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Eis um novo meio de transferir dados: o corpo humano

De um lado, um trackpad. Do outro, uma fechadura. No meio, o seu corpinho.

Paulo Higa Por
3 anos atrás

Existem algumas formas de transferir dados sem usar cabos, como Bluetooth ou Wi-Fi. No entanto, como as informações trafegam pelo ar, alguém próximo pode quebrar a criptografia e interceptar seus dados. E se inventassem uma maneira de transmitir informações sem vazá-las no ar, mas sem precisar de cabos? Pois bem: pesquisadores da Universidade de Washington conseguiram usar o corpo humano para isso.

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Os cientistas desenvolveram uma técnica que transmite sinais elétricos pelo corpo humano de um ponto a outro. Eles descobriram que sensores de impressões digitais e trackpads de notebooks podem emitir sinais de 2 a 10 MHz, que trafegam bem pelo corpo humano, mas não se propagam no ar. Assim, você poderia colocar uma mão num sensor do celular e outra na porta do carro — que então leria a senha e destravaria o automóvel.

Claro que a tecnologia ainda está engatinhando e não é muito útil: os pesquisadores alcançaram velocidades de apenas 50 bits por segundo em trackpads e 25 bits por segundo em sensores biométricos. Ainda assim, essa forma de transmissão já é viável para transferir pequenos dados seguros (como senhas) para dispositivos como fechaduras, relógios ou equipamentos médicos, por exemplo.

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A técnica foi testada com sucesso num sensor de impressões digitais de iPhone e num trackpad Adafruit, dentro de um laptop da Lenovo, em pessoas com diferentes alturas ou pesos, mesmo enquanto estão se movendo. Os receptores podem estar em basicamente qualquer lugar do corpo humano, como pernas, peito ou mãos, segundo os cientistas.

É possível que as velocidades atingidas sejam bem maiores se as fabricantes abrirem o acesso ao software desses sensores e trackpads. Você pode ler todos os detalhes do funcionamento da tecnologia neste documento.

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