Pense por alguns instantes nos smartphones lançados nos últimos meses. Algum deles conseguiu te empolgar de verdade? É possível que não, e a razão é simples: o hardware dos smartphones evoluiu tanto que até modelos que não custam muito conseguem fazer coisas incríveis. Se a câmera e a tela do seu aparelho te atendem bem, como a indústria te convencerá a trocar de celular? A resposta, segundo o WSJ.com, está no software.

O anúncio do primeiro iPhone acaba de completar dez anos. Esse modelo é um marco não só para a Apple, mas para toda a indústria: foi a partir dele que o mercado de smartphones que temos hoje se desenvolveu.

E se desenvolveu de maneira acirrada. Para destacar seus modelos, os fabricantes melhoraram uma série de componentes. As telas evoluíram tanto que já não conseguimos mais distinguir pixels; as câmeras traseiras ganharam sensores tão poderosos que desbancaram as câmeras digitais compactas; as câmeras frontais passaram a ter mais qualidade para corresponder à onda das selfies; o hardware básico (processador, RAM e GPU) já não deve nada aos PCs.

O primeiro iPhone

O primeiro iPhone

Esses são só exemplos. As inovações foram tão numerosas ao longo dos últimos anos que nos acostumamos a elas. A consequência disso é que os avanços mais recentes até conseguem nos convencer, mas não com a força de antes.

Os sinais dessa falta de “emoção” na indústria estão por todos os lados. No Brasil, por exemplo, o mercado de smartphones encolheu 11% em 2016. Com a crise econômica e a elevação dos preços, muita gente optou por ficar mais tempo com o aparelho que já possui, o que não é uma decisão difícil: de modo geral, dispositivos lançados há dois ou três anos ainda dão conta do recado.

Nos Estados Unidos também houve uma mudança de comportamento. Um levantamento do Citigroup aponta que, no final de 2016, o tempo que os consumidores levam para substituir um aparelho ficou em uma média de 31,2 meses. Em 2011, essa média era de 24 meses.

É verdade que, no caso dos Estados Unidos, a decisão das operadoras de telefonia de diminuir os subsídios na aquisição de aparelhos atrelados à assinatura de planos com contratos longos tem bastante peso aqui, mas, novamente, a satisfação com smartphones atuais tem feito muita gente optar por ficar mais tempo com eles.

A indústria já percebeu esse comportamento e, agora, busca formas de se adequar ao cenário. Para isso, o caminho mais óbvio parece ser o investimento em software.

Como exemplo temos, de novo, a Apple. As vendas da linha iPhone nos últimos meses não foram exatamente animadoras (embora também não tenham sido ruins), por outro lado, a companhia viu a receita com serviços como Apple Pay e App Store aumentar 24% em 2016 na comparação com o ano anterior.

Graças à inteligência artificial, o software poderá fazer muito mais. Analistas de mercado estimam que, em um futuro relativamente próximo, a compatibilidade dos smartphones com determinados serviços e a integração com assistentes como Siri, Google Assistant e Alexa (Amazon) pesarão bastante na decisão de compra, muito mais do que hoje.

O hardware continuará evoluindo, é claro, mas sem se distanciar da plataforma. Conforme frisa Raj Talluri, vice-presidente de produtos da Qualcomm, o “smartphone está se tornando um hub”, ou seja, deixando de ser um mero centralizador de aplicações pessoais para também controlar o que acontece em casa, por exemplo.

A inovação ficou invisível

052-tecnocast

A inovação que antes era física e visível (telas multitouch, dispositivos poderosos e pequenos, etc) foi comoditizada. Está acessível, barata e nas mãos de todos os fabricantes. Daí a sensação de não há mais tanta evolução.

Agora, a verdadeira inovação só será perceptível aos olhos dos geeks. Ela será responsável por deixar os dispositivos cada vez mais inteligentes e funcionais, sem que as pessoas necessariamente saibam o que está acontecendo embaixo do capô. Será? Debatemos o assunto no Tecnocast 052. Aperte o play e confira!

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Flavio Toledo

Na sua opiniao e de qualquer forma perdeu mais publico do pouco tinha ainda.

