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FBI diz que hackers ganharam quase US$ 18 milhões vendendo moedas digitais do FIFA

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3 anos atrás

Uma investigação do FBI descobriu um esquema de fraude no FIFA, da Eletronic Arts, que pode ter rendido entre US$ 15 milhões e US$ 18 milhões em dois anos.

No modo Ultimate Team de FIFA, os jogadores compram e vendem, com dinheiro virtual e real, pacotes de cartas que representam atletas profissionais de futebol. Essas cartas servem para os jogadores montarem seus times e se enfrentarem em partidas online. No último ano, o Ultimate Team rendeu mais de US$ 600 milhões à EA.

No entanto, utilizando uma cópia pirata do FIFA 14, hackers criaram uma ferramenta para enviar sinais aos servidores do jogo simulando partidas, para ganhar as moedas digitais do modo Ultimate Team de maneira muito mais rápida que um jogador normal. Essas moedas eram, então, vendidas a sites da Europa e da China, que revendiam as mesmas para os jogadores. O comércio das “FIFA Coins”, como são chamadas, é considerado ilegal pela EA.

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O grupo era formado por quatro hackers: Anthony Clark, considerado o líder; Ricky Miller, Nicholas Castellucci, e Eaton Zveare, sob o nome RANE Developments. Segundo a investigação, o esquema operou de meados de 2013 a setembro de 2015, quando a polícia começou a apreender os bens do grupo – que incluiu vários computadores, Xbox 360 e até carros de luxo.

Ainda segundo o FBI, os hackers faziam parte de um outro coletivo, conhecido como Xbox Underground, responsável por ter roubado softwares de empresas como Valve e Microsoft em 2014. Um ex-membro do Xbox Underground, Austin Acala, colaborou com a investigação.

De acordo com o Kotaku, o julgamento de Clark começou na última quarta-feira (16) no Texas. Em outubro, Miller, outro membro do grupo, já havia assumido a culpa. As idades e as nacionalidades dos hackers não foram reveladas.

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