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Nubank está salvo: Banco Central não muda prazo de repasse dos cartões de crédito

Mudança poderia significar o fim da operação do Nubank e outros pequenos emissores de cartão de crédito no Brasil

Paulo Higa Por

O Banco Central anunciou nesta terça-feira (20) medidas para melhorar a eficiência do sistema financeiro e tornar o crédito mais barato. Entre as mudanças, não está presente a redução no prazo de repasse do dinheiro de compras feitas no cartão de crédito para lojistas, que atualmente é de até 30 dias. A notícia foi comemorada pelo Nubank, que corria o risco de encerrar as operações se a medida fosse aprovada.

Em vez de reduzir drasticamente o prazo de repasse para até dois dias, como já acontece nos Estados Unidos, o Banco Central vai trabalhar em conjunto com as instituições financeiras para definir como implantar as medidas de forma sustentável, de maneira a não prejudicar a competição no setor.

Se a regra fosse aplicada imediatamente, pequenos emissores de cartão de crédito e empresas de maquininhas de cartão poderiam quebrar, já que não teriam dinheiro em caixa para arcar com suas operações. Por outro lado, a medida poderia beneficiar os lojistas, que atualmente demoram para receber o dinheiro de vendas feitas no cartão de crédito, gerando um descompasso entre receitas e despesas.

“Apesar de entendermos a situação dos lojistas, especialmente no cenário recessivo do país, seria ingênuo imaginar que o custo desse capital não seria facilmente repassado para os próprios lojistas e consumidores através do aumento de outras tarifas e juros”, diz o Nubank em comunicado. Segundo a empresa, “mais competidores no mercado trazem mais alternativas de melhor qualidade e menor custo para consumidores e lojistas”.

Outras medidas que impactam diretamente a utilização do cartão de crédito foram anunciadas pelo Banco Central. Uma delas, que deve entrar em vigor até março de 2017, é a proibição da exclusividade de bandeiras de cartões de crédito. Com a mudança, todas as maquininhas deverão ser compatíveis com todas as bandeiras, o que “aumenta a competição no mercado de cartões e beneficia o consumidor”.

Além disso, o Banco Central regularizou a diferenciação de preço, permitindo que os comerciantes possam cobrar diferentes valores dependendo do meio de pagamento. Na prática, a medida pode tornar as compras em dinheiro mais baratas e as compras no cartão de crédito mais caras. A autorização será dada por meio de medida provisória, que será publicada e deverá entrar em vigor nos próximos 12 a 24 meses.

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Krosna Terrestre
não. da onde vc tirou isso ?
Cristiano Fleck

Em um primeiro momento a diferenciação de preços entre dinheiro e cartão irá encarecer o produto para quem compra com cartão de crédito. os comerciantes irão "tentar" diferenciar..... mas a lei de mercado ira dominar e outros fatores como custo de operação, aluguel do ponto, concorrência local farão os preços atingirem um equilibrio e assim voltara tudo ao inicio com preços iguais para compras com dinheiro ou cartão.
exemplo: comerciante X paga aluguel de seu ponto de R$10.000,00 e vende um produto qualquer por R$100,00 em dinheiro ou R$105,00 no cartão de crédito. o comerciante Y tem aluguel de R$1.000,00 (um pouco mais afastado do centro, em um bairro residencial) vende o mesmo produto por R$95,00 em dinheiro ou R$100,00 no cartão de crédito. neste exemplo o custo do aluguel reflete no custo do produto tanto quanto o custo do cartão.
outro exemplo: dois comerciantes, pagam o mesmo valor de aluguel, mesmo bairro, mesma rua, mesmo produto. um deles compra 10.000 unidades do fornecedor por R$50,00 o outro (mais pobrezinho) compra apenas 500 unidades do mesmo produto por R$70,00 cada ( o fornecedor dá descontos para quantidade). o comerciante que comprou mais barato poderá em tese vender mais barato mesmo no cartão que o comerciante que comprou menos quantidade do mesmo produto.
isto em tese porque na verdade a lei de mercado sempre será mais forte e o que importa mesmo é a margem que o comerciante terá sobre a mercadoria. nos exemplos acima supondo que um esteja ganhando R$50,00 no produto e o outro esteja ganhando R$40,00 no mesmo produto e ambos fazem uma diferença de R$5,00 na venda com cartão de crédito se um cliente que esteja interessado em comprar solicite um desconto no preço do produto, equiparando-o com o preço para pgto em dinheiro, utilizando um argumento de que "na loja X esta mais barato" o lojista não perderá a venda e dará o desconto, no máximo perderá a diferença entre a venda a vista e no cartão. RESUMO: lei da oferta e procura, lei do mercado.... no ínicio terá diferença nos preços, depois voltará a não ter mais....