Flavio Toledo
Na sua opiniao e de qualquer forma perdeu mais publico do pouco tinha ainda.
Breno

Pokémon Go não é nada demais. Apenas um joguinho dos vários que existem na Windows Store.

Breno
Pokémon Go não é nada demais. Apenas um joguinho dos vários que existem na Windows Store.
Flavio Toledo

Pode ate ser verdade, mas ate momento nada pokemon Go.

Flavio Toledo
Pode ate ser verdade, mas ate momento nada pokemon Go.
Carlos Mirandópolis

Não é tabu não brother.

O X Style foi apresentado no começo de 2015, cara, é um celular de 2 anos de idade. Ele é um SD 808, que nunca foi top de linha, era uma CPU abaixo do 810, que ainda sim é uma geração anterior ao SD 820, que é anterior ao SD 821 e estamos prestes a ser lançado o SD 835. Ou seja, é barato porque é velho.

Ele tem camera boa, tela mediana, bateria mediana (esse CPU é gastão), não tem nem leitor de digital que é padrão hoje em dia em qualquer celular, e o pior de tudo é que é um celular que mês que vem estará duas gerações defasado, então esquece atualização imediata por parte da Motorola.

O LG eu não conheço.

Com esse valor vc compra algo na China recente, CPU da geração atual, sensor de digital, câmera boa, enfim, não é tabu, os caras fazem celular mais barato mesmo.

Eu sinceramente investiria uma grana num Xiaomi Mi5, se vc importar vai gastar muito pouco a mais que isso e terá um celular de uma geração inteira superior.

Carlos Mirandópolis
Não é tabu não brother. O X Style foi apresentado no começo de 2015, cara, é um celular de 2 anos de idade. Ele é um SD 808, que nunca foi top de linha, era uma CPU abaixo do 810, que ainda sim é uma geração anterior ao SD 820, que é anterior ao SD 821 e estamos prestes a ser lançado o SD 835. Ou seja, é barato porque é velho. Ele tem camera boa, tela mediana, bateria mediana (esse CPU é gastão), não tem nem leitor de digital que é padrão hoje em dia em qualquer celular, e o pior de tudo é que é um celular que mês que vem estará duas gerações defasado, então esquece atualização imediata por parte da Motorola. O LG eu não conheço. Com esse valor vc compra algo na China recente, CPU da geração atual, sensor de digital, câmera boa, enfim, não é tabu, os caras fazem celular mais barato mesmo. Eu sinceramente investiria uma grana num Xiaomi Mi5, se vc importar vai gastar muito pouco a mais que isso e terá um celular de uma geração inteira superior.
Douglas B

Acho que o LG X Power e o X Style quebram esse tabu. Estão menos de 700 reais na internet e eu fui na loja mexer, parecem top end! E specs muito boas.

Douglas Baião
Acho que o LG X Power e o X Style quebram esse tabu. Estão menos de 700 reais na internet e eu fui na loja mexer, parecem top end! E specs muito boas.
Carlos Mirandópolis

Não conheço. Por 700 reais dá pra mandar importar alguma coisa da China. Se for comprar no Brasil por esse preço só tem celular pra passar raiva.

Carlos Mirandópolis
Não conheço. Por 700 reais dá pra mandar importar alguma coisa da China. Se for comprar no Brasil por esse preço só tem celular pra passar raiva.
BassVix

Usar o iPhone como referência à inovação de software não faz sentido, por que no mínimo o launcher precisa mudar muito, ainda usa o mesmo conceito de zilhões de ícones abarrotados, não ter widgets no launcher (suporte fajuto na área de notificações não vale) e etc.
Fora o resto que foi copiando dos outros a cada release.

BassVix
Usar o iPhone como referência à inovação de software não faz sentido, por que no mínimo o launcher precisa mudar muito, ainda usa o mesmo conceito de zilhões de ícones abarrotados, não ter widgets no launcher (suporte fajuto na área de notificações não vale) e etc. Fora o resto que foi copiando dos outros a cada release.
Douglas B

Não quero pagar mais que 700 reais... To pensando no LG X Power, o que acha dele?

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