Início » Telecomunicações » Governo prevê limite na banda larga fixa ainda em 2017

Governo prevê limite na banda larga fixa ainda em 2017

O presidente da Anatel Juarez Quadros afirma, porém, que nada muda Governo prevê limite na banda larga fixa ainda em 2017

Lucas Braga Por

O governo e a Anatel não parecem estar em sintonia. Apesar do presidente da agência ter afirmado a intenção de não mexer na liminar que proíbe franquia de banda larga, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab considera uma regulamentação para a limitação ainda em 2017.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A declaração foi feita em entrevista ao site Poder360. De acordo com Kassab, a formatação do modelo será da Anatel, e no sistema proposto haverá opções com diferentes tamanhos de franquia para agradar ao consumidor.

Durante a entrevista, Kassab se manteve na defensiva ao sugerir que todas essas mudanças são benéficas para o consumidor, no sentido de garantir mais qualidade do serviço. Embora não cite números, o ministro afirmou que o objetivo é atender o usuário para que o serviço seja “o mais ilimitado possível”.

A polêmica do fim da banda larga fixa ilimitada surgiu ao longo de 2016, em parte, depois de diversas reportagens do Tecnoblog sobre o assunto. Apesar de a franquia já estar presente em contratos de diversas operadoras há mais tempo, sempre houve vista grossa em relação ao assunto.

O assunto ficou sério mesmo quando a Vivo mudou seus contratos e impôs limites de 10 GB a 130 GB para novos assinantes de banda larga. Dois meses depois, o CRO da companhia Christian Gebara afirmou em entrevista exclusiva ao Tecnoblog que os limites eram um “caminho sem volta”. Como a Vivo foi a primeira das operadoras a limitar a internet móvel e também anunciou em apresentações aos acionistas a intenção de cobrar por pacotes na internet fixa, o assunto gerou revolta entre boa parte dos consumidores brasileiros.

Ainda que Kassab seja o ministro relativo à pasta das comunicações, pode ser que a vontade do governo não seja realizada: há diversos projetos de lei tramitando na Câmara e no Senado que proíbem ou dificultam a limitação de planos de banda larga. Recentemente, uma consulta pública foi aberta pelo Senado para que os cidadãos opinem sobre um projeto que veta a implementação de franquia limitada de consumo nos planos de internet banda larga fixa. Como você pode imaginar, a maioria das pessoas é a favor dessa proibição:

Atualização às 13:59: o presidente da Anatel Juarez Quadros afirmou ao portal TeleSíntese que o ministro Gilberto Kassab reconheceu que interpretou de forma errônea os dados da consulta pública levantada pelo Senado. Quadros assegura que a Anatel não pretende modificar a cautelar que está em vigor e que proíbe qualquer tipo de corte na banda larga fixa por questões de franquia.

Como a pesquisa do Senado teve grande interesse da sociedade, a consulta pública foi prorrogada até abril. Após o término da consulta, a agência pretende promover debates com diferentes correntes de opinião e pensamento acerca do assunto.

Tecnocast.zip 001 – Do not, my friends, become addicted to the internet

Gravamos uma edição especial do Tecnocast para discutir os limites na banda larga fixa. O modelo de negócio das operadoras está em risco, pois todos os seus serviços estão deixando de existir e migrando para dentro da internet. É fato que o usuário não pode pagar o pato, mas também não existe almoço grátis. O que fazer? Dê o play!

Governo prevê limite na banda larga fixa ainda em 2017

Comentários

Envie uma pergunta

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Douglas T. S. Leite
O que adianta não votar nesses lixos. Esses dias era prefeito e olha onde está. Vergonha desse país!
Marco Aurélio
Kassa esse Kassab.
R'icaardo T'eddy
Anonymus já resolveu isso pra nós, vejam no tecmundo.com.br
Jose X.
melô do coxinha: primeiro a gente tira a Dilma, depois...depois a gente se f*de, igual a todo mundo (de verde e amarelo, claro)
Mickey Sigrist
Cerca de 14 mil pessoas opinaram na consulta pública realizada pelo Senado. 14 mil, apenas! Como a sociedade brasileira quer exigir algo atuando dessa maneira? A consulta pública, ao contrário do que muitos pensam, é levada em consideração sim, porém para isso acontecer a participação deve ser expressiva.
Gaba
Petista detected... só pra te esclarecer, você votou no Temer também ;)
Gaba
Parabéns pra você que votou na Dilme E NO VICE Temer ;)
Paulo Antunes
Paulo Antunes
https://uploads.disquscdn.com/images/854df547f34de55f4a57966880cc0ed07663baf67df100284502be25b9320708.jpg
romer
romer
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/04/1765906-dilma-quer-barrar-limites-para-internet-de-alta-velocidade.shtml
Eduardo Borges
MP, já pode começar a investigar, por que esse sujeito deve ter sido comprado pelas operadoras!
ochateador
Sei bem como se sente. Aqui eu coloco os torrents para baixar e só confiro 1 semana depois (geralmente baixa 3~4GB por dia) só para não ficar puto com a lentidão do download.
Don Frye
Precisamos é de um livre mercado Anacocapitalista, não vejo nenhum outro modelo de politica melhor que esse.
Louis
Não é verdade! Primeiramente, a pessoa que trouxe publicidade a esse grande interesse das empresas e do governo foi o ex-presidente da Anatel, João Batista de Rezende, graças ao decreto da ex-presidente Dilma Roussef em 06 de dezembro de 2013. Em segundo lugar, cabe um adendo muito importante. O João Batista de Rezende, foi indicado pelo então ministro e amigo pessoal de Dilma, Paulo Bernado, atualmente indiciado com réu no STF, pela acusação de ROUBAR DINHEIRO DA APOSENTADORIA DE IDOSOS E DEFICIENTES FÍSICOS. O terceiro ponto é que João Batista de Rezende continuou no cargo mesmo após Dilma sair do palácio da Alvorada e ficar "por aí" aguardando o processo de impeachment. Em quarto lugar, o que Dilma fez foi um Decreto bem genérico chamado "Programa Brasil Inteligente" que trata da universalização do acesso à Internet no Brasil. A quinta colocação é que o Decreto, no Artigo 3º dá poderes ao Ministério das Comunicações para fazer o que quiser com a gestão da Internet no Brasil. Por fim, o Ministro de Estado responsável por essa área é o Kassab, antigo Ministro das Cidades da própria Dilma. O Decreto é tão mal formulado e vago, que nem ao menos é indicada a fonte de recursos que será utilizada para cumprir uma meta tão ousada como UNIVERSALIZAR O ACESSO À INTERNET NO BRASIL. Basicamente, uma peça de ficção que nunca teve a intenção de sair do papel, mas, serve para militantes políticos utilizarem como falso argumento para quem não conhece a real situação política brasileira.
Exibir mais comentários