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Star Wars Battlefront, o conflito e a união de dois mundos

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1 ano e meio atrás
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Videogames são ferramentas fantásticas de interação social. Eu comentei isso num texto que postei aqui no Tecnoblog, chamado “Quando os games ultrapassam as fronteiras da vida“. Vale dar uma lida, pois ele serve de base para o post de hoje.

Pois bem. Muitos de vocês, assim como eu, cresceram com irmãos em casa, ou mais velhos ou mais novos, mas salvo raríssimas exceções, rolavam algumas brigas, certo? Na minha casa não era diferente, mas com um agravante: essas brigas sempre partiam do meu irmão para comigo. Eu era meio medroso e nunca gostei de brigar, para ser sincero. E ele sabia disso.

A coisa foi ficando mais tensa na adolescência, quando, por vários motivos, eu parei de falar com ele por um bom tempo. E nossa relação foi muito complicada até a vida adulta. Mas ele é meu irmão e mesmo diante de tudo isso eu nunca deixei de amá-lo.

Eu cresci. Ele cresceu, amadureceu e foi percebendo todas as coisas que ele tinha feito para mim no passado. Em dado momento, tivemos uma conversa muito emotiva na qual ele reconhecia tudo de ruim que me fez passar. E ele me pediu desculpas, de uma maneira extremamente sincera, quase angustiada. Um sentimento que eu queria poder ter ajudado a diminuir com um abraço, mas estávamos longe um do outro.

Sabemos como são mágoas e como elas são complicadas de se dissolver, mas esse foi o momento onde as coisas começaram a melhorar para a gente.

Toad… o que Star Wars Battlefront tem a ver com isso?!

Acalme-se, jovem Padawan, que eu já vou chegar lá.

Nós dois somos como dois mundos diferentes, meu irmão e eu. Em vários sentidos. Por exemplo, ele ama jogos online de tiro em primeira pessoa, como Battlefield e Call of Duty. E eu não suporto esse tipo de game. Não é e nunca foi algo que me trouxe algum tipo de entretenimento, porque eu prefiro jogos mais cadenciados, com história imersiva, uma pegada completamente diferente.

Mas eu amo Star Wars. Ele nunca foi muito fã, não conhece a história dos personagens e imagino que não faça ideia de quem seja o tal do Palpatine, Lando ou o Sapo. Que, no caso, é o Greedo.

“É difícil matar ele, né?” — O Han Solo discorda.

E para ele, saber ou não saber a fundo qual o histórico do personagem não faz a menor diferença, a diversão é a mesma.

Pois bem, é aqui que os universos se encontram: Star Wars Battlefront é um FPS online, mas dentro do universo Star Wars. É um jogo que agrada, ao mesmo tempo, nós dois. E, portanto, achamos um porto seguro que permite que nós dois tenhamos momentos legais juntos.

Isso me faz recuperar parte de todo o tempo que perdemos em nossas infâncias, onde deveríamos estar brincando e nos divertindo. De certa forma, esse jogo está nos trazendo de volta algo perdido.

E, por tudo isso, a gente passou a jogar junto todos os dias. Além de conversarmos por horas sobre nossa vida, ele me ensina a jogar melhor, me passa melhores estratégias pra enfrentar os inimigos, e eu vou explicando pra ele que raios tem a ver a Princesa Leia com o Darth Vader.

Se vocês nunca jogaram, confiram abaixo dois gameplays que mostram mais ou menos como é que funciona:

E, por tudo isso, nossa relação nunca esteve tão bem. Hoje o amor que eu tenho por ele continua muito forte, mas a sensação de proximidade aumentou. O companheirismo e a admiração mútua aumentaram.

Temos conversas sérias e, minutos depois, estamos rindo muito de algo idiota ou alguma trapalhada que alguém fez. O jogo, com toda a sua essência convidativa mesmo a quem não está habituado a um ambiente com tantos personagens ao mesmo tempo, nos aproximou. Do conflito à união de dois mundos.

Parabéns aos envolvidos. Ou, quem sabe, tudo isso foi obra dos Jedis anciões que nos protegem onde quer que eles estejam, vai saber…

Que a Força esteja com você. Com a ajuda de granadas, escudos e fuzis de plasma porque, nunca se sabe, né?

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