Cristiano Fleck
Em um primeiro momento a diferenciação de preços entre dinheiro e cartão irá encarecer o produto para quem compra com cartão de crédito. os comerciantes irão "tentar" diferenciar..... mas a lei de mercado ira dominar e outros fatores como custo de operação, aluguel do ponto, concorrência local farão os preços atingirem um equilibrio e assim voltara tudo ao inicio com preços iguais para compras com dinheiro ou cartão. exemplo: comerciante X paga aluguel de seu ponto de R$10.000,00 e vende um produto qualquer por R$100,00 em dinheiro ou R$105,00 no cartão de crédito. o comerciante Y tem aluguel de R$1.000,00 (um pouco mais afastado do centro, em um bairro residencial) vende o mesmo produto por R$95,00 em dinheiro ou R$100,00 no cartão de crédito. neste exemplo o custo do aluguel reflete no custo do produto tanto quanto o custo do cartão. outro exemplo: dois comerciantes, pagam o mesmo valor de aluguel, mesmo bairro, mesma rua, mesmo produto. um deles compra 10.000 unidades do fornecedor por R$50,00 o outro (mais pobrezinho) compra apenas 500 unidades do mesmo produto por R$70,00 cada ( o fornecedor dá descontos para quantidade). o comerciante que comprou mais barato poderá em tese vender mais barato mesmo no cartão que o comerciante que comprou menos quantidade do mesmo produto. isto em tese porque na verdade a lei de mercado sempre será mais forte e o que importa mesmo é a margem que o comerciante terá sobre a mercadoria. nos exemplos acima supondo que um esteja ganhando R$50,00 no produto e o outro esteja ganhando R$40,00 no mesmo produto e ambos fazem uma diferença de R$5,00 na venda com cartão de crédito se um cliente que esteja interessado em comprar solicite um desconto no preço do produto, equiparando-o com o preço para pgto em dinheiro, utilizando um argumento de que "na loja X esta mais barato" o lojista não perderá a venda e dará o desconto, no máximo perderá a diferença entre a venda a vista e no cartão. RESUMO: lei da oferta e procura, lei do mercado.... no ínicio terá diferença nos preços, depois voltará a não ter mais....
Lucas Kilmer
Mesmo que de forma gradual esta medida seria péssima. Atualmente o lojista já pode receber adiantado mediante pagamento dos juros. O que ocorreria caso este prazo fosse diminuído via decreto é que agora todos os lojistas iriam pagar obrigatoriamente para receber adiantado, sendo que provavelmente repassariam este custo para o consumidor (que provavelmente iriai diminuir os gastos no cartão de crédito). Aconselho ver http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2591 para verificar porque os juros no Brasil são tão altos e porque regulações e controles de preços são tão nocivos.
Lucas Kilmer

Mesmo que de forma gradual esta medida seria péssima. Atualmente o lojista já pode receber adiantado mediante pagamento dos juros. O que ocorreria caso este prazo fosse diminuído via decreto é que agora todos os lojistas iriam pagar obrigatoriamente para receber adiantado, sendo que provavelmente repassariam este custo para o consumidor (que provavelmente iriai diminuir os gastos no cartão de crédito). Aconselho ver http://www.mises.org.br/Art... para verificar porque os juros no Brasil são tão altos e porque regulações e controles de preços são tão nocivos.

Vitor

Antonio, na verdade maioria dos comerciantes espertos não saem no prejuízo com isso, o prazo pra receber realmente é 30 dias após a compra, como padrão, pelo que me lembro quando mexia com esses esquemas de lojas, as compras parceladas caem nos meses consecutivos a compra.
Porém os bancos oferecem um recurso de adiantamento do pagamento para o comerciante, e como eles sabem que vão receber em 30 dias por exemplo o juros é bem baixo, e isso eu tenho certeza que muitas contas empresariais disponibilizam, em uma americanas da vida você tem 3 preços, o a vista "com desconto", o a prazo sem juros, e o com juros no modo parcelado. No final o preço maior do cartão, e os juros, compensam o custo financeiro do adiantamento que o comerciante faz junto ao banco.

Acho que esse caixa extra que a operadora de cartões terá que ter nos próximos meses, gerará algo extremamente negativo no mercado financeiro, com taxas de anuidade crescendo e também os juros, tudo isso nos próximos meses, visto que o caixa terá que ser feito na marra. Sim, eu uso cartão, o recurso de parcelar é útil se bem utilizado (e sem juros).

Vitor
Antonio, na verdade maioria dos comerciantes espertos não saem no prejuízo com isso, o prazo pra receber realmente é 30 dias após a compra, como padrão, pelo que me lembro quando mexia com esses esquemas de lojas, as compras parceladas caem nos meses consecutivos a compra. Porém os bancos oferecem um recurso de adiantamento do pagamento para o comerciante, e como eles sabem que vão receber em 30 dias por exemplo o juros é bem baixo, e isso eu tenho certeza que muitas contas empresariais disponibilizam, em uma americanas da vida você tem 3 preços, o a vista "com desconto", o a prazo sem juros, e o com juros no modo parcelado. No final o preço maior do cartão, e os juros, compensam o custo financeiro do adiantamento que o comerciante faz junto ao banco. Acho que esse caixa extra que a operadora de cartões terá que ter nos próximos meses, gerará algo extremamente negativo no mercado financeiro, com taxas de anuidade crescendo e também os juros, tudo isso nos próximos meses, visto que o caixa terá que ser feito na marra. Sim, eu uso cartão, o recurso de parcelar é útil se bem utilizado (e sem juros).
Ricardo - Vaz Lobo

EU ACHO que as operadoras de cartão já estão armando alguma:

Ricardo - Vaz Lobo
EU ACHO que as operadoras de cartão já estão armando alguma:
André Souza

O soluçao não é diminuir as taxas e nem o repasse de preço ao consumidor final e sim os impostos que são cobrados quase cinco vezes no mesmo produto, desde o fabricante, atravessador, comerciante, consumidor final e outros!!!!!
So que o governo não aceita né, tem que ter de onde "mamar".

André Souza
O soluçao não é diminuir as taxas e nem o repasse de preço ao consumidor final e sim os impostos que são cobrados quase cinco vezes no mesmo produto, desde o fabricante, atravessador, comerciante, consumidor final e outros!!!!! So que o governo não aceita né, tem que ter de onde "mamar".
Tiago Celestino

E o Brasil continua tentando se comparar com países que possuem outra estrutura economica e cultural.

Tiago Celestino
E o Brasil continua tentando se comparar com países que possuem outra estrutura economica e cultural.
Luiz Henrique
Só vi choradeira vinda do floquinho Nubank mesmo, não lembro de ter visto Digio/Neon e afins fazendo textão por causa disso
Luiz Henrique

Só vi choradeira vinda do floquinho Nubank mesmo, não lembro de ter visto Digio/Neon e afins fazendo textão por causa disso

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