Início » Legislação » WhatsApp, Facebook, YouTube e Twitter estão bloqueados na Turquia

WhatsApp, Facebook, YouTube e Twitter estão bloqueados na Turquia

Paulo Higa Por
3 anos atrás

A Turquia está sob censura: os principais serviços de comunicação, incluindo WhatsApp, Facebook e Twitter, foram bloqueados pelos provedores na madrugada desta sexta-feira (4). Os bloqueios afetaram primeiro os usuários das estatais TTNet e Turkcell, as duas maiores operadoras de banda larga e telefonia móvel do país, respectivamente.

Segundo o Turkey Blocks, que está acompanhando os bloqueios de internet na Turquia, é a primeira vez que são impostas restrições de acesso a nível nacional em aplicativos de mensagens. Além do WhatsApp, os turcos também não estão conseguindo utilizar o Skype, Instagram e YouTube nas grandes operadoras. Provedores menores, no entanto, parecem não estar aplicando os bloqueios.

turquia-bandeira

Os relatos da imprensa local indicam que os bloqueios estão relacionados à prisão de líderes do Partido Democrático do Povo (HDP), opositores ao presidente Recep Tayyip Erdogan. No Twitter, jornalistas na Turquia denunciaram uma incursão policial nesta sexta-feira (4) na sede do partido opositor, em Ancara. O vídeo foi transmitido ao vivo pelo Periscope.

A oposição diz que Erdogan está fazendo uma espécie de contra-golpe, reestruturando o governo e contornando a democracia após uma tentativa de golpe de estado na Turquia, em julho. Desde então, o governo turco prendeu cerca de 40 mil pessoas. Inclusive, fica a dica do podcast Xadrez Verbal para quem se interessa por política internacional.

Esta não é a primeira vez que a Turquia censura a internet. No final de outubro, 6 milhões de pessoas que vivem no sudoeste do país ficaram totalmente offline. Quando a conexão voltou, fotos e vídeos denunciando violação de direitos humanos começaram a aparecer nas redes sociais.

Semanas antes, o governo mandou bloquear Google Drive, Dropbox e OneDrive em território nacional como tentativa de conter o vazamento de e-mails supostamente escritos pelo Ministro de Energia e Recursos Naturais, Berat Albayrak, que é genro do presidente Erdogan.

Mais sobre: ,