal se perde no meio do caminho. =P
Danillo Nunes
O sujeito mais gordinho consegue uma largura de banda maior?
João Silverado
Mas é por esse motivo que bluetooth tem alcance curto. Os dados são pra serem usado no local, economizando energia (pois mais alcance, mais potência é necessária) e evitando intercepção das informações. E nesse exemplo do carro, em que o celular faz informações trafegarem até o carro usando a pessoa de condutor, nada que a tecnologia RFID já não faça, sem precisar ter um condutor no meio e precisando que o emissor da informação esteja praticamente colado no receptor.
Ricardo - Vaz Lobo
Os dados podem escorrer pelos dedos.