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Japão quer construir o supercomputador mais rápido do mundo

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3 anos atrás

O próximo supercomputador mais rápido do mundo deverá ser construído no Japão. Chamado de ABCI (AI Bridging Cloud Infrastructure), ele quer tornar os japoneses mais competitivos em inteligência artificial, robótica e medicina — áreas em que o país está sendo deixado para trás pela China, que abriga o atual supercomputador mais poderoso.

Se tudo ocorrer como planejado, o ABCI custará nada menos que 19,5 bilhões de ienes (R$ 588 milhões) e terá capacidade de processamento de 130 petaflops (ou seja, 130 quadrilhões de cálculos por segundo). Isso é suficiente para desbancar o chinês Sunway TaihuLight, de 93 petaflops, que é utilizado para pesquisas farmacêuticas e de meteorologia.

supercomputador

A ideia é que o Japão volte a ser competitivo em áreas importantes da tecnologia, como baterias e energias renováveis. Ao permitir que as empresas japonesas processem uma grande quantidade de dados em menos tempo, o ABCI pode ajudar o país a desenvolver seus próprios carros autônomos e construir novos serviços e aplicações na medicina.

Segundo a Reuters, o primeiro-ministro Shinzo Abe tem fechado algumas parcerias para garantir o avanço tecnológico do país. As empresas do Japão estão tendo que terceirizar trabalhos de processamento pesado para companhias como Google e Microsoft. Com o ABCI, elas poderiam fazer tudo em casa, já que a capacidade ociosa de processamento seria alugada para os japoneses por uma taxa.

A expectativa é que a construção do supercomputador comece em 2017; uma das envolvidas no projeto deverá ser a Fujitsu, dona do atual supercomputador mais rápido do Japão, o Oakforest-PACS, de 13,6 petaflops. Uma licitação para o ABCI já foi aberta e deverá ser finalizada no dia 8 de dezembro.

O Brasil tem, atualmente, dois supercomputadores entre os 500 mais rápidos do mundo: o Santos Dumont, do Laboratório Nacional de Computação Cientifica (LNCC), utilizado em pesquisas nas áreas de energia, meteorologia, nanotecnologia, entre outras; e o CIMATEC Yemoja, do SENAI, para viabilizar operações no pré-sal. O Santos Dumont chegou a ser desligado por falta de dinheiro para pagar a conta de luz, mas foi colocado em funcionamento depois de uma suplementação de recursos garantida a partir de julho.

Atualizado em 30 de novembro às 11h48 com a situação atual do Santos Dumont